O Senador

Fernanda Terra · Capítulo 7 de 36

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O Senador

Capítulo 5 · Já havia organizado nosso final de semana…

 

Já havia organizado nosso final de semana em Paris, antes mesmo de pedir Linda em casamento na festa das bodas dos meus pais. E depois de uma semana tumultuada em Washington devido às votações de alguns projetos no Congresso, estávamos naquele momento, dentro do nosso jatinho, prontos para embarcar rumo à França, apenas esperando a ordem da torre.

— Tudo bem? — percebi Linda quieta demais nos meus braços.

— Tudo ótimo, meu amor — ela levantou um pouco a cabeça e pude ver o brilho do seu sorriso.

— Você está tão quieta — acariciei seu rosto.

— Estou tão feliz, que às vezes me pego pensando se você ainda não é aquele sonho, bonito, mas intocável — sorri, dando-lhe um selinho.

— Um sonho duradouro, não é, Senhorita Stevens, já que estamos completando hoje um ano de namoro.

— Nem me fale! Isso me deixa mais nervosa — gargalhei.

— Por quê?

— Você sempre foi e será meu sonho mais lindo, Artur, mas hoje se tornou minha realidade mais plena — aquelas palavras me tocaram profundamente e percebi que aquele último ano havia sido o mais feliz e completo da minha vida.

— E você sempre será nada menos que minha vida, Linda Marilyn. Eu amo você!

— Eu também o amo muito, amor — nossos lábios se tocaram lenta e suavemente, apenas demonstrando todo o sentimento vindo daquele momento. Mas, fomos interrompidos pelo piloto que apareceu fazendo a última checagem. — Tudo pronto, Senador. Podemos decolar?

— Sim, com certeza! — sorri para minha princesa, enquanto ajeitava minha poltrona, ajudando Linda com a dela e quando apertamos nossos cintos, o piloto voltou para a cabine.

— Paris… Aí vamos nós! — gargalhei da felicidade da minha menina, dando-lhe um selinho antes do avião decolar.

Nossa viagem foi tranquila. Linda dormiu praticamente o trajeto inteiro, comigo tentando relaxar o máximo que pudesse também ao seu lado. Aquele final de semana teria que ser aproveitado muito bem acordado e não dormindo.

Desembarcamos e a limusine já nos aguardava na pista.

— Deus, uma limusine! — Linda ainda se espantava com minhas extravagâncias.

— Por que o espanto, princesa? Nós temos uma para uso diário em Nova York — dei passagem para que ela entrasse primeiro no carro. — E Paris, sem uma limusine, jamais seria a mesma coisa.

— Você não existe, Artur Scott! — ela balançou a cabeça sorrindo, enquanto eu entrava do outro lado, acomodando-a nos meus braços.

— Existo sim, Linda Marilyn, você sabe muito bem disso — a limusine seguiu seu trajeto até o hotel, onde ela também desceu maravilhada. — Deslumbrada novamente, meu amor? — puxei-a para meus braços de novo.

— O Hilton será sempre O Hilton.

— Tenho muitas recordações, vamos ver... Final de semana em Dubai — sorrimos nos lembrando da viagem diplomática que fizemos para o lugar mais rico do Oriente Médio —, ou podemos citar também nosso Ano Novo na Austrália.

— Onde você decidiu que queria virar o ano antes do mundo inteiro! — ela revirou os olhos, fazendo-me gargalhar. Eu tive que concordar. No ano anterior, decidi que aquela virada teria que ser onde o próximo ano começasse primeiro e a Austrália, foi o local escolhido. — Mas, não são essas as minhas recordações agora.

— Não?

— Não! — Linda balançou a cabeça. — Pensei no dia em que nos conhecemos, em sua festa de lançamento como candidato ao Senado, nos salões luxuosos do Hilton, lá mesmo em Nova York — ela sorriu delicada —, mas podemos colocar nessa lista também o primeiro dia que você me comeu em uma janela desse renomado hotel, no dia da sua coletiva de imprensa — gargalhei.

— Com certeza, os hotéis Hilton nos trazem ótimas recordações, princesa.

