O Senador
Capítulo 24 · — Perfeita como sempre! — Artur veio…
— Perfeita como sempre! — Artur veio de dentro do closet com as mãos para trás. — Preparada?
— Nervosa, eu diria — mordi os lábios terminando de me arrumar, enquanto olhava nosso reflexo no espelho.
— Para a escritora mais famosa do mundo.
— Oh, meu Deus! Quando você vai parar de me surpreender — virei de frente para ele que me estendia uma caixinha de jóia.
— Nunca. Espero que goste, vai combinar perfeitamente com seu vestido — abri minha boca quando veio com a caixinha, já aberta, em minha direção. — Quero que todos a vejam exibindo seu novo presente enquanto estiver autografando livro por livro.
— Jesus Cristo, amor! Ele é…
— Lindo como você — Artur colocou o anel em meu dedo do meio direito, o beijando e sorriu.
Tínhamos chegado da nossa lua de mel há um mês e, depois que voltamos para casa naquela noite da indisposição, fiquei de repouso absoluto durante quinze dias. Foram entre eles que, junto com Artur, tivemos uma linda ideia. Na verdade, como sempre, ele foi meu maior incentivador.
O livro sobre a vida dos Scott estava praticamente pronto antes do nosso casamento e com meu repouso decidimos que já era a hora de publicá-lo.
Teria tempo de revisá-lo junto com a editora e isso ocuparia minha mente, já que estava ficando completamente estressada em ficar parada, ainda por cima sem sexo, porém tudo pelo nosso bebê.
Durante os primeiros quinze dias tive reuniões diárias com a equipe da editora no tríplex, mas depois que a doutora Charlotte amenizou meu repouso, deixando claro que precisaria recomeçar minhas atividades com calma e ainda sem sexo, pude ir até as reuniões na editora, ver a impressão do livro direto da fonte, sempre acompanhada por alguém. Mary, mamãe, Emma, ou até Artur, junto com mais dois seguranças. Essa era minha vida, mas não estava reclamando, na verdade estava radiante.
A concretização desse livro sempre foi um grande sonho para mim e estava plena com a ideia de vê-lo completo e exposto para mundo.
Com tudo pronto, organizamos seu lançamento na Biblioteca Nacional de Nova York e naquele momento estávamos nos arrumando para a noite de autógrafos.
Tínhamos combinado também uma festa de lançamento em Sumas, porém com o atraso da reforma do museu foi preciso adiá-la, pois gostaria de lançá-lo junto com sua reinauguração. Estratégias de Marketing totalmente planejadas por Dibe, com minha supervisão.
Estava muito orgulhosa do seu empenho para revitalizarmos a cidade, transformando-a assim na Capital Scott. E um lançamento lá seria um dos passos mais importante em relação à sua visão para o mundo. Precisávamos também de uma noite, onde estaríamos cercados pela imprensa do mundo inteiro para divulgarmos o projeto completo. Sumas teria que ser apresentada em grande estilo e, para isso, nada melhor que uma noite de gala dentro da Biblioteca Nacional de Nova York.
Estava pensativa, olhando para meu novo brilhante, quando fui abraçada por trás e sentimos juntos os primeiros chutes do nosso filho.
— Oh, meu Deus, Artur! — virei para meu marido que estava tão emocionado quanto eu. — Ele mexeu, amor! — nossas mãos continuaram conectadas na minha barriga, contando já com cinco meses e meio. Nos nossos olhares lágrimas teimosas começaram a cair.
— Sim, princesa, ele mexeu. Linda, isso é…
— Maravilhoso — acariciei seu rosto. — É um momento mágico, não é?
— Sim, meu amor — me deu um selinho suave. — Precisamos pensar nos nomes, princesa, nunca conversamos sobre isso — sorri, lhe retribuindo o selinho.
— Na verdade eu pensei em alguns, mas não sei se você…
— Diz logo, princesa — Artur disse animado.
— Bem eu pensei em… — pausei tomando coragem — Sebastian se for menino…
— O nome do meu avô — disse emocionado.
