O Senador
Capítulo 7 · — Miss Capital da América e Baixinha!…
— Miss Capital da América e Baixinha! — novamente reviramos os olhos juntas.
— Nossa! Há quanto tempo, Adams — Mary o abraçou.
Mark Adams era nosso colega de faculdade. Loiro, com cara de criança, sempre foi nosso companheiro de projetos, baladas e viagens. Mary sempre dizia que ele carregava um caminhão por mim, mas eu sempre fui muito séria, nunca me envolvi com ninguém, principalmente depois que conheci meu amor que de platônico só tinha o passado naquele momento.
— Vejo que a dupla continua inseparável — ele riu, nos abraçando. — E você, Miss Capital América, quase uma Primeira-dama, então? — corei violentamente.
— Mark, não é assim — ele gargalhou tranquilo, tomando mais um gole da sua cerveja, enquano recebíamos nossos drinques do barman.
— Linda, você está noiva do poderoso Senador Scott.
— Para mim ele é apenas Artur, Mark — dei um gole no meu Martini.
— Me lembro muito bem que na época da faculdade, você era fascinada pela história dos Scott.
— E esse fascínio está em vias de se tornar um livro sabia, Mark? — Mary e sua boca grande.
— Uau! Parabéns, Linda, você merece, quer dizer, você saiu do jornal, certo? — minha vida estava mesmo em todos os sites.
— Saí, mas foi melhor assim. Na verdade, meu trabalho hoje é muito mais gratificante — sorri orgulhosa.
— E o projeto, em que pé anda?
— Como?
— Eu recebi a proposta de patrocínio do seu projeto na minha revista.
— Revista? — novamente eu e Mary dissemos juntas, rindo.
— Sim. Abri uma revista sobre atualidade e política, a The Democratic.
— Uau! Agora sou eu quem digo. Parabéns! — brindamos, como nos velhos tempos de faculdade. — Não sabia que a revista era sua, Mark.
— Nós perdemos contato, Linda. Não conseguiria trabalhar em um jornal convencional, sou muito questionador — explicou.
Isso era verdade, Mark sempre foi revolucionário e sua revista, que eu lia e já admirava, mesmo sem saber que era do meu amigo, tinha mesmo sua cara.
— E aí, me conte desse projeto...
— Meu Deus, que mundo pequeno. Eu me lembro de ter mandado o projeto para sua revista, mas nunca me passou pela cabeça... — ele riu, e fomos interrompidos por Jared que chegou abraçando Mary por trás.
— Boa noite — ele disse sério. Homens eram todos iguais. Eu e Mary rimos cúmplices, balançando nossas cabeças.
— Oi, amor, tudo bem? — ela se pendurou em seu pescoço, lhe dando um selinho. — Esse é Mark Adams, nosso colega de faculdade.
— E aí, tudo bem? — Jar com ciúmes era hilário.
— Tudo ótimo, mas você é o assessor… — ele apontou pra mim.
— Sim, ele é o assessor de imprensa de Artur.
— Tudo em casa, então? — ele sorriu, erguendo mais uma vez sua cerveja.
— Sim — respondi e voltei a olhar para Jared. — Onde está ele?
— Última reunião do dia, disse que não demoraria — ele sorriu, conhecendo meu desespero em relação a meu noivo.
— Obrigada, Jar.
— Vamos dar uma volta — ele disse para Mary, beijando seu pescoço.
— Vamos, amor. Lindinha, voltamos já. Você ficará bem? — assenti, vendo-a sair saltitante ao lado do seu namorido e Mark se virou para mim novamente.
— Então por que está pedindo patrocínio para seu projeto, sendo noiva do homem mais poderoso e rico do mundo? — revirei os olhos para ele. — Desculpe, é só curiosidade — ele ergueu as mãos como se estivesse se rendendo.
— O projeto é meu, Mark. Quero caminhar por minhas próprias pernas.
— Desde sempre foi assim, não é? — rimos, relembrando nosso passado.
— Sim.
— Estou interessado em patrociná-lo, Linda, pelo conteúdo do contrato, mesmo tendo o tema em segredo — foi sua vez de revirar os olhos. — Só podia ser coisa sua, Linda — ele balançou a cabeça, rindo.
— O projeto é muito especial e só pode ser revelado na hora certa.
— Mesmo assim, pelo que você me mandou, fiquei muito interessado. Já o mostrei aos meus patrocinadores também e devo confessar que também ficaram empolgados.
— Jura? — disse animada.
— Sim. Iria te ligar em breve, mas o destino conspirou a nosso favor.
Esperava que ele não estivesse levando aquilo para outro lado. Não, Mark não. Ele sempre foi meu amigo e o projeto era mesmo interessante.
— Tenho uma matéria também que cairia perfeitamente para você, mas em seu atual estado civil creio que não seja interessante para no momento — falou me deixando curiosa.
— Por quê? Você agora me deixou instigada.
— A ideia é escolher uma cidade e explorá-la em sua população e política. Pelo que li em seu projeto, isso cairia como uma luva para ele, mas existiria um porém…
— Porém? — o interrompi.
— Você teria que ficar na cidade escolhida cerca de dois meses e a cláusula principal é o segredo. De tudo e de todos.
Com certeza isso não daria certo para mim, por mais que a proposta fosse encantadora. Sorri, balançando a cabeça.
— Você tem razão. Não poderia me ausentar por tanto tempo e muito menos em segredo.
— Você é uma mulher casada agora — sorri abertamente.