— Tenho que concordar com você, amor — adentramos o salão principal de mãos dadas e logo fomos recepcionados por alguns atendentes, que prontamente nos levaram até nossa suíte.

— E aí, o que achou? — disse vendo-a andar de um lado para o outro, parando na varanda enquanto observava a vista para a Torre Eiffel.

— Você é perfeito, Senhor Scott! — me aproximei dela, enquanto Linda se virava colando nossos corpos. — E eu, não poderia estar mais feliz.

— Eu também não, princesa — mordi o lóbulo da sua orelha, fazendo-a gemer e se esfregar ainda mais em mim, sentindo minha ereção apontando para sua barriga. — Que tal um banho, futura Senhora Scott?

— Eu adoraria, meu Senador mais lindo — aquilo foi o estopim para que eu a tomasse com um beijo quente, fazendo nossas línguas travarem uma briga sensual, nos deixando ainda mais acesos.

Tirei nossas roupas vagarosamente, escutando-a resmungar da demora e logo depois, nos dirigimos ao banheiro, onde a coloquei sentada em uma cadeira confortável enquanto enchia a banheira.

Faria com que esse final de semana fosse perfeito. Linda, a partir dali, também veria Paris com outros olhos. A cidade do amor ficaria para sempre em nossas memórias como um dos melhores momentos da nossa vida juntos. Seria sempre o lugar onde a pedi em casamento, oficialmente, é claro.

Como sempre, um banho nunca seria apenas um banho quando se tratava de Linda Marilyn. E depois de fazer amor delicadamente, ainda a peguei gostoso de quatro, na borda da banheira.

Saímos saciados e muito cansados do nosso banho, então resolvemos descansar naquela cama espaçosa, deixando o sono nos levar por, pelo menos, algumas horas antes do almoço.

Mais tarde, devidamente acordados e vestidos, enquanto Linda terminava de calçar suas botas, eu checava o anel em meu bolso. Eu a pediria em casamento depois do almoço aos pés da Torre Eiffel, como havia prometido. Não esperaria mais, sabia que sua ansiedade estava praticamente no mesmo grau que a minha, chegando ao nível máximo.

— Vamos, amor, estou pronta — Linda estava maravilhosa, vestindo uma calça colada ao corpo, junto com um sobretudo creme, por conta do frio. Porém, o que conseguia iluminar aquele quarto mais do que qualquer sol existente, era seu sorriso. Na verdade, Linda seria para sempre meu próprio sol.

— Vamos, princesa. Levarei você para almoçar em um dos restaurantes mais lindos de Paris — ela sorriu, entrelaçando nossas mãos.

— Como se em Paris existisse algum lugar que não seja romântico e lindo ao seu lado — beijei-a, apaixonado. — É melhor irmos logo antes que tenhamos perdido nosso fim de semana nessa suíte — disse ainda com nossas testas coladas.

— Não seria uma má ideia.

— Eu sei que não — gargalhamos juntos e saímos para curtir a linda cidade do amor, como dizia minha noiva.

Antes de chegarmos ao restaurante que havia escolhido, o Le Saut du Loup, passeamos pela Champs Elysées, uma das avenidas mais lindas de Paris. E como Linda ainda não conhecia a cidade, observava tudo encantada, principalmente quando passamos em frente ao Arco do Triunfo.

Já no restaurante, olhava fascinado como o vento batia nos cabelos da minha princesa, desenhando assim, a mais bela pintura já vista em algum lugar. Ver minha mulher sorrindo sob os ventos da cidade do amor era algo magnífico e registrei aquele momento com meu celular, não escondendo minha felicidade.

— Agora vou levá-la a um lugar muito especial — disse assim que recebi o cartão de volta do garçom, depois de pagar nosso maravilhoso almoço.

— Será que sobreviverei a esse fim de semana? — ela brincou, abraçando-me forte por conta do vento.

— Eu tenho certeza que sim, princesa! — voltamos para a limusine e passei as instruções ao motorista.

— Torre Eiffel? — seus olhos se iluminaram.

— Sim. Tenho uma promessa a ser cumprida lá — me sentei ao seu lado, observando sua boca se abrir e seus olhos encherem de lágrimas.

