Contos do Esconderijo
2. A pulga
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A pulga
Quarta-feira, 7 de julho de 1943
Estamos enfrentando mais uma
calamidade por aqui, as pulgas
de Mouschi. Não sabíamos que
pulgas de gatos podiam subir nas
pessoas, mas elas podem.
Ontem peguei uma na parte
mais alta de minha perna; dez
minutos mais tarde, outra mais
embaixo, e à noite, na cama de Dussel, havia outra correndo
pela minha perna. Escapou por
entre meus dedos. São
incrivelmente ligeiras essas
criaturas. Esta manhã, quando
me vestia diante do armário,
outra dessas maravilhas saltou
sobre mim. Nunca tinha visto
uma pulga que pudesse correr e
saltar. Peguei-a, e quase cheguei
a esmagá-la, mas a Sra. Pulga
conseguiu fugir. Suspirei, retirei
minhas roupas novamente, e
examinei meu corpo nu e minhas
roupas até encontrar a pulga em minha calcinha. Em menos de
um segundo cortei-lhe a cabeça.