— Sim, uma mulher muito bem casada — disse orgulhosa no mesmo instante que aspirei seu perfume atrás de mim.
— Boa noite — sua voz grave e firme demonstrava ciúmes. Sim, eu não precisaria ver seu rosto para identificar o estado de espírito do meu homem.
— Amor, que bom que você chegou — virei enlaçando meus braços em seu pescoço, lhe dando um selinho. E ri novamente, lembrando-me do gesto de Mary tentando amansar Jared. Artur havia vindo direto do escritório, tirando apenas a gravata e o paletó, deixando-me completamente excitada com aquela imagem, principalmente com a forma como ele abria a camisa em dois botões, dobrando as mangas. — Esse é Mark Adams, nosso colega de faculdade — Artur não demonstrou nenhuma reação, apenas apertou firme minha cintura mostrando seu poder sobre mim. Como se ele precisasse disso, eu era dele desde sempre.
— É um prazer estar frente a frente com o famoso e competente Senador Scott.
— Obrigado — disse seco, lhe estendendo a mão educadamente. — Você está bem? — ele olhou em meus olhos pela primeira vez, acariciando minha bochecha.
— Agora estou ótima — beijei-o.
— Vamos, Jared e Ethan reservaram uma mesa na área vip.
— Vamos — olhei de volta para meu amigo. — Estamos indo, Mark, foi um prazer te reencontrar.
— O prazer foi meu, Linda. Olhe meu cartão, te espero na revista na segunda, vamos agilizar seu projeto — senti Artur tencionar atrás de mim, mas não disse nada, por enquanto, conhecia bem meu noivo.
— Pode deixar, Mark. Obrigada!
— Boa noite, Adams — seco, Artur se virou me levando com ele.
— Senti sua falta — tentei amenizar o clima abraçando-o, porém, ele foi mais rápido me levando para um lugar mais afastado do bar, prensando meu corpo entre o dele em uma pilastra, fazendo-me gemer.
— Eu quero que gema o meu nome agora, Linda Marilyn. Que história é essa de cartão? — gargalhei.
— Isso é ciúme, Senador? — ele tomou minha boca furiosamente e quando nossas línguas se encontraram seu joelho discretamente tocou minha intimidade, fazendo com que me esfregasse nele como uma gata no cio. — Uau! Vou provocar sua ira mais vezes. Adoro quando me ataca como um leão da montanha — falei, ainda tentando recuperar o fôlego, agarrada à sua nuca.
— Você não respondeu minha pergunta, Linda — ele me apertava ainda mais contra a pilastra e eu estava gostando desse joguinho. Mas achei melhor tranquilizá-lo antes de ganhar algumas marcas em meu corpo.
— Mark é dono da The Democratic, aquela revista que lemos com frequência, até mandei meu projeto para ver se eles gostavam, lembra?
— Sim e daí? — ele tentou se distanciar, mas fui mais rápida puxando-o novamente para mim.
— Ele já havia lido a proposta do projeto e estava para entrar em contato comigo, mas como nos encontramos por acaso hoje, já me fez o convite. Isso não é ótimo? — o vi bufar e passar nervosamente sua mão pelo cabelo.
— Então a paquita quer patrocinar você? — o reprovei com o olhar.
— Não vamos começar com isso, não é? — foi minha vez de tentar me desvencilhar dos seus braços e ser puxada de volta. — Nós já conversamos.
— Me desculpe. E sim, nós já conversamos, mas ainda não me conformo. Eu poderia muito bem patrociná-la. A Scott’s é sua, princesa.
— Mas, eu quero expandir meus horizontes, amor, vai ser bom ter contato com essas revistas de pequeno porte, posso fazer alguns freelances, como já fiz esse ano.
— Você poderia ter um jornal para você, uma revista, o mundo aos seus pés.
— Eu quero assim, amor. Logo vou ser sua Primeira-dama e como tomarei conta de tudo isso? — vi seu sorriso se abrir automaticamente.
— Amo sua confiança em mim.
— Eu confio e tenho certeza que você será o próximo presidente — lhe dei mais um selinho. — Mas, enquanto isso, eu posso fazer algumas matérias interessantes, o que acha?
— Tudo bem, princesa, mas eu vou ficar de olho nessa paquita — gargalhei da sua implicância com Mark.
— Ok! Vamos fazer uma social com o pessoal porque não aguentarei muito tempo antes de ser comida por você — esfreguei-me na sua ereção já eminente, fazendo-o gemer.
— Linda Marilyn, não provoca, senão vou comer você nesse bar, em qualquer banheiro vago — sussurrou no meu ouvido, chupando o lóbulo da minha orelha.
— Eu prefiro no carro, no caminho para casa... Vamos dispensar Jonathan — Artur sorriu muito perto ainda, causando-me arrepios.
— Já dispensei, gostosa.
— Será que temos mesmo que fazer essa social? — gememos e esfreguei-me ainda mais nele, o deixando mais louco.
— Cinco minutos.
— Cinco minutos e nada mais — entrelaçamos nossas mãos e saímos em direção à área vip. — E você — olhei para baixo da cintura do seu corpo escultural —, se recomponha.
— Me deixa nesse estado para depois tirar o corpo fora! — virei de frente para ele novamente, dando-lhe um selinho. — Amo você, princesa.
— Também amo você, amor.
Quando chegamos à área vip, Mary veio correndo em nossa direção e seu semblante não era dos melhores.
— Linda, eu preciso falar com você, será que o Senador pode me emprestar minha melhor amiga? — ela tentou descontrair, mas percebi que o assunto era sério. Por instinto olhei para Jared que estava do mesmo jeito.