— Ah, Artur!

— Eu prometi, princesa — abracei-a, beijando o topo da sua cabeça e em poucos minutos chegávamos aos pés da torre mais famosa do mundo. Descemos do carro e fomos andando até ela em um silêncio compartilhado. Nada precisava ser dito naquele momento, estávamos dando um dos maiores passos de nossas vidas e por esse motivo me considerava o homem mais feliz do mundo.

— É maravilhosa! — Linda olhava deslumbrada para o alto da torre. — Eu te amo tanto!

Seus olhos marejados fizeram com que meus dedos longos tocassem seu rosto, acariciando suas bochechas coradas.

— Linda — me ajoelhei aos seus pés —, falar do amor que sinto por você hoje seria irrelevante — olhei diretamente para seus olhos molhados. — Esse primeiro ano da nossa vida juntos serviu principalmente para mostrar que existe algo acima de todo meu autoritarismo e poder. Você, princesa, foi a única pessoa por quem me curvei até hoje e não tive medo, nem vergonha disso — ela sorriu um pouco —, e acima de todo o poder herdado por mim, existe um amor que nunca imaginei sentir por alguém. Isso me dá força e coragem para lutar por você, por nós dois e por essa nova família. Hoje, diante da Torre Eiffel, como prometi — sorrimos juntos —, peço que seja minha… Minha amante… Minha companheira… Minha mulher — peguei sua mão direita, tirando a caixinha do bolso e vendo seus olhos se iluminarem, coloquei o anel no seu dedo.

— Oh, meu Deus! — Linda colocou a mão na boca. — Artur, é perfeito! — ela disse emocionada, apreciando o solitário diamante azul raríssimo, aninhado entre brilhantes. Em um instante, Linda abaixou o rosto fazendo com que nossos olhos se encontrassem. — Ai, meu amor — se ajoelhou na minha frente, colocando suas mãos uma em cada lado do meu rosto. — Eu aceito! É claro que eu aceito ser sua companheira — beijou a ponta do meu nariz, fazendo-me sorrir —, sua amiga — beijou minha testa —, sua amante... — mordeu de leve meu lábio inferior, nos fazendo gemer juntos. — E acima de tudo, aceito ser sua mulher para sempre! — Linda beijou o anel. — Esse foi, desde sempre, meu maior sonho e sempre será a minha maior realização — colei nossos lábios apaixonadamente, enquanto nos levantávamos do chão.

— Eu te amo, Linda Marilyn Stevens.

— Eu também te amo, Artur Sebastian Scott — nos beijamos novamente. — Amor — Linda fungou por conta do choro depois do nosso beijo —, podemos ir até a Catedral de Notre Dame? — ela sorriu envergonhada. — Queria agradecer.

— Seu desejo é uma ordem, princesa.

— Jura? — me abraçou forte e sorrimos, sem desconectar nossos olhos. — Vai ser lindo!

— Sim, vai, então vamos? — entrelacei nossas mãos, voltando para a limusine.

Informei o próximo destino ao motorista, aconchegando minha mulher no meu peito, enquanto Linda não tirava os olhos do anel. E novamente, o silêncio compartilhado se instalou ali. É claro que nada mais precisava ser dito, tudo estava sendo sentido dentro de cada um de nós.

Chegamos à Catedral, que fica às margens do Rio Sena, e entramos na igreja em silêncio. Lá dentro a sensação de paz era indescritível e, com as mãos entrelaçadas, chegamos perto do altar.

— Aqui, diante de Deus — Linda estava novamente com os olhos marejados —, eu agradeço por tudo que ganhei nesse último ano. Meu mais lindo presente, aquele com que sempre sonhei e que hoje está ao meu lado, amando, respeitando e me pedindo para ser sua, para o resto de nossas vidas — ela sorriu, beijando nossas mãos entrelaçadas junto com o anel. Naquele momento, fiquei meio sem saber o que dizer, nunca tinha estado assim, tão próximo de Deus, mas também precisava agradecer.

