Educação ambiental e valores na escola

Dalva Maria Bianchini Bonotto · Capítulo 13 de 46

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Educação ambiental e valores na escola

“O consumo que consome o consumidor” na prática

Lembrando que no momento eu estava diante de uma sala taxada como

extremamente indisciplinada, pensei nos riscos e nos comentários dos

colegas, haja vista que uma sala desacreditada é passível de inúmeros

relatos que vêm desabonar qualquer trabalho. Depois de refletir um pouco se

devia ou não levar essa proposta para aquela turma, busquei deixar de lado

todos os fantasmas e fomos adiante. Com o passar dos dias, qual não foi a

minha surpresa ao me deparar com alunos comprometidos com o projeto! E,

para o meu maior espanto, percebi que os alunos mais rotulados foram os

que mais cooperaram. Com isso, passei a ser mais confiante na frase: “Para

educar uma criança são necessários vários enfoques”. Lembrando sempre

que educar é levar a pessoa para um lugar diferente do qual ela está.

 

Dando início às atividades, como primeiro passo cada professor explicou o projeto aos educandos, o assunto principal que seria abordado e a duração.

Ao apresentar o projeto para a sala e comentar como seria o desenvolvimento de uma forma lúdica, dinâmica, o professor de História relatou que durante essa apresentação uma aluna perguntou “se ele tinha tomado algum remédio, pois estava legal”. O professor então refletiu sobre o engessamento de muitas práticas diárias, sobre como as aulas acontecem de forma “mecanizada”, a ponto de uma simples mudança despertar um estímulo positivo. Ainda sobre esse episódio relatado, lançamos a seguinte questão: “Por que a escola não é alegre?”.

 

“O consumo que consome o

 

consumidor” na prática

 

Como planejado para umas das atividades, exibimos o vídeo On ou Off: de que lado você está?, que aborda, em linhas gerais, o posicionamento do ser humano diante de uma sociedade extremamente tecnológica, tornando as relações humanas frias, em que a preocupação com o meio ambiente, com as atitudes de gentileza e polidez são esquecidas ou delegadas sempre ao próximo, levando, como consequência, à degradação tanto do meio ambiente quanto da sociedade. O vídeo ainda questiona o posicionamento de cada um diante de tudo que foi apresentado, sendo que ser “ON” representa um aspecto negativo e “OFF”, positivo.

Após o vídeo, a professora de Artes promoveu um debate sobre a diferença entre consumo e consumismo. As respostas foram surpreendentes, ela constatou que os alunos sabiam a diferença por já terem estudado o assunto nas aulas de Português. Então, solicitou que respondessem em uma folha separada para entregar e também pediu que escrevessem uma reflexão a respeito do vídeo.

A maioria ficou no meio-termo, um pouco ON, um pouco OFF. Mas muitos se disseram assumidamente ON, mostrando ter consciência da dependência que sentem em relação à necessidade de estar conectados o tempo todo via celular, tablet ou computador:

 

Os alunos classificaram algumas situações apresentadas em “ON” ou “OFF”.

Eles entenderam o que foi apresentado no vídeo, como ser ON é o que “está

na moda”, ou seja, as pessoas ligadas à tecnologia, que não valorizam as

outras. Já ser OFF estaria “fora de moda”: o contato com as pessoas, a

gentileza, o encontro com amigos, entre outras atitudes. Eles entenderam

que o vídeo mostra o contrário do que deveria ser a realidade, que as

pessoas estão cada vez mais dependentes da tecnologia, deixando de lado

as relações pessoais, o cuidado com a natureza etc. (Relato da professora

de Ciências)

 

Podemos verificar isso em alguns comentários dos alunos: “Cada um por si”; “Hoje não existe mais educação, é moda não ter mais educação”; “O mundo está carente de gentileza”; “Não devemos falar o que o outro tem que mudar, temos que mudar nós mesmos”; “Se divertir com amigos é OFF”; “Se não mudarmos, o mundo não muda”.

Contudo, um fato surpreendeu. Foi o comentário sobre a intolerância. Um aluno associou o que viu no vídeo ao que acontecia durante o recreio, dizendo que as pessoas são pouco tolerantes. O recreio é o momento deles, onde podem circular à vontade, conversar livremente. É como uma minissociedade onde nem sempre os direitos são respeitados, onde há aqueles que furam a fila da cantina, que proferem palavrões, que provocam brigas.

Após o vídeo, houve a análise de um texto que aborda a diferença entre consumo e consumismo, refletindo sobre se é correto valorizar as pessoas pela quantidade de coisas que elas podem comprar. Algumas observações dos alunos foram: “Tudo que quer pode, não vai saber o valor das coisas” (referindo-se às crianças que ganham tudo dos pais); “O que falta é dar amor, atenção, educação e carinho para os filhos” (declaração que levou a professora a pensar: “Nossa, uma criança de 11 anos chegando a essa conclusão!”). Foi uma sensação muito boa para a professora, um sinal de que poderia explorar ainda mais o potencial de análise e reflexão deles. O resultado foi um texto reflexivo, em duplas, sobre consumo × consumismo.