— Aconteceu alguma coisa, Mary?
— Não, Artur, assunto de mulher — ele revirou os olhos fazendo-me rir.
— Eu já venho, amor — lhe dei mais um selinho e saí com Mary entrando no banheiro feminino.
— Melhor prevenir, senão é bem capaz que seu noivo nos siga — gargalhei.
— O que aconteceu? — ela me jogou o celular de Jared.
— O aparelho que vocês instalaram no arquivo tem um dispositivo que avisa quando uma pessoa entra na sala; ele começa a gravar e avisa os celulares interligados.
— Mas o meu… — abri minha bolsa tirando meu celular de lá e vi o recado deixado.
— Com o amasso que estava ganhando naquele momento nem se Madre Tereza descesse dos céus você iria se importar.
— Não é assim também... — comecei a ver o vídeo e sorri. — Estamos no caminho certo e o arquivo é o ponto chave de tudo.
Nele, Raquel e Ryan mexiam e organizavam alguns papéis, guardando-os em um lugar único atrás da segunda prateleira.
— Eu sabia que eles não eram tão espertos! — constatei vitoriosa.
— O que você vai fazer agora, Linda?
— Vou procurar esses papéis e desvendar esse mistério.
— E depois?
— Não pensei nisso ainda, vou dar um passo de cada vez.
— Tome cuidado, amiga. Eles devem ser perigosos!
Sabia que minha amiga estava preocupada, mas não poderia voltar atrás nas minhas investigações. Não com elas tendo uma ótima evolução.
— Agora vamos que tenho um Senador para amansar — rimos e voltamos para a área vip onde Artur levava sensualmente sua garrafa de Stella à boca e aquilo, definitivamente, me deixou molhada.
— Eu também quero — aproximei-me tomando sua garrafa e a levando até a boca, tão sensual quanto ele. — Calor aqui, não é, amor?
— Você está com calor, Linda Marilyn? — ele me prensou contra a parede, beijando meu pescoço.
— Muito! Acho que nosso tempo expirou — ele gargalhou próximo ao meu ouvido, disparando uma corrente elétrica por todo meu corpo, principalmente quando as duas bocas se encontraram e travaram uma batalha sensual entre nossas línguas.
— Vamos — ele nos virou colando nossos corpos para que eu pudesse sentir, gemer e esconder sua ereção já eminente.
Nos despedimos do pessoal, ainda com o meu corpo tentando esconder sua, quer dizer, minha ereção e… Uau! Que homem.
Mas, para variar, na saída tivemos que enfrentar uma confusão de flashes e gritos vindos dos Paparazzi.
— Eles não cansam de tirar fotos nossas? — disse assim que entramos no carro.
— Não, princesa. Nós ainda somos um dos casais mais requisitados do meio e você, uma das personalidades mais caras e disputadas para uma exclusiva — Artur riu, acelerando o carro e tirando-nos daquela confusão.
— Apenas por ser a dona do coração mais enigmático do mundo. Aquele que nunca ninguém alcançou ou vai alcançar? — dei de ombros, sentindo-me.
— Exato — Artur gargalhou. — Esse que agora vai parar o carro e possuí-la por trás nessa rua deserta — gemi da sua narração, enquanto o carro parava devagar. — Esse homem, — ele abriu sua porta dando a volta para o meu lado — que você teve o dom de enlouquecer desde o primeiro dia e que hoje está completamente entregue — disse puxando meu corpo para fora do Audi R8. — Com certeza você merece o posto da mais requisitada para uma entrevista — me jogou delicadamente de frente para o capô. — Agora tire essa calça bem devagar, Linda Marilyn.
Havia escolhido para aquela noite um jeans, combinando com uma blusa preta e saltos altos, não imaginando que nossa noite terminaria ali, mesmo que tivesse caprichado na calcinha.
Olhei para os lados e vi que a rua estava completamente deserta. Na verdade, parecíamos estar em um mirante muito escuro. É claro que não era a primeira vez que fazíamos isso. Artur tinha uma tara – me comer no meio da rua – e todas as vezes, havia sido muito excitante.
Obedeci suas ordens, abaixando minha calça até o joelho e lhe apresentando mais uma de minhas aquisições, uma minúscula calcinha preta.
— Isso é para me enlouquecer, não é? — Artur puxou meu cabelo em um rabo de cavalo e buscou meus lábios furiosamente, enquanto seus dedos já trabalhavam em minha intimidade, enlouquecendo-me. — Porra, tão molhada… Gostosa! — ri ainda em sua boca e rebolei tentando buscar o atrito de suas mãos e do seu pau que estava na minha bunda. — Olhe como você me deixa — estiquei minha mão pegando seu membro ainda por cima da calça o deixando estocar em mim.
— Tira ele, amor – mordi os lábios o escutando rosnar. — Quero senti-lo forte e duro se enterrando em mim.
Artur mais uma vez tomou minha boca e abriu, com minha ajuda, o zíper da sua calça social, liberando aquela delícia.
— Eu quero entrar em você… Deixa eu entrar, princesa? — esse jogo me enlouquecia e eu rebolava ainda mais em suas mãos. — Estou louco com você nessa posição, minha vontade...
Oh, meu Deus! Nunca tínhamos falado naquilo, mas naquele momento Artur tirou seus dedos da minha entrada esparramando todo o líquido do meu pré-gozo na parte de trás. — Jesus Cristo! Mais apertada ainda! — ele introduziu um dedo em meu orifício, fazendo-me ver estrelas sem olhar para o céu. Aquilo era enlouquecedor.