— Aqui, aos seus pés, agradeço pelo universo que conspirou a meu favor, me trazendo o maior e mais bonito presente que alguém poderia um dia ganhar — olhei para ela repetindo seu gesto, beijando nossas mãos junto com a aliança também. — Eu agradeço à Deus por ter feito você especialmente para mim — Linda naquele momento chorava muito. Abracei-a carinhosamente, dando-lhe um beijo terno.

— Eu te amo.

— Eu também te amo, princesa. Mais que um dia pudesse imaginar —permanecemos ali abraçados em silêncio, apenas agradecendo.

Depois que saímos de lá, passamos o resto da tarde passeando pelas margens do Rio Sena. E foi sobre as águas, mais precisamente na Pont de L’archevêché, que eternizei nosso amor, prendendo um belo cadeado com nossos nomes gravados e em seguida jogando a chave fora. Um costume muito peculiar, com o qual os casais apaixonados declaram seu amor.

— Artur, o que eu faço com você? — Linda, a cada nova surpresa, ficava mais encantada e seus olhos brilhantes e emocionados me davam a certeza que eu havia conseguido eternizar nossa viagem.

— Apenas me ame para sempre e me faça o mais feliz dos homens, princesa. Para sempre! — eu iria me lembrar de cada detalhe desse final de semana, com toda certeza.

Ao final da tarde, voltamos para o Hilton e depois de um banho relaxante, apenas um banho, pois Linda resolveu que queria se preservar para a noite maravilhosa que teríamos pela frente, deitamos para descansar.

Um pouco depois das sete me levantei, tomando outro banho para despertar e começar a me preparar para o nosso jantar, que seria tão especial quanto o almoço, mas antes mesmo de desligar o chuveiro vi minha menina toda manhosa na porta do banheiro, vestindo apenas minha camisa com um lindo bico.

— Estou vendo que já acordou. Venha, princesa, tome um banho também, sairemos em meia hora — sorri, saindo do banheiro, passando a toalha pelo cabelo.

— Você não vai tomar banho comigo? — Linda veio atrás de mim voltando para o quarto.

— Esse foi um desejo seu, meu amor, lembre-se da nossa noite especial! — provoquei e Linda se virou voltando para o banheiro, bufando. Pura manha, eu conhecia minha mulher. — Você está mudando de ideia? — alcancei seu corpo, prensando-a contra a pia.

— Não — ela gemeu quando sentiu minha ereção nas suas costas.

— Tudo bem, te espero no quarto — sorri afastando-me.

— Não — ela resmungou, segurando meus braços.

— Decida-se, princesa.

— Eu quero você, amor — passei dois dedos em sua entrada, escutando-a urrar alto, jogando seus braços para trás, agarrando meus cabelos.

— Tão molhada — falei estimulando um pouco mais seu ponto sensível, porém logo tirei a mão. — Vá tomar banho agora, não vou estragar nossa noite — bati na sua bunda gostosa.

— Artur Sebastian! — ouvi minha princesa gritar, enquanto eu saía do banheiro.

— Tudo por nossa noite romântica, amor — gargalhei.

— Você me paga! — falou bufando, entrando no box.

— Sem se tocar, Linda Marilyn! — gritei para ela.

— Vai para o inferno!

— Não estrague nosso noivado — continuei sorrindo, começando a me arrumar.

Já pronto, sentei-me confortavelmente em uma das poltronas da suíte com um copo de uísque nas mãos, assistindo minha mulher se arrumar sedutoramente, andando de um lado para o outro sem olhar para mim.

— Vai continuar sem falar comigo, Linda Marilyn? — fingiu que não me ouviu, fazendo-me sorrir de canto. — A ideia foi sua, princesa.

— Eu só queria uma noite especial — Linda se virou e então pude ver como estava magnífica com um vestido vermelho, estrategicamente agarrado ao seu corpo, na altura da coxa.

— Todas as nossas noites são especiais, meu amor — levantei, aproximando-me dela, vendo-a estremecer sem ao menos tocá-la. — Você está magnífica nesse vestido.

— Obrigada — ela sorriu. — Eu sei que nossas noites são perfeitas e como são — gargalhei —, mas eu só queria que…

— Eu te amo, Linda, não quero que nada estrague essa noite. Quero apenas o que você quiser.

