Rogações de Eremita

Jaime de Magalhães Lima · Capítulo 72 de 76

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Rogações de Eremita

Pureza Amarga

III

 

Isentai-me, Senhor, do atroz martírio que o coração sedento de bondade padece nesta vida{118} quando à sua voz só responde a dureza das paixões e uma cobiça ardente, insaciável! Roubai-o a essa cruz, toda de espinhos, em que rasgado se desfaz e muda um infinito amor em amarguras! Ensinai-lhe, Senhor, a fortaleza e que, entre o desamor que o perseguir, saiba ao menos amar a desventura!{119}

 

PUREZA AMARGA