— Eu quero — sussurrei. — Eu quero você me comendo aí — ele sorriu safado e começou a afundar mais seu dedo em minha entrada virgem, ao mesmo tempo em que a outra mão voltava a trabalhar com seus dedos mágicos na frente — Oh, Deus… Artur!
— Isso… Geme meu nome, gostosa — ele urrava enquanto me penetrava duplamente. — Tão apertada, vou gozar como um adolescente, sem meter meu pau em você, devassa — ele começou a estocar devagar seu pau no meio das minhas coxas, mas sentindo um pouco de dor me retrai, vendo-o parar imediatamente. — Você me faz perder a cabeça, baby. Aqui não é um bom lugar para termos novas experiências.
— Não pare, por favor! Continue, amor, eu quero! — ele sorriu e mordeu meu lábio inferior, passando sua língua sensualmente no local.
— Então vem comigo.
— Eu vou!
Artur estocou forte dentro da minha intimidade mais que acostumada com seu pau, deixando-me ainda mais excitada. Tivemos um orgasmo maravilhoso, porém sentia que precisava tê-lo dentro de mim por outro ângulo e seria logo. Aqueles poucos segundos foram tão fortes, que jamais poderia imaginar sentir tamanha sensação, mas meu homem me proporcionou. E eu queria mais, na verdade precisava de mais.
— Você está bem? — me perguntou quando nos desconectamos e eu me joguei no capô, sorrindo.
— Mais que bem. Uau! — respondi. Artur sorriu aliviado assim que viu meu rosto tranquilo virado para ele e pedindo por mais.
— Pensei que tivesse te machucado. Linda… — ele passou suas enormes mãos em minha bunda, acariciando-a. — Você me deixa alucinado, não penso muito quando estou com você assim… Essa bunda… — sorri ainda mais.
— Não pense, amor, adoro quando age por instinto. Eu preciso de mais — ele gargalhou pegando-me nos braços.
— Devassa — falou como costumava me chamar nesses momentos e nos beijamos apaixonadamente. — Nós faremos, mas em uma cama com todos os óleos e uma preparação especial. Não admito que saia machucada, preciso cuidar de você.
— Você nunca me machucaria, amor — mordi os lábios.
— Não vamos começar de novo, não é? — gargalhei quando fui colocada no meu banco, enquanto ele arrumava minha calça.
— Eu aceitaria que você me desse um banho hoje — ele sorriu e deu a volta no carro.
— Apenas um banho?
— Nunca será apenas um banho com você.
Como prometido, quando chegamos em casa Artur encheu a banheira, colocando-me como um bebê lá dentro, mas não me tratando como um, quer dizer, ele me deu seu leitinho dizendo que o bebê devia estar com fome e eu o chupei até a última gota.
Foi uma noite maravilhosa, mas ainda não tinha esquecido minha investigação. Eu iria até o fim com ela, mostrando para Artur que dormia lindamente ao meu lado roncando baixo, que eu poderia sim estar ao seu lado, o ajudando em todos os aspectos.
Dormi feliz, estirada no peito do meu homem, o único lugar confortável que me fazia ter a melhor noite de sono, elaborando uma noite especial para nosso final de semana, onde não deixaria Artur Sebastian Scott parar seu trabalho no meio do caminho. Eu o queria dentro de mim de todas as formas possíveis e imagináveis. Aquela noite havia despertado em mim ainda mais a devassa que meu noivo amava.
Capítulo 8
— Não acredito que estamos disfarçadas — Mary ria, balançando a cabeça.
— Você queria que eu viesse com dois seguranças e uma limusine, Mariani?
— Me diga onde conseguiu essa peruca ruiva? — ela sorriu ainda mais, apontando para meu novo visual.
— Comprei em Paris. Em uma das lojas próximas ao Moulin Rouge — foi minha vez de sorrir, marota. — Aproveitei quando Artur precisou atender a um telefonema de Washington e corri para uma das lojas, onde comprei essa peruca. Precisamos de mais tempo lá, Mary, eu fiquei fascinada por aquelas lojas.
— Senhorita Stevens, está me saindo melhor que encomenda! — enlaçou nossos braços assim que entramos no Eve’s Garden, um sexy shop escolhido a dedo para comprarmos umas coisinhas para a noite especial ao lado do meu lindo Senador.
Havia ligado para minha amiga logo pela manhã, pedindo para me acompanhar e ela aceitou na hora, batendo palminhas ainda ao telefone.
— Mary, com ele sempre tive todos os tipos de pensamentos — gargalhamos. — E agora quero colocá-los em prática.
— Como se não fizesse isso há mais de um ano.
— Essa noite vai ser diferente... — suspirei. — Quero que seja selvagem! — Mary olhou-me espantada.
— O Senador Scott que se cuide.
— Shiu! Quer que toda a imprensa saiba que vou proporcionar uma noite de sexo selvagem para meu noivo? — sussurrei, puxando seu braço.
— Desculpe, amiga. Eles ainda não se cansaram, não é? — perguntou, enquanto começávamos a apreciar as primeiras prateleiras.
— Não — arrumei sua peruca loira, que estava torta. — Como Artur me disse esses dias, sou a mulher mais requisitada para uma exclusiva da atualidade, apenas por ter roubado o coração mais enigmático dos EUA — revirei os olhos.
— Mas ele tem razão.
— Pensei que com o passar do tempo eles enjoariam.
— Sabe que não. Vocês são o casal mais comentado do mundo, amiga. Todos esperam ansiosos seus próximos passos.
