O Senador

Fernanda Terra · Capítulo 14 de 36

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O Senador

Capítulo 13 · Linda Marilyn sabia como me moldar, deixando-me…

 

Linda Marilyn sabia como me moldar, deixando-me na palma da sua mão.

Estava em Sumas há dois dias e durante esse tempo ela não tinha exigido a presença daquele moleque nem uma vez.

Átila era um nativo de aproximadamente vinte anos, tentando conquistar minha mulher. Jamais admitiria isso e mesmo confiando plenamente no amor de Linda por mim ficaria de olho, pois meu faro detector de problemas havia sido ativado quando o vi entrar na pousada ao seu lado e ainda por cima fazendo-a sorrir. Muito petulante e ciente de si para o meu gosto. Eu esperaria a hora certa para colocá-lo em seu devido lugar.

Contudo, voltando a falar de coisas boas, estava radiante em poder compartilhar com minha mulher cada passo da sua pesquisa. Mesmo já conhecendo a cidade natal do meu avô, não me lembrava muito bem de como ela era. Havia visitado Sumas apenas em algumas ocasiões, mas em nenhuma tinha aprofundado como Linda o fez.

Visitei o museu da família, onde eu havia entrado apenas uma vez, na sua inauguração, e me vi fascinado por ver cada trecho da nossa trajetória estampada ali. Linda estava encantada com cada memória contada, detalhe obtido e a cada momento a certeza por sua escolha pela cidade se tornava ainda mais acertada. Não havia lugar melhor para a conclusão do seu livro.

Meu avô Anthony ficaria orgulhoso da minha escolha. Ele sempre me disse que uma mulher para estar ao nosso lado teria que ser forte, determinada, inteligente, porém meiga e disposta a se entregar a política. Linda não a tinha no sangue, mas seu corpo e alma transpiravam política, e essa era uma das coisas que mais me encantavam nela.

Depois da nossa visita ao Museu Scott, pensaria com mais cuidado sobre o caso de revitalizar aquele lugar, modificando também a cidade, transformando-a definitivamente em patrimônio oficial e histórico do país. Falaria com Linda e colocaria meu plano em prática. E conhecendo-a tão bem, sabia que ficaria lisonjeada de estar à frente desse projeto.

Sobre o seu, quer dizer, o nosso projeto pessoal, ela me disse que falaríamos sobre isso no jantar logo mais à noite, pois estava terminando de colocar algumas peças de encaixe nele antes de apresentá-lo a mim.

— Quero te levar para conhecer um lugar. Você vai surtar! — disse animada enquanto terminávamos nosso café da manhã na pousada.

— Linda Marilyn, pelo que sei nesses dois últimos dias, você já me apresentou a cidade inteira — ela revirou os olhos fazendo-me gargalhar.

— Bobo, é fora da cidade — ela pausou. — Uma vila um pouco afastada — me interessei.

— Então o que estamos esperando, Senhorita?

— Você terminar seu café — ela fez uma careta engraçada.

— Eu? Quem gosta de enrolar no café da manhã é você, Linda.

— Não gosto, não. Mas vamos parar com isso, terminou?

— Faz tempo — ela revirou os olhos novamente.

— Então vamos!

Levantamos, passando pela portaria e nos despedindo de Ana, que ainda estava encantada por seus hóspedes ilustres, mesmo que Linda ainda estivesse envergonhada por ter omitido sua identidade no começo da sua estadia ali. O carro que havia providenciado para nossa temporada em Sumas já estava na porta nos esperando.

— Obrigado, Dibe, bom garoto — agradeci ao filho de Ana, que estava tomando conta da Land Rover para mim.

— Eu que agradeço, Senador. Nunca chegaria perto de uma máquina dessas se o senhor não tivesse me incumbido de tomar conta dela — sorri abraçado a Linda e vi orgulho em seus olhos. O quê? Sabia ser humilde também, principalmente por reconhecer pessoas com índoles boas como Dibe e sua família.

— Vamos? — a conduzi até a porta do passageiro, abrindo-a.

— Vamos. Tchau, Dibe! — Linda acenou para o menino, dando-me um selinho antes de entrar no carro.