— Eu também te amo, amor, e... Eu quero você — ela riu, fazendo-me gargalhar ainda mais. — Mas quero também nosso jantar — beijei seu pescoço, enlaçando sua cintura e apenas esse contato através do tecido fino do seu vestido fez com que ficasse completamente louco, enquanto minhas mãos desciam teimosamente para sua bunda. —Assim você não está ajudando, Artur Sebastian.

— Então faremos assim... — sussurrei no seu ouvido. — Saímos para jantar e logo em seguida… — não terminei de falar, pois minha boca foi tomada pela dela em um beijo furioso, mas logo nos separamos sem fôlego.

— Vamos então, hoje não podemos quebrar as regras, é o nosso noivado, amor — gargalhei novamente e Linda saiu para retocar a maquiagem antes de descermos juntos direto para a garagem, onde nossa limusine já nos esperava. Não queria correr o risco de sermos importunados em Paris.

 

— Esse restaurante é lindo — Linda sorriu assim que adentramos o salão do La Tour d’Argent.

— Escolhi toda a nossa viagem especialmente para você, princesa.

— Nosso noivado — ela disse, já se emocionando novamente.

— Shiu! Sem choro, hoje é dia de festa — limpei uma das lágrimas que teimava em cair.

— Você tem razão, sem choro — beijei seu anel e fomos levados a nossa mesa que tinha uma linda vista para o Rio Senna. — Estou tão feliz, Artur. Nós, aqui em Paris, jantando com o Rio Sena aos nossos pés.

— Você merece, princesa — toquei seu rosto, carinhosamente. O garçom se aproximou e fizemos nossos pedidos, animadamente. — Gosto muito da França, principalmente do sul dela. Quero levá-la para conhecer sua costa inteira.

— Há lugares fantásticos lá. Eu não conheço, mas já vi fotos maravilhosas da Riviera Francesa... — Linda parou pensativa. — Mônaco, Cannes... — suspirou.

— Tenho um desejo antigo, desde quando vínhamos passar férias aqui, de me estabelecer em um lugar paradisíaco como aquele. Podemos, quem sabe, pensar em comprar alguma propriedade por lá.

— Uma casa na Côte d’Azur? — sorri da inteligência nata da minha noiva, que mesmo não conhecendo o lugar, sabia exatamente como era chamado o local.

— Sim, uma casa na Cote d’ Azur, o que acha?

— Perfeito! — beijei seu anel.

— Ótimo! Providenciaremos primeiramente uma viagem para lá. Quero mostrar a você todas as belezas da Riviera e, logo depois, procuramos uma propriedade.

— Tenho medo de um dia acordar desse sonho.

— Farei o possível e o impossível, para mantê-la dentro dele para sempre — me aproximei, selando nossos lábios.

— Para sempre está de bom tamanho — e assim que nosso pedido chegou conversamos animadamente sobre o livro, com Linda dizendo que eu era sua bibliografia mais interessante. Gargalhei como só conseguia ao lado da minha princesa. Linda era a única pessoa que me fazia sentir a leveza da vida. Ela me mostrava como poderia ser livre quando não estava no comando do país.

No final do nosso jantar, saímos de mãos dadas até a limusine novamente. Informei ao motorista que gostaria de fazer um pequeno tour pela cidade. Queria mostrar a ela mais um pouco daquele lugar maravilhoso.

— Você fica extremamente gostoso falando francês, Senador — sorri, sentando-me ao seu lado.

— Isso foi um elogio, Senhorita? — percebi o clima esquentando entre nós quando a devassa me olhou, mordendo os lábios. Com certeza nossa noite não terminaria como planejamos e sim, como éramos. Resolvi continuar o jogo de sedução. — Sinto que nesse exato momento você já está extremamente molhada, Linda Marilyn — sussurrei em seu ouvido.

— Creio que o caro Senador esteja completamente certo — ela se aproximou pulando no meu colo.

— E o que podemos fazer com relação a isso, Futura Senhora Scott? — ela gemeu, esfregando nossas intimidades presas pelo tecido das roupas.

— Um tour por Paris? — gargalhei por termos tido a mesma ideia.