— Bem-vindas à Eve’s Garden. Em que posso ajudar? — fomos interrompidas por uma vendedora simpática e muito bem vestida, que se pôs ao nosso lado.
Havíamos escolhido um dos sexys shop mais luxuosos e discretos da cidade de Nova York, pois não poderia correr o risco de sermos descobertas, mesmo estando disfarçadas.
— Gostaríamos de ver algumas lingeries.
— Temos Victoria’s Secret, Dior, Armani, La Perla... Me acompanhem.
Fomos levadas a uma arara cheia de espartilhos e camisolas, ficando maravilhadas por cada peça, uma mais linda que a outra.
— Que tal esse? — puxei um espartilho vermelho e preto da Dior e mostrei para Mary.
— Perfeito. É esse com toda a certeza — tocou a peça com as pontas do dedo. — Vermelho, hum... — sorrimos lembrando as predileções do meu noivo pela cor.
— Vou experimentar.
Entrei rapidamente no provador e, enquanto tirava a minha roupa, não pude evitar sorrir. Artur ficaria transtornado. Assim que o experimentei, chamei Mary, que enfiou a cabeça pela cortina lilás. E pelo seu sorriso, vi que estava aprovada.
— Maravilhosa! — olhamos pelo espelho, juntas.
— É essa!
Saí de lá com a peça agarrada em minhas mãos, já pedindo para a vendedora alguns óleos massageadores de fácil aplicação. Depois, me apaixonei por uma vela cuja cera, após de derretida, se tornava um excelente lubrificante anal. Era daquilo que eu precisava. Sexy, quente e inteiramente erótico.
Mary arregalava os olhos a cada item colocado em minha cesta, porém também fez suas compras, aproveitando que já estávamos lá mesmo, palavras dela.
Quando estava entrando no carro da minha amiga, depois de termos colocado cinco sacolas dentro do porta-malas, meu celular particular começou a berrar ao som de Avenged Sevenfold, Warmness On The Soul. Aquela era uma das bandas favoritas de Artur e a música traduzia todos os sentimentos dele por mim. Ele havia me contado sobre ela uma noite em que estávamos juntos na biblioteca, me deixando ainda mais apaixonada, por conta da declaração de amor que enchia meus ouvidos. Depois desse dia ele se tornou o toque oficial de Artur em meus telefones.
— Oi, amor — disse melosa, vendo Mary revirar os olhos.
— Olá, Linda Marilyn — sentei no banco do passageiro, suspirando. Artur tinha o dom de fazer isso comigo mesmo depois de um ano. — Onde está?
— No apartamento da Mary, disse para você hoje pela manhã — menti descaradamente.
— Por que não levou Jonathan? — com certeza não seria interessante levar nosso segurança a um sexy shop.
— Porque para ir até o apartamento da minha amiga posso muito bem dirigir meu carro ultra, super protegido — rimos juntos e percebi que já estávamos em movimento.
— Vou me atrasar hoje, tenho algumas reuniões ainda.
— Tudo bem, vou almoçar com Mary e depois irei para casa — respondi. Isso seria perfeito para meus planos, então sorri vitoriosa.
— Ok! E, Linda...
— Uhm!
— Tome cuidado.
— Eu tomarei e não sairemos para almoçar, fique tranquilo, se alimente também — ele gargalhou.
— Só você para amenizar meu dia.
— É porque eu te amo, simples assim.
— Eu também te amo, princesa. Se cuide.
— Você também, beijos.
Desliguei e fiquei alguns segundos ainda apenas sentindo sua voz em meu ouvido, até ser tirada da minha bolha particular por Mary.
— Você tem certeza que vale a pena bater de frente com ele por conta daqueles dois? — ela estava trazendo à tona um assunto que havia deixado de lado por conta da programação especial do final de semana.
— Não vou desistir de saber o que Raquel e Ryan estão fazendo de ilegal na Scott’s. Eu dei muitas chances para Artur me contar e ele perdeu todas elas. Assim que descobrir tudo, pensarei no que fazer, mas nesse momento quero tirar essa peruca e me arrumar para a noite de hoje.
— Você vai enlouquecer seu Senador, em todos os sentidos — Mary balançou a cabeça, nos levando até seu apartamento, onde almoçamos e reservamos a suíte presidencial do Hilton, dando todas as instruções aos recepcionistas, em nome de Mônica Lewis. Quem era essa mulher? A misteriosa ruiva que levaria o Senador Scott a loucura naquela noite.
No final da tarde, praticamente pronta, enviei uma mensagem a Artur pelo nosso celular particular, porém o conteúdo deixaria meu homem intrigado e completamente excitado.
Boa tarde, Senador.
Espero que esteja preparado para fortes emoções essa noite.
Reservei a suíte presidencial do Hilton conforme sua vontade sempre, porém, não pretendo ser interrompida.
Então, para isso, peço que entre pela garagem, subindo diretamente para a cobertura do hotel.
Ninguém poderá vê-lo.
O cartão estará no elevador três, preso entre a porta e o espelho. As câmeras estarão desligadas e eu o esperarei, ansiosa.
A reserva foi feita em outro nome e desejo que faça como combinamos.
Ninguém pode saber que estaremos nos encontrando ali.
O porquê disso tudo?
Meus gritos não poderão ser reconhecidos por se tratar de uma Primeira-dama de respeito.
Pois, ali, naquela suíte, serei apenas uma escrava dos nossos desejos mais intensos.
Aguardarei ansiosa.
