A história de Eva: Como a meia-irmã de Anne Frank sobreviveu ao Holocausto

Epígrafe

Em cada gueto, em cada trem de deportação, em cada cam po de trabalho,

até m esm o nos cam pos de exterm ínio, a determ inação de resistir era forte e

tom ava m uitas form as; lutar com aquelas poucas arm as que podiam ser

encontradas, lutar com paus e facas, atos individuais de rebelião e protesto, a

coragem de obter com ida sob am eaça de m orte, a nobreza de recusar

conceder aos alem ães o desej o final de se deliciarem com pânico e

desespero. Até m esm o a passividade era um a form a de resistência. “Não

agir”, escreveu Em anuel Ringelblum após um a represália particularm ente

cruel, “não erguer um dedo contra os alem ães, tornou-se o heroísm o passivo

e silencioso do j udeu com um .” Morrer com dignidade era um a form a de

resistência. Resistir à desum anizadora e brutalizante força do m al, recusar ser

rebaixado ao nível de anim ais, superar a tortura, sobreviver aos torturadores,

isso tam bém foi resistência. Meram ente oferecer o testem unho da própria

narrativa foi, no fim , contribuição para um a vitória m oral. Sim plesm ente

sobreviver foi um a vitória do espírito hum ano.

Martin Gilbert,

The Holocaust: A Jewish Tragedy (Collins, 1986)