— Sim, amor, e… — pausei novamente. — Sophie Marie, se for menina.
— O nome das nossas avós…
— Sim, uma homenagem às pessoas mais importantes da nossa família.
— Você é perfeita, Linda! — Artur capturou meus lábios beijando-os com devoção.
— Eu não sei se você iria gostar então… — ele parou, colando nossas testas.
— Não poderia ter ganhado melhor presente — sorri abertamente. — Não poderia também ter mulher mais perfeita — me beijou novamente. — Amo você!
— Também amo você, meu amor — acariciei mais uma vez seu rosto —, mais que minha própria vida.
— Eu… — fomos interrompidos por uma batida na porta.
— Posso entrar? — Mary disse entrando no quarto. — Não quero atrapalhar, mas já estamos em cima da hora.
— Entre, Mary — falei, ainda emocionada.
— O que aconteceu? Linda, você estava chorando? Está passando bem? O bebê?
— Respire, Mary — Artur riu, passando os braços por minha cintura novamente. — Não aconteceu nada, apenas seu sobrinho que resolveu mexer pela primeira vez.
— Oh, meu Deus! Jura? Que alegria! — ela correu para acariciar minha barriga também. — Como foi? Conte-me tudo, amiga — sorri da animação da minha melhor amiga, que havia se tornado também minha assessora particular. Depois de montar uma nova equipe de assessoria de imprensa na Scotts’s, contando com Laila, que havia acabado sua faculdade e saído também do New York Times, Mary estava me assessorando com o livro. Não poderia fazer isso sozinha e muito menos contrataria alguém estranho para cuidar da minha imagem. E ela, como Artur costumava dizer, daria conta muito bem de todas as tarefas destinadas, além de não existir pessoa em que eu confiasse mais.
— Mas... Não estamos atrasados? — fiz graça.
— Tudo bem. Continuaremos essa conversa depois, mas quero todos os detalhes do chute.
— Mary, foi apenas um chute e não um jogo de futebol — Artur brincou e sorrimos juntos, saindo do quarto, com ela me ajudando a retocar a maquiagem no caminho.
— Pronta? — meu marido perguntou assim que nossa limousine parou em frente à Biblioteca Nacional.
— Preferiria que fosse você o centro das atenções, como sempre — ele riu, dando-me um selinho casto.
— Hoje é o seu dia, princesa, todas as glórias são suas. Estou aqui apenas como o marido mais orgulhoso do mundo.
— Ok! Você me ajudou muito — ele gargalhou abrindo a porta do carro puxando-me pela mão.
— Eu amo você, Linda Marilyn Scott! — como aquele nome me soava bem. — Nunca se esqueça disso.
— Nunca esquecerei, sempre terei você para me lembrar, diariamente — lhe dei um selinho, equilibrando-me nos meus saltos altíssimos, sendo apoiada por seus braços fortes, que me levaram em direção aos jornalistas. Eles nos esperavam ansiosos.
— Boa noite, Linda Marilyn, como está se sentindo hoje? — sorri em resposta.
— Muito bem. Na verdade, nunca me senti tão plena — aconcheguei-me ainda mais no peito de Artur e senti que ali era o meu lugar. Aquele que me dava à segurança e o amor necessários para que eu pudesse respirar.
— E o bebê, já sabem o sexo?
— Ainda não, ele está se escondendo a cada ultrassom – sorrimos orgulhosos, sem desconectar nossos olhos.
— Hoje é um dia muito especial, Linda Marilyn, por ser o lançamento de um projeto pessoal desde a faculdade. Você deve esse lançamento aos Scott?
— Eu devo esse trabalho a uma história excepcional criada por eles — suspirei, continuando meu discurso, mesmo não sendo muito boa naquilo. — Não teria me interessado por essa história se ela não fosse envolvente e inteligente. Este livro vai mostrar ao mundo que os Scott, além de políticos implacáveis, são seres humanos fortes e determinados com corações únicos, que só quem tem o prazer de conhecê-los será capaz de entender — virei para Artur, que me olhava emocionado.
— Se tornar um membro dessa família foi importante para a conclusão desse projeto?
— Se tornar uma Scott foi a realização do meu sonho mais bonito — toquei o rosto de Artur —, porém nada tem a ver com o trabalho histórico que elaborei da sua família anos antes de nos conhecermos. A Família Scott sempre foi meu objeto de pesquisa mais interessante, profissionalmente falando. E me tornar parte dessa família só me fez ver o quão ela é especial, tanto para a população, quanto para seus membros.
Foi a vez de tocar meu ventre, vendo Mary acenar para que entrássemos.
— Boa noite e sejam bem-vindos.
Adentramos os salões da biblioteca, completamente reestruturada para a noite de autógrafos, e logo na entrada encontrei nossos pais.
— Meus bebês — sorrimos para Ruth, como sempre esfuziante. — Como vocês estão?
— Estamos ótimos, mãe — entrelacei minhas mãos as de Artur. — O bebê mexeu pela primeira vez hoje — sorrimos orgulhosos.
— Que maravilha! — Emma veio me abraçar junto com mamãe. — Parabéns, meus queridos — se virou para o filho, que estava tão feliz quanto eu.
— Boa noite, Lindinha, irmão — Ethan estava acompanhado por Lizzy, a morena do nosso casamento, e me pareciam felizes juntos. Olhei para Artur cúmplice e sorrimos arteiros.
— Boa noite, Ethan, que bom que vieram — o abracei, sorrindo para Lizzy.
— Não poderia faltar a essa festa, Lindinha — sorri da intimidade que Artur detestava, mas com Ethan não tinha jeito, ele era seu melhor amigo. — E essa barriga? Meu Deus, esse bebê está cada vez maior!
— McCartney — meu marido o advertiu, mas sorriu logo em seguida sendo abraçado pelo amigo.
— Parabéns, Linda. Já comecei a ler o livro que na verdade é uma volta à história dos Scott. Muito bom.
— Obrigada e seja bem-vinda — sorri a abraçando também. Aparentemente ela parecia ser uma ótima pessoa e estava sendo uma profissional excelente na Scott’s. O que era fundamental para o bom andamento dos negócios. Uau! Estava falando como Artur e George, acho que era a convivência. Sorri vendo Mary e Jared se aproximarem.
— Vamos, a abertura vai começar.
— Ok! — me despedi de todos entrelaçando minhas mãos as de Artur novamente e fomos para o local indicado, perto do pequeno palco montado.
O cerimonialista deu a abertura ao lançamento do meu primeiro livro e aquilo me emocionou muito.
Ali estava vendo mais um sonho se concretizar.
O sonho de levar a história dos Scott para o mundo…
A história da minha família…
Estaria expondo toda a minha pesquisa universitária e pessoal, desde os primórdios daquela família. Havia tentado colocar em cada palavra toda a essência de cada personagem real dessa história.
E tentei expressá-la também em meu pequeno discurso.
— Sebastian Scott, sempre foi temido por suas mãos de ferro para dirigir toda sua nação. Porém, seu lado humanitário sempre prevaleceu em todos os seus governos, o que na verdade me fascinou nessa história — olhei para meu amor que tinha nos olhos uma mescla de orgulho e fascinação. — Ele encabeçou uma linda história, começada ainda em Sumas, sua cidade natal, pela qual estou pessoalmente lutando para que seja revitalizada e conhecida por todos. Ela faz parte da história dos Estados Unidos, como os Scott fizeram e fazem até hoje, lindamente. Com nosso eterno Governador George Scott, que nos mostra diariamente o quão você pode ser honesto na conquista por um povo. E não deixando jamais para trás nosso mais novo e competente Presidente do Senado Nacional, que com sua escola dentro de casa, tornou-se o político mais imponente de todos os tempos, lutando contra os corruptos e fascinando seu povo com sua humildade única de saber o que cada um precisa. Esse que tenho o maior orgulho de chamar de meu marido, me fascinando diariamente como homem, porém, também como profissional exemplar. Todos esses e outros relatos estarão expostos abertamente em meu livro. Agradeço desde já todos os presentes e não deixem de conhecer essa, que é também a história da nossa nação. Obrigada.
Respirei fundo, olhando diretamente nos olhos do amor da minha vida. Aquele que sempre foi minha maior inspiração e que naquele momento, vinha com lágrimas nos olhos ajudando-me a descer os pequenos degraus do palco, enquanto era aplaudida de pé por todos que estavam dentro da Biblioteca.
— Você é perfeita — beijou levemente meus lábios. — Perfeita para mim.
— E você meu sonho mais lindo — acariciei seu rosto. — Amo você e obrigada pelo incentivo de sempre.
— Você é merecedora de todo meu amor e incentivo, ninguém falaria com tanta propriedade da nossa família.
— Amo quando diz nossa família! — ele tocou meu ventre.
— Você faz parte dela desde o momento que coloquei meus olhos em você naquela festa.
— E você desde que... — comecei a chorar com ele tentando apanhar cada teimosa lágrima que caía. — Desde que me descobri apaixonada pelo homem mais atraente e enigmático que já havia visto.
— Eu amo você, Linda Marilyn Scott, e estarei sempre ao seu lado — emocionei-me ainda mais.
— Eu também amo você, Artur Scott, e nunca sairei do seu lado — beijei-o castamente, mas logo nos separamos, já que meu sogro subiu ao pequeno palco para seu discurso. Me perguntei se aguentaria tantas emoções.
— Boa noite a todos! Como mentor desse legado, deixado por um homem maravilhoso e exposto através desse que, sem sombra de dúvida, é mais que um livro, é a história de uma família misturada com a de um país, só tenho que agradecer à Linda Marilyn por esse maravilhoso trabalho. Não conheço pessoa melhor para explorá-lo com tanta competência. Nossa história foi aberta como a porta de uma vida e com ela em mãos Linda montou o que podemos chamar de uma enciclopédia da história dos Estados Unidos. Hoje não estou aqui agradecendo a minha nora, mas sim à competente jornalista e historiadora, por seu belo trabalho destinado à família que também é dela. Obrigado, Linda Marilyn, por mais esse presente, não só para nós, da família, mas a população desse país tão grato ao meu pai, que com certeza ficaria orgulhoso da neta que Deus lhe presenteou. Obrigado a todos e boa noite.
O que estava sentindo naquele momento, sendo reconhecida publicamente por meu trabalho pelo duro e implacável George Scott, era algo inexplicável. Todo o livro havia sido revisado por ele e Artur desde o começo. Recebi muitos elogios junto com críticas construtivas que me incentivaram a deixá-lo ainda mais perfeito. Porém, receber essa homenagem na frente de todo o mundo me fez sentir um membro fiel dessa família e não mais uma mera visitante. Eles me acolheram de braços abertos e apenas quis retribuir seu amor com aquele que foi um dos mais lindos projetos que realizei.
Perdida em meus pensamentos, não percebi quando Artur saiu do meu lado e se dirigiu até o palco também. Meu coração não aguentaria tanta emoção.
— Filho, me ajuda, segura a mão da mamãe, pois quando seu pai fala, eu desmorono, principalmente hoje, no lançamento do livro sobre a história da nossa família — sorri tocando meu ventre e percebendo que já falávamos com ele como se já estive entre nós.
Li muito sobre isso depois que engravidei, e pelo que aprendi, os bebês entendem tudo desde o primeiro sentimento.
Sorri da minha constatação, sentindo-o chutar novamente assim que vi Artur, lindo, já com o microfone em mãos e com um sorriso praticamente inédito em frente ao público.
— Boa noite a todos os presentes nesse dia tão especial, tanto para nossa família, quanto para a história dos Estados Unidos. Faço minhas as palavras do meu pai, complementando apenas que Linda Marilyn Scott é a profissional mais aplicada e empenhada que já conheci. Ao seu lado aprendi como posso, humildemente e mais perto da população, desvendar os mistérios e dificuldades do nosso país. Linda empenhou-se ao máximo para a conclusão desse livro. Sua pesquisa foi intensa, principalmente onde tudo começou. Sumas nos trouxe frutos maravilhosos — toquei meu ventre, chorando ao lado dos meus pais. — Lá nos redescobrimos, com ela me levando novamente as raízes da minha família. Falar dos Scott em um livro tão amplo como esse, não poderia ter partido de uma profissional mais completa. Não por já fazer parte dessa família, pois já havíamos nos encantado por suas pesquisas antes mesmo disso acontecer, mas sim por ser a pessoa que meu avô se orgulharia em ver contando cada parte dessa linda história de vida em versos e realidade. Obrigado, Linda Marilyn, em nome dos Scott, mas principalmente em nome de toda a população do nosso país, que vai, a partir de hoje, conhecer e compreender todos os lados ocultos e aparentes dos homens de ferro dessa família. Eu amo você! — fui amparada por Sal, pois nem em meus sonhos mais lindos pensaria um dia receber essa homenagem.
Artur desceu do pequeno palco vindo ao meu encontro, amparando-me nos braços.
— Obrigada por acreditar em mim e me querer ao seu lado — solucei sorrindo.
— Nunca subestimaria a mulher mais inteligente que já conheci. Você merece! — beijou-me apaixonado, sob os aplausos de todos os presentes, enquanto os flashes das máquinas fotográficas disparavam.
— Está na hora dos autógrafos — Mary nos avisou e Artur me guiou à mesa preparada para eles.
Foram milhares de autógrafos, elogios e sorrisos, sempre observados por meu lindo e escultural marido com sua inseparável taça de champanhe. Combinação mais que perfeita, me fazendo lembrar a primeira vez que nossos olhos se cruzaram. O mesmo sorriso, porém naquele momento mais intenso, pois conhecendo cada parte daquele homem, sabia como ele reagiria aos meus trejeitos, mesmo que mínimos, como uma mordida nos lábios, discreta. Meu anel também foi um atrativo a parte na hora dos autógrafos e sorri, lembrando as palavras de Artur, ainda em casa.
“Quero que todos a vejam exibindo seu novo presente enquanto estiver autografando livro por livro.”
— Cansada? — fui amparada por seus braços depois de todos os autógrafos dados.
— Muito, mas também feliz e acima de tudo realizada — toquei seu rosto, carinhosamente.
— Vamos para casa?
— Nesse momento é tudo que mais quero — beijei seus lábios, levemente. — Acho que preciso de um banho e uma massagem. Você se lembra que dia é hoje, não é? — seu sorriso se abriu, malicioso.
— Como poderia esquecer?! Não vejo a hora de pegar você de jeito e dar tudo que minha escritora favorita anseia — sorri animada. Estávamos saindo do resguardo e nossa noite estaria longe de terminar quando chegássemos em casa. Um mês sem os toques de Artur era muito tempo para mim. — Eu amo você, Linda — enquadrou meu rosto em suas mãos. — Amo vocês, na verdade. Nunca se esqueça disso — comecei a chorar novamente. — Estaremos sempre juntos. Obrigado por fazer parte da minha vida.
— Obrigada por deixar fazer parte dessa vida tão maravilhosa — beijei-o apaixonadamente e, como todas às vezes, quando nossas línguas se encontraram gememos juntos, sorrindo como duas crianças travessas.
Recompomo-nos e Artur deu sinal para Jonathan preparar nossa saída, enquanto nos despedíamos dos nossos pais e amigos.
Já do lado de fora da biblioteca, tudo aconteceu muito rápido.
Um estrondo ensurdecedor nunca ouvido por mim, fez com que Artur nos jogasse no chão, depois de se colocar na minha frente.
— Deita, Linda! — ele gritou e a correria começou.