Esteja lá as oito em ponto.
Sem atrasos.
Sua... Mônica Lewis.
— Algum problema, Senador?
Eu havia engasgado com o celular ainda em mãos. Porra, Linda conseguiu me deixar de pau duro no meio de uma reunião com nossos sócios da Rússia, em pleno sábado à tarde enquanto falávamos sobre a expansão do gasoduto.
— Não. Eu estou bem. Na verdade poderíamos encerrar nossas negociações por hoje. Continuaremos na segunda pela manhã, antes de voltar para Washington. Aproveitem para apreciar o que a cidade de Nova York tem a oferecer.
E claro, eu faria a mesma coisa, entrando como um louco naquele orifício que havia me tirado o sono desde a noite anterior. Linda Marilyn não perdia por esperar. Eu sabia muito bem o motivo de toda essa produção.
Depois de dispensar os cinco homens que presenciaram a leitura da mensagem, me apressei em sair do prédio da Scott’s indo direto para o tríplex, onde eu não encontraria minha mulher com certeza, porém, uma expectativa ainda maior.
Durante uma ducha rápida agradeci aos céus por Ethan não ter participado daquela reunião, ele entenderia na hora meu desespero para sair daquele lugar.
Devidamente pronto, vestindo um jeans escuro e uma camisa preta, dispensei todos os funcionários, chegando à garagem para escolher o carro daquela noite. Sem pestanejar entrei no Audi R8 preto que havia me dado muita sorte no dia anterior.
Como combinado, entrei pela garagem do Hilton, indo direto ao elevador três, pontualmente às oito da noite. Sorri quando encontrei o cartão onde a mensagem indicava e segui até a cobertura, imaginando o que Linda Marilyn havia preparado para aquela noite especial.
Quando abri a porta, a suíte estava toda escura, a não ser por uma luz que vinha da varanda, moldando as curvas perfeitas da minha mulher em uma sombra sob a cama.
— Como sempre, pontual.
Sua voz ecoou rouca por todo o local, disparando uma corrente elétrica em meu corpo, fazendo com que chegasse mais perto. Não existia outra que despertasse isso em mim, só Linda Marilyn.
— A mensagem exigia — falei quando me aproximei, e pude ver o vislumbre de um robe vermelho transparente, que cobria levemente uma sedutora lingerie.
— Champagne? — Linda se virou com as duas taças cheias me oferecendo, maliciosamente, não só a bebida. Foi ali que percebi que ao seu lado havia uma mesa, com um balde de gelo e a garrafa. Ela estava estonteante em um corpete vermelho e preto, com os cabelos amarrados em um coque solto com alguns fios teimosos descendo por seu ombro. A própria imagem do pecado.
— E brindaremos a que, senhorita? — daria corda, pois a noite era toda da minha devassa.
— A nós, Senador. À vontade que me levou a organizar toda essa produção, apenas para tê-lo estocando forte dentro do meu corpo — sussurrou, erguendo sua taça, mordendo aqueles lábios tentadores antes de manchar o cristal com seu batom vermelho. Demorei alguns segundos para poder levar à minha a boca, ainda anestesiado com sua beleza.
— Mônica Lewis? — perguntei enquanto ela nos levava de volta para a enorme suíte, já conhecida por nós dois.
— Não quero me preocupar com quem vai nos ver saindo daqui amanhã. Apenas me concentrar em lhe proporcionar o máximo de todos os prazeres.
Linda empurrou meu corpo para uma poltrona, dirigindo-se a um aparador próximo à porta, apertando um controle remoto e ligando o som ambiente do quarto, onde Beyoncé explodiu nas caixas de som.
— Escolha peculiar — ela sorriu, deixando sua taça sobre o aparador.
— Você não viu nada, baby.
Linda começou a rebolar seu corpo ao ritmo da música enlouquecendo-me.
— Pensei em vermelho, pois sabia que acertaria com você — tirou o robe, o deixando cair primeiro por seu ombro e logo após passando por sua bunda que seria minha perdição naquela noite.
— Você tinha toda razão — pulei da poltrona, deixando a taça no chão, não aguentando mais a falta de contato entre nossos corpos.
— Muita roupa não acha, Senador? — urrei no seu pescoço, enquanto suas mãos já trabalhavam nos botões da minha camisa, jogando-a no chão em seguida. Sorri, ajudando-a tirar meu jeans também, ficando apenas de boxer.
Comecei a estimulá-la, beijando a parte interna do seu pescoço, descendo para sua clavícula, com minhas mãos hábeis segurando seus seios bem distribuídos na taça do corpete, massageando-os.
— Hum — gemeu.
— Está gostando, devassa? — ela assentiu de olhos fechados. — Você ainda não viu nada — repeti sua frase de instantes atrás.
Mais que depressa joguei seu corpo na cama, vendo-a quicar algumas vezes antes de me estabelecer entre suas pernas.
— Gostosa demais — comecei a beijar sua panturrilha, subindo por sua coxa, barriga e seios, ouvindo-a gemer alto. — Isso, grite meu nome, Senhorita Lewis! — Linda abriu os olhos, encarando-me ardentemente e entrou ainda mais no personagem.
— Senador Scott — gritou com seus lábios entreabertos me dando ainda mais sede para atacá-los e foi o que fiz, com intensidade e desejo. Toquei seus seios, apertando-os ainda por cima do corpete, percebendo que era hora de tirá-lo, no dente.