— Preferiria um dos nossos conversíveis — disse assim que dei a volta no utilitário, entrando do lado do motorista.

— Amor, Sumas é uma das cidades mais chuvosas e frias de todo os Estados Unidos — revirei os olhos a vendo gargalhar.

— Mas sinto falta deles.

— Eu também — Linda se aconchegou no meu ombro e ligou o rádio, deixando Creedence tomar conta de nossos ouvidos. — Siga por aqui, amor — me instruiu apontando para o nosso lado esquerdo.

— Para onde estamos indo?

— Pismo Beach.

— Pismo Beach? — repeti confuso.

— Sim, meu amor, existe uma praia em Sumas — gargalhei, mesmo sabendo pela geografia que a cidade era cercada pelo oceano.

— E o que temos nesse lugar de tão interessante, além de um delicioso banho de mar? — ela levantou seu rosto perfeito me beliscando, fazendo com que eu risse ainda mais.

— Você vai entender assim que chegarmos lá — deitou novamente no meu ombro, indicando-me o caminho até o local.

E em menos de vinte minutos chegamos à Pismo Beach. Pelo que já podia observar, era um lugar muito simples.

— Estamos diante de uma das últimas vilas indígenas do país, amor — Linda disse fascinada, com nossas mãos entrelaçadas, enquanto caminhávamos pela praia até chegar mais perto dos casebres.

— Como nunca fiquei sabendo disso? — estava encantado também com sua descoberta. — Uma vila indígena em Sumas, isso é muito interessante.

— Sabia que ia gostar, na verdade quando descobri… — ela pausou — Você foi a primeira pessoa em que pensei — Linda abaixou a cabeça.

— Ei! Eu estou aqui. Acho que é isso o que importa agora, não é? — levantei seu rosto com a ponta dos dedos e fiz com que nossos olhos se encontrassem.

— É tudo o que importa, amor — Linda ficou na ponta dos pés, enlaçando os braços no meu pescoço e me beijou.

— Eu amo você.

— Tenho que confessar que essa é uma das coisas que temos em comum, Senador — ela disse a centímetros de minha boca. — Também te amo muito — capturei sua boca novamente.

— Vamos! Quero conhecer cada ponto dessa aldeia.

Enquanto caminhávamos, Linda foi me explicando como os Suquamish conseguiram se firmar por tanto tempo depois da devastação do povo indígena. Na verdade, eles se tornaram meio exclusos da sociedade, tirando alguns, como Ana e sua família que trabalhavam na cidade, porém não abandonando sua aldeia e costumes particulares.

Essa seria uma parte importantíssima e nunca pensada para minha próxima eleição, pois mesmo afastados da sociedade eu tinha eleitores ali, podendo fazer melhorias para suas vidas e para outros perdidos no meio desse país tão grande. Linda havia encontrado um bem muito precioso para nossas campanhas futuras.

Continuamos nossa caminhada com ela me explicando também como estava o andamento da sua matéria para a revista da paquita, quer dizer, de Adams. Uma pesquisa política minuciosa sobre essa população quase extinta nos Estados Unidos. E pelo que tinha percebido naqueles últimos dois dias juntos, os assuntos profissionais prevaleciam entre os dois, pois Linda não havia tocado no assunto da briga que tive com Mark no dia seguinte da sua partida. Achava melhor assim, aquele não era o momento de discutir ou muito menos brigar com minha princesa.

— Linda? O que você está fazendo aqui?

Ou era?

— Átila, oi — ela o cumprimentou, sorrindo educadamente. — O que você está fazendo aqui? — retornou a pergunta fazendo graça.

— Essa é a minha aldeia, não se lembra? Fui eu quem a trouxe para conhecer — Linda olhou para mim percebendo minhas narinas inflarem de ódio.

— Eu sei disso — ela me puxou. — Átila esse é meu noivo Artur Scott. Não tive tempo de apresentá-los naquele naquela noite. Amor, esse é Átila, meu guia aqui em Sumas.

— Prazer — estiquei a mão tentando ser educado, apenas para não magoá-la.

