Rogações de Eremita

Jaime de Magalhães Lima · Capítulo 2 de 76

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Rogações de Eremita

Rosas do Meu Caminho

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No ermo que eu percorro neste mundo,—ermo de corações cativos dos meus sonhos—ao suplicar dos céus a claridade na qual a alma habite e se engrandeça, deixei na terra gotas do meu sangue, onde a dor o soltou do peito ansiado por abundância de erros e de culpas e por amargura de infinitas mágoas, e onde jorrou seus cantos de alegria em louvor e contemplação da beleza eterna.

E, como assim vulnerável tenha sido, misteriosa comunhão uniu-me àqueles, solitários e crentes, que na cruz da aspiração também sofreram. Muitas vezes me guiou o rasto estranho, se porventura o vi ensanguentado de sangue igual ao meu pela paixão que o derramou em oferenda a altares de amor. São rogações de todos esses passos as que neste livro traduzi e confesso para quem no mesmo error se houver perdido ou se tiver remido em iguais enlevos.{6}{7}

 

ROSAS DO MEU CAMINHO