Virei seu corpo novamente, deixando-a de barriga para baixo e de cordão em cordão fui libertando seu corpo daquele suporte de ferro, escutando-a gemer a cada mordida, acompanhada por um beijo dado em suas costas. Quando liberada foi a vez de Linda nos inverter na cama, ficando por cima do meu corpo, oferecendo seus seios à minha boca.
— Você me excita de uma forma única, Senador. Nada teria sentido se não fosse por você — sorri, atacando um dos seus seios como um bebê esfomeado, exatamente como ela tinha feito com meu pau no dia anterior. Porém, muito cedo ela saiu de cima do meu corpo, fazendo com que sentisse falta do contato íntimo. Mas, o balanço dos seus quadris, andando pelo quarto à meia luz apenas de calcinha me hipnotizaram, deixando minha mão deslizar por meu pau duro.
— O que pensa que está fazendo? — gemi, vendo ela voltar contrariada, olhando diretamente para onde me masturbava.
— Você não precisa disso, Senador — retornou para o meio das minhas pernas, com dois vidros na mão, sentando-se em cima de uma das minhas coxas. E ali pude sentir como estava pronta para mim, completamente molhada. — Uma cama contendo óleos e aromatizantes, para uma noite especial — gemi ao ver Linda descer seu tronco, sussurrando roucamente no meu ouvido, antes de atacar minha orelha com sua língua. — Era disso que precisávamos, certo?
— Hum rum — foi minha vez de gemer, principalmente quando comecei ver sua boca descer por meu peito, barriga, por fim, beijando meu membro ainda por cima da boxer.
Entretanto, mais uma vez ela parou, subindo novamente, enquanto começava a esfregar um dos óleos em suas mãos e depois pelos seios. E a visão dela os massageando estava me deixando alucinado. Linda se inclinou e passou a beijar o meu pescoço, fazendo com que nossos peitos se esfregassem mutuamente. Eu podia senti-los quentes e escorregadios. Minha vontade era poder colocá-los nas mãos, ou enfiá-los em minha boca, mas ela fez melhor.
Desceu, esfregando-os por todo o resto do meu corpo parando até onde ansiávamos, baixando minha boxer, fazendo meu pau saltar enquanto ela mordia os lábios. Aquela era a tortura mais deliciosa a qual poderia ter me submetido. Mas, quando pensei que já havia chegado ao meu limite, Linda esfregou seus seios contra ele, com uma pressão única.
— Espanhola — urrei.
— Dizem que para o sexo anal ser perfeito você precisa estar completamente excitada e molhada — disse sem parar os movimentos de vai e vem.
— E você está excitada, senhorita? — rosnei atacando seus cabelos com força, ouvido-a gritar.
— Sinta como estou molhada, Senador — enquanto Linda esfregava meu pau entre os seios, se masturbava com o contato da minha coxa em sua intimidade escorrendo.
— Já deu! — nos virei novamente, vendo-a sorrir quando a coloquei de quatro na cama. — Seria um prazer gozar no vão de seus seios, meu amor, porém tenho outros planos para hoje.
Apertei seu quadril tendo certeza que Linda carregaria marcas por algum tempo depois dessa noite.
Ela me estendeu uma espécie de vela, que estava ao lado da cama também e aquilo me confundiu.
— Acenda, amor. Sua cera derretida se transformará em um óleo específico para o sexo anal — sorri enquanto ela mordia seus lábios tentadores.
— Você pensou em tudo.
— Tudo para nosso prazer — rebolou aquela bunda gostosa no meu pau duro. Me aproximei começando a beijar seu pescoço, descendo lentamente pelas costas.
— Isso pode doer um pouco, princesa... Você precisa me avisar se ficar desconfortável, ok?
— Ok, amor.
Naquela hora já havíamos esquecidos nossos personagens e ali éramos apenas eu e minha princesa.
Peguei a vela e acendi, deixando que alguns pingos da cera caíssem na sua bunda, vendo se transformar em óleo. Passei a mão levemente, espalhando e massageando seu orifício. Linda gemeu, deixando-me ainda mais hipnotizado com aquela cena.
Introduzi um dedo dentro dela, como no dia anterior, estocando algumas vezes, prestando atenção em seus gemidos de resposta.
A partir de sua afirmação, agarrei seu quadril e o massageei, podendo ver leves marcas vermelhas provocadas também pela cera quente que havia escorrido por ali. Levei meu pau até perto da sua bunda, começando a introduzir lentamente, podendo sentir sua respiração falhar.
— Vem, princesa. Rebola para mim.
Linda obedeceu, sem conter seus gemidos altos saídos de sua garganta quando comecei a penetrá-la com força. Porém parei de movimentar depois de estar todo dentro dela, ouvindo-a pedir por mais.
Voltei a estocar devagar, aumentando a velocidade vendo-a relaxar debaixo do meu corpo. Aproveitei levando uma de minhas mãos até sua intimidade a masturbando com vontade.
— Para um sexo anal ser perfeito, você precisa estar inteiramente preenchida — Linda gemeu trazendo seu quadril a meu encontro.
— Eu te amo.
—Também te amo, princesa. Agora vem comigo — aumentei o ritmo gozando intensamente dentro do seu corpo, vendo-a apertar meus dedos e meu pau ao mesmo tempo.
— Uau!
— Uau! — repeti suas palavras, nos desconectando e caindo ao seu lado, deixando nossos rostos suados praticamente colados, um na frente do outro.
— Isso foi...
— Maravilhoso, princesa — toquei suas costas, levemente. — Você está bem? Não está sentindo nenhuma dor?