— Então teremos tempo o suficiente durante nosso passeio. Já avisei ao motorista.

— Oh, meu Deus! Meu Senador pensa em tudo — mordeu meu pescoço.

— Linda... Linda… — alertei-a.

— Não adianta, amor. Eu quero você e não vou conseguir chegar ao hotel — gargalhei puxando sua boca na minha, furiosamente.

— Você vai ser meu fim, Linda Marilyn — tentava recuperar o fôlego, mordendo seu ombro.

— Tenho que concordar, Senador, mas antes me coma, por favor — agarrei suas coxas por baixo do vestido vermelho e pude ouvir seu gemido quando cheguei onde ansiávamos: sua minúscula calcinha. — Ah, Artur…

— Isso, princesa, geme meu nome, principalmente quando meu pau estiver lhe abrindo toda, como meus dedos agora — coloquei dois dedos na sua entrada, fazendo com que Linda se contorcesse no meu colo, agarrando ainda mais minha nuca.

— Eu preciso de você aí dentro agora — sussurrou.

— Eu estou aqui — girei os dedos para mostrar do que estava falando.

— Eu preciso do seu pau dentro de mim agora, Senador — Linda tirou meus dedos de dentro dela e os levou até a boca, chupando um a um sensualmente, sem tirar os olhos dos meus.

— Puta que pariu! Você quer me matar?

— Só se for de tesão, amor! — dizendo isso ela mesma abriu meu zíper, levantando um pouco seu corpo, dando espaço para que eu terminasse o serviço.

Voltou para meu colo devagar, envolvendo meu membro com sua mão e o guiando diretamente para sua entrada, já sem calcinha. Gememos juntos, encaixados.

— Rebola, gostosa… Rebola nesse pau que é só seu.

— Oh, sim! Deus, como você pode ser tão gostoso? — Linda rebolava de olhos fechados, jogando o corpo para trás, apoiada nos meus joelhos, enquanto mordia os lábios. E eu, em meus vinte e nove anos de vida, nunca havia visto nada mais sexy.

— Porra, assim eu não vou aguentar — disse quando ela abriu os olhos encontrando os meus alucinados, se preparando para colocar os pés um de cada lado do meu corpo, iniciando assim a nossa posição predileta.

— Eu quero que goze gostoso, meu Senador! — ela gritou quando a peguei novamente pela nuca, beijando-a desesperadamente. E enquanto as línguas se tocavam com nossas intimidades rebolando juntas, todas as combinações nervosas dos dois corpos reagiram, disparando toda a adrenalina possível, fazendo-nos ter um dos melhores orgasmos das nossas vidas.

— Uau!

— Uau, mesmo — Linda se jogou no meu pescoço, ainda com a respiração descompensada. — Nós não conseguimos ser normais mesmo, não é? — ela me olhou, levantando um pouco a cabeça.

— Eu prometi que iria fazer amor com você, mas… — ela bateu no meu braço, fazendo-me gargalhar ainda mais.

— Quem manda ser gostoso desse jeito — ela tentou segurar o riso, mas gargalhou também. — Eu amo você e esse foi o melhor fim de semana da minha vida — Linda disse fazendo um carinho gostoso em meu peito, onde a camisa não cobria mais.

— Eu também te amo, princesa. E esse vai ser apenas um dos finais de semana mais felizes das nossas vidas — fui sincero, acariciando seu rosto corado. — Eu ainda quero te comer em todos os lugares do mundo — ela gargalhou novamente.

— Nós não temos jeito.

— Não, princesa! Mas, do nosso jeito conseguimos ser os mais românticos. Sabe por quê? — ela balançou a cabeça. — Porque nos amamos. E é apenas isso que importa.

Sorrimos juntos e continuamos nosso tour pela cidade do amor, ainda conectados, como tinha que ser.

E minha mulher se transformou em uma linda menina, recebendo um carinho gostoso em suas costas, enquanto apresentava a ela as belezas da cidade luz.

Nosso fim de semana foi curto, porém intenso como nosso desejo e inesquecível como nosso amor.

E, acima de tudo, perfeito para o dia do nosso noivado.