— O prazer é todo meu, Senador, por conhecer alguém tão famoso de perto — ele se virou novamente para Linda e, instintivamente, puxei-a pela cintura, colando nossos corpos, tendo a necessidade de mostrar quem mandava ali. — Passeando?

— Vim apresentar a aldeia e seus encantos para Artur — eles sorriram, deixando-me ainda mais furioso.

— Você ainda precisa conhecer a noite da fogueira, eu te convidei… — ela o cortou, percebendo o aperto em sua cintura ficar mais forte.

— Nós viremos sim, Átila.

— Será um prazer conhecer ao lado da minha mulher — enfatizei — histórias tão encantadoras sobre a cidade da minha família. Vamos, princesa, quero que me mostre o restante da vila — sussurrei em seu ouvido, fazendo-a sorrir e me dar um selinho, apenas para dizer que estava tudo bem. Não precisávamos de palavras, nunca.

— Vamos. Átila, a gente se vê — Linda voltou seu olhar para o moleque, deixando que os meus olhos caíssem como uma barra de ferro quente sobre ele também, mostrando ali toda minha superioridade.

Não haveria competição. Linda Marilyn era minha. Sempre foi e iria ser para sempre.

— Se precisar de alguma coisa? Estarei à sua disposição — suas frases no singular estavam cavando sua própria sepultura. Ninguém mexia com o que era de Artur Scott, principalmente a sua mulher.

— Pode ficar tranquilo, rapaz. Se precisarmos dos seus serviços entrarei em contato pessoalmente. Foi um prazer — saí dali sem olhar para trás, puxando Linda pelo braço, que gargalhava sem parar. — Posso saber qual é a graça, Linda Marilyn? — perguntei sério, já um pouco à frente, ainda muito estressado pela petulância do nativo.

— Claro, Senador. Estou rindo pelo Senhor ter “mijado” em mim durante toda a nossa conversa agora a pouco.

Puxei-a pela cintura, deixando nossos corpos completamente grudados.

— Esse garoto vai ter o que merece, Linda Marilyn. Ninguém mexe com o que é meu. Principalmente debaixo do meu nariz.

— Oi? — ela voltou a gargalhar. — Sabe, Senador Scott, mesmo que ele fosse o homem mais poderoso e gostoso do mundo, o que não é — Linda estava me provocando, esfregando seu corpo no meu —, eu ainda seria noiva e loucamente apaixonada por meu homem, a ponto de provocá-lo em plena aldeia indígena conservadora — introduzi meus dedos em seus cabelos, puxando-a para um beijo furioso.

— Você é minha, Linda Marilyn! — mordi seu lábio inferior fazendo-a gemer.

— Só sua, amor. Para sempre! — sorri orgulhoso, a beijando novamente.

— Acho que nossa expedição acabou por hoje — disse enquanto nossas respirações tentavam se normalizar.

— Concordo plenamente, Senador.

Deixamos o restante da nossa visita à aldeia para depois, pois naquele momento precisava estar dentro de minha mulher. Por isso, instiguei ao máximo o motor da Land Rover, para que chegássemos o quanto antes na pousada. Mesmo sendo adeptos ao sexo selvagem no meio da rua, precisávamos tomar cuidado por não estarmos em nossas cidades e principalmente pelo horário. Ainda não passava das onze da manhã.

Passamos por Ana sorrindo como dois adolescentes, mas quando chegamos ao corredor do nosso quarto não aguentamos mais.

Linda me encarou, mordeu os lábios e passou uma perna por trás da minha bunda.

— Me beije, amor — seus dedos infiltraram nos meus cabelos, puxando-os como só ela sabia fazer, os massageando.

Beijei-a com fome, vontade, raiva e desejo. Ela era minha e ninguém encostaria no que sempre foi meu.

Linda devorava meus lábios, enlouquecendo-me e tornando minha ereção ainda mais dolorosa dentro do jeans.

Puxei sua outra perna para que ela subisse em meu colo e nos perdemos entre beijos e amassos contra a parede, até conseguir achar a porta do quarto, com a devassa gargalhando, fazendo com que nossas intimidades se chocassem ainda mais.