Segue um trecho do texto escrito por duas alunas, ambas de 11 anos:

 

Hoje em dia as pessoas se importam realmente com coisas materiais ao

invés de umas com as outras... Os que mais praticam a individualidade são

os primeiros a dizer que são diferentes. Essas pessoas não têm a humildade

de admitir que precisam mudar. Não é necessário nem falar, basta fazer a

diferença... Acreditar é essencial, porém ter atitude é o que mais faz a

diferença. Hoje podemos dizer que é normal o preconceito por [um] ter mais

que o outro. A cada dia que passa, mais percebo que o desperdício da vida

está no amor que não damos, na humildade que não temos e nas forças que

não usamos. Essa palavra, “consumismo”, não deveria existir, porque todos

deveriam ter direitos iguais.

 

O professor de História, ao abordar a questão dos celulares com a turma, relatou que chamou sua atenção o fato de alguns alunos não se importarem com os possíveis danos causados a outrem. Nas palavras do professor: “Como não poderia ser diferente, me deparei com alunos com posturas divergentes com relação ao trato da posse de bens materiais”.

Dando continuidade, a professora de Artes descreveu que, por conta de uma visita agendada pela escola, acabou atrasando a programação das atividades do projeto. Dessa forma, pediu o auxílio da professora de Matemática, para que ela montasse os gráficos com os dados coletados pelos estudantes sobre a mudança de comportamento em relação ao lixo gerado antigamente e nos dias atuais. Sobre isso, ela relatou:

Tomei essa atitude, pois sabia que o projeto não poderia se estender até o

mês de dezembro, já que muitos estudantes deixam de frequentar a escola a

partir deste mês. Esse auxílio me ajudou bastante, pois a atividade acabou

tomando mais tempo do que havíamos previsto no projeto, durando cerca de

três a quatro aulas.

 

Os estudantes se mostraram bastante empolgados, produzindo cartazes bem elaborados e caprichados. Na aula seguinte, houve a análise dos resultados, possibilitando concluir que a quantidade de lixo aumentou bastante atualmente, assim como o tipo de lixo gerado se modificou, com muito mais plástico e lata.

A partir desse levantamento, perguntou-se se os alunos sabiam qual era o destino do lixo de Cordeirópolis. Como ninguém sabia ao certo, foi solicitado que pesquisassem para a aula seguinte. Foi assim que o assunto “geração dos resíduos sólidos e seus possíveis destinos” foi inserido. Em vez de trabalhar textos, como fora previamente combinado, a professora acabou passando alguns vídeos sobre os destinos do lixo e as consequências do consumismo exagerado. Foram utilizados os seguintes vídeos: Globo Ecologia (Aterro Sanitário); Sopa plástica: o lixão do oceano Pacífico; e A história das coisas.

A professora de Artes relatou que o tempo foi limitador para a aplicação do projeto. O vídeo A história das coisas é muito rico, cheio de conteúdos que poderiam ser trabalhados amplamente dentro do assunto, por exemplo, o ser humano como elemento-chave da engrenagem do consumismo; como a mídia dissemina (na maioria das vezes de forma velada) a necessidade do “ter” para se sentir incluído na sociedade; a geração degradante de resíduos sólidos, entre tantos outros assuntos que poderiam gerar debates e reflexões nos estudantes. Porém, o fato de ter sido assistido em etapas (foi iniciado em uma semana e terminado na seguinte) diminuiu o impacto das informações nas reflexões dos alunos.

Após os vídeos, foram retomados os principais pontos visualizados. Os estudantes expuseram o fruto de suas pesquisas sobre o destino do lixo de Cordeirópolis, um aterro sanitário. Aproveitando o tema e o atraso na aplicação do projeto, a professora comentou e relembrou rapidamente os pontos visualizados no documentário Lixo extraordinário. Entre eles, foi destacado um sentimento comum entre as várias pessoas que se veem excluídas da sociedade por não poderem consumir certos produtos, fazendo-as endividar-se ou ficar depressivas, já que não podem ter coisas que a mídia prega como imprescindíveis para viver e ser aceito no grupo de amigos e na sociedade como um todo.

Para complementar a atividade sobre o consumismo e a degradação ambiental foi entregue uma folha na qual os alunos deveriam relatar, a partir de uma pesquisa na empresa que escolhessem, quais ações seriam necessárias para evitar a degradação ambiental. Além disso, deveriam desenhar uma sociedade baseada no “ser” e outra no “ter”; também foram solicitados a assistir a uma propaganda junto de seus familiares, para analisar as mensagens contidas. Essa atividade deveria ser entregue na aula seguinte.

Mais uma vez, percebendo que não conseguiria completar as atividades programadas no plano de ensino do projeto, a professora de Artes pediu a ajuda da professora de Matemática, que prontamente a atendeu e exibiu o vídeo Criança, a alma do negócio, e o poema “Eu, etiqueta”, de Carlos Drummond de Andrade, solicitando, ao final, que os educandos produzissem