— Não, amor. Você foi maravilhoso, como todas às vezes. Nossa noite não poderia ter sido mais perfeita.
— Eu fico maluco quando estou dentro de você, Linda, principalmente... — bati de leve na sua bunda.
— Como foi me desvirginar pela segunda vez, Senador? — sorriu travessa, colando ainda mais nossos corpos.
— Perfeito. Nunca pensei que poderia sentir algo tão intenso — passei os braços por sua cintura a trazendo para mim. — Eu te amo, princesa.
— Também te amo, amor.
No dia seguinte, acordei com uma das minhas melhores visões matinais. Artur dormia serenamente ao meu lado e, devido ao seu cansaço causado pela nossa noite extremamente produtiva, roncava baixo. Ali, percebi que nada poderia me separar dele. Não conseguia mais viver sem ele, na verdade nunca pude. E mesmo que o que eu estivesse fazendo fizesse com que brigássemos, nunca ficaria longe do meu amor. Artur fazia parte do meu ser.
— Bom dia. Velhos costumes nunca mudam, não é, Linda Marilyn? — ele acordou segurando minha mão que acariciava seu rosto mesmo inconscientemente.
— Tenho que concordar e agradecer. Acordar olhando para você diariamente é uma benção divina — Artur sorriu, beijando minha mão, preguicosamente.
— Eu também amo acordar com você, ronronando como uma gata manhosa quando a tiro do meu peito. Mas melhor ainda é dormir ao seu lado depois de uma noite como a de ontem — mordi os lábios com a lembrança. — Na verdade, não consigo imaginar minha vida sem você ao meu lado, princesa.
— Engraçado, estava pensando exatamente isso quando acordei — me enrosquei ainda mais nele. — Não consigo imaginar minha vida um dia se quer longe de você, amor.
Ele sorriu fracamente. Artur estava diferente da noite anterior. Ele voltou a ter aquele medo no olhar, deixando-me ainda mais intrigada pelo que estava acontecendo.
— Deixe eu te amar, princesa? — sorri emocionada.
— E desde quando você costuma pedir? — ele riu subindo em cima do meu corpo devagar.
— Ontem nós tivemos uma noite inteira de sexo selvagem, porém hoje eu preciso mostrar como te amo para que não tenha dúvidas.
— Eu não tenho — fui sincera em relação ao nosso amor.
— Deixe-me mostrar como eu a venero... — assenti vendo Artur tirar o lençol que nos cobria, deixando-me completamente exposta para ele. E foi distribuindo beijos por onde suas mãos trabalhavam para me dar estímulos que chegou onde eu sempre o ansiava, beijando carinhosamente minha intimidade lisa. — Quero passar o dia dentro de você, sem maiores preocupações, sem ter que apenas fingir um domingo chuvoso — sorriu, olhando para a sacada. E foi ali que percebi, vendo as gotículas de um chuvisqueiro leve na vidraça, que Deus mais uma vez tinha atendido nossas preces, nos dando um lindo e preguiçoso domingo na cama. — Eu amo você, Linda Marilyn Stevens — sorri agarrando seus cabelos quando sua língua foi introduzida na minha entrada, lentamente.
— Oh, Deus! Eu também te amo muito, Artur Sebastian. Mais que minha própria vida. Mas não vou aguentar muito tempo se continuar me torturando — sussurrei o fazendo rir.
— Eu nem comecei, princesa — amava o jeito que ele me chamava na hora de fazer amor. Sua princesa... Isso, desde o começo me emocionou e depois de quase um ano e meio, ainda agradecia por ter esse homem ao meu lado.
Na noite anterior havíamos realizado fantasias cheias de malícia e sedução. Mas, naquele momento, Artur sentiu a necessidade de mostrar como me amava acima de tudo. E ser venerada pelo homem dos meus sonhos, era um dos presentes mais especiais que a vida poderia ter me proporcionado.
Artur trabalhou arduamente, ora lambendo, ora chupando meu clitóris e o estava fazendo com tanto carinho e cuidado, que aquilo me emocionou, deixando até que algumas lágrimas teimosas caíssem do meu rosto.
— Goza pra mim, princesa, eu preciso sentir seu gosto.
— Eu vou... — isso foi o suficiente para que eu me derramasse na sua boca, o fazendo desfrutar, de como ele mesmo dizia, do líquido mais saboroso.
— Eu quero te amar assim para sempre, Linda — Artur já estava em cima do meu corpo, tomando cuidado para não me espremer. — Deixa eu te amar pra sempre, meu amor? — dizendo isso ele foi me penetrando devagar fazendo com que nós dois gemêssemos juntos.
— Eu deixo... Para sempre! — ele sorriu e me beijou, deixando que provasse do meu próprio gosto em sua boca. Com estocadas lentas, meu amor me mostrou as estrelas, chegando a pontos indescritíveis. Era uma das sensações mais poderosas e maravilhosas que um dia eu poderia imaginar sentir. Principalmente depois de ter sido tomada por ele por todos os ângulos do meu corpo. Nossa noite havia sido mágica e ter Artur dentro de mim de todas as maneiras possíveis me fez completa, tendo a certeza que nada poderia nos separar.
Depois de incontáveis minutos, nos entregamos a um intenso orgasmo, sentido por nossos corpos estremecidos por inteiro, fazendo com que Artur caísse esgotado praticamente em cima de mim, mas sem me sufocar.
— Eu amo você, Senhora Scott.
— Eu também te amo, meu amor — sorri realizada, recebendo o carinho mais gostoso do mundo quando ele se deitou ao meu lado, me puxando para seu peito.