Joguei-a contra a porta assim que a fechei com o pé. Nossos lábios nunca se separavam, porém nossas respirações ofegantes diziam a hora de nos afastarmos em busca de ar. Nesse momento, descia beijos por seu pescoço até alcançar seus seios ainda cobertos pelo tecido pesado do casaco. Então, nos separamos, tirando cada um sua roupa o mais depressa possível e quando nossos corpos se encontraram novamente nada mais nos impedia de nos amarmos.

— Vem, amor, eu quero você aqui — Linda sussurrou guiando meu membro até sua entrada. Aproveitei e a peguei novamente no colo, jogando-a contra a porta.

Agi por instinto, invadindo-a sem medo, apenas deixando nossos desejos gritarem juntos. Estoquei como um louco deixando o corpo de Linda se chocar brutalmente contra a porta. Pensaria depois no que dizer se alguém passasse por ali naquele momento. Chegamos ao orgasmo praticamente juntos e ficamos ali, parados, esperando que nossas respirações se normalizassem.

— Amo você! — ela sorriu beijando meu queixo, ainda encaixada em mim.

— Eu também, princesa, amo você! Que tal um banho? — pisquei para ela.

— Um banho com você nunca será apenas um banho, Senador — gargalhamos e a levei no colo até o banheiro.

Depois de mais dois orgasmos no chuveiro, estávamos devidamente limpos. Então, precisei me atualizar dos meus negócios e, principalmente, sobre o que estava acontecendo no Capitólio através do meu Ipad, enquanto Linda terminava de arrumar o que ainda faltava para me mostrar nosso projeto pessoal.

Estava terminando uma pauta com Ethan através de um e-mail quando ela gritou:

— Pronto! Está preparado? — sorri vendo-a levantar da mesa improvisada perto da janela, vindo na minha direção.

Ela estava linda, vestida apenas com um micro shorts jeans, regata branca colada ao corpo e descalça, a típica menina em que se transformava para me deixar maluco.

Mas, o que Linda trazia nas mãos era um projeto audacioso, de uma mulher adulta com uma determinação única, e era definitivamente isso que me encantava nela. Ao mesmo tempo em que aparentava ser uma garota delicada e frágil, mostrava-se forte e inteligente.

— Mais que preparado, deixe-me ver — estiquei a mão puxando-a para meu colo. Fazíamos isso desde a primeira vez em que lemos algo junto, minha exclusiva. E desde então isso se tornou um hábito, tornando-nos ainda mais cúmplices.

— Espero que goste — Linda beijou meu queixo fazendo-me rir e apertá-la ainda mais ao meu corpo. — É um projeto para colocarmos em prática juntos — ela estava visivelmente nervosa.

— Não tem porque ficar desse jeito — apertei seus ombros, os massageando e percebendo a tensão contida ali.

— Na verdade, o projeto tem tudo a ver com a nossa vida daqui para frente e terá que ter a sua aprovação… — a cortei pegando o papel da sua mão.

— Vamos acabar logo com isso — ela sorriu fracamente, fazendo-me beijar sua testa e começar a ler o conteúdo na minha frente.

Prólogo...

“A doro reticências...

A queles três pontos interm itentes que insistem em dizer que nada está fechado, que nada acabou, que sem pre há algo por vir.

A vida se faz assim !

N ada pronto, nada definido. T udo sem pre em construção. T udo ainda por se dizer... N ascendo... Brotando... Sublim ando... Vivo assim ...

N um a eterna reticência... Para quê colocar um ponto final?

O que seria de nós sem a expectativa da continuação?”

N ilson Furtado

Ser um a Prim eira-dam a

U m a das prim eiras lições para um a Prim eira-dam a é nunca parar, sem pre estar em busca de algo… Estar sem pre construindo para o bem estar do próxim o, estar sem pre à procura do novo… Sem pre ao lado de seu hom em , apoiando-o, ajudando, m as acim a de tudo, do seu lado lutando contra as injustiças e fazendo com que seu poder faça o m elhor àquele que o colocou ali, através do seu hum ilde voto.

Hum ildade… Palavra chave não só para um a Prim eira-dam a, m as para a vida… D eus não exalta os prepotentes. D eus exaltará sem pre os hum ildes de alm a e coração. É assim que se governa… É assim que se deve guiar um a população.

Eu estava sem palavras para o que tinha acabado de ler.

Um projeto de Linda para ser minha Primeira-dama.

Nosso projeto pessoal.

Chegaríamos ao topo juntos. E lá, conseguiríamos encontrar a melhor maneira de comandar esse povo que nos escolheu, aos dois.

Ao Presidente que sempre terá o apoio, força, delicadeza, mas acima de tudo a inteligência de sua Linda Primeira-dama.

Sentia meus olhos marejados e não tive vergonha de chorar perto do meu único amor, principalmente, diante do seu melhor trabalho até então. Linda havia pensado em tudo, ela tinha no sangue o dom de uma Primeira-dama.

— Você nasceu para estar ao meu lado — disse assim que ela virou seu corpo e ficou de frente para o meu, fazendo com que nossos olhos se encontrassem.

— É o nosso projeto, amor — seus olhos também continham lágrimas e ficamos assim por alguns minutos, só nos admirando.

— Linda, é o projeto mais rico que já vi. Quero lê-lo com calma, mas de longe já se tornou perfeito para mim — ela sorriu orgulhosa.

— Sumas me ajudou muito. Aqui a gente pode ficar mais perto das pessoas. Elas são mais receptivas e não vêm em sua direção com interesse ou medo, elas apenas vêm — eu via o brilho de cada palavra em seu olhar.

— Eu quero estar ao seu lado, princesa, ajudando e apoiando tudo o que você decidir — coloquei seu rosto entre minhas enormes mãos. — Eu quero fazer parte disso.

— Eu sei! E estava esperando exatamente isso, você chegar e me ajudar a concluí-lo.

— Juntos, nós vamos fazer esse mundo melhor, eu prometo para você — ela sorriu lindamente e não resisti, beijei-a apaixonadamente.

— Eu amo você — disse chorando, ainda com o rosto enquadrado em minhas mãos.

— Eu também. Na verdade, você consegue fazer com que me apaixone por você diariamente — fui sincero.

— Você também, amor — ela me deu um selinho. — Artur, eu quero ajudar essa cidade! — Linda se mexeu empolgada. — Me encantei com cada habitante e, além de tudo, quero ajudar a aldeia. Não sei... Pensei em montarmos um projeto e levar até o Senado a favor das tribos indígenas. Conversei com a professora da única escola de lá e Paloma me disse que há muito a ser feito ainda, não só em relação à educação.

— Vamos analisar cada ponto juntos e redigir o projeto. Tudo o que você quiser, meu amor — sorrimos juntos, como espelhos das nossas almas naquele momento.

— Também queria te pedir para que eu pudesse tomar conta pessoalmente do museu — minha constatação de mais cedo estava correta.

— Ele é seu. Quando voltarmos à Nova York falaremos com os responsáveis por essa área e você assume, ok?

— Ótimo, não vejo a hora de começar — disse animada.

— Já tinha pensado nisso quando visitamos o museu. Parece que ele ficou esperando você, Linda.

— Obrigada, amor, não sei como agradecer. Estou muito feliz, demais!

— Sua felicidade me basta, princesa, pois ela é a minha também. Nossa estadia em Sumas está nos trazendo muito mais do que um dia eu poderia imaginar — ela me olhou emocionada.

— Eu sabia que você viria e que embarcaria comigo nessa aventura.

— Você me conhece mais que eu mesmo, não é?

— Sim, meu amor.

— E agradeço por me fazer um homem melhor.

— Se transformando assim em um governante melhor para sua população — concluiu.

— Exatamente — aconchegou-se no meu peito.

Linda havia me ensinado muito naquela tarde. Seu comando e determinação faziam dela uma ótima estrategista, somados à sua meiguice e doçura para enxergar todos os problemas e solucioná-los da melhor maneira possível, tanto no aspecto profissional, como no pessoal tornavam-na a minha companheira perfeita.