Rogações de Eremita

Jaime de Magalhães Lima · Capítulo 30 de 76

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Rogações de Eremita

Capítulo II

 

Porque, Senhor, assim inspiraste mudas flores, singelas e felizes, e deixas que os homens vão de treva em treva, rasgando o coração até à morte, ignorando donde a luz se ergue—aqueles mesmos homens aos quais deste a consciência do amor da luz?!...

Nas trevas da ruindade que escurecem a alegria e o riso e a bondade, divina aspiração da luz da nossa alma, possa eu, Senhor, como a flor em tua graça, pressentir constantemente a tua presença e só para a tua luz voltar a minha face, mortificada, ensanguentada, enferma dos tormentos fatais da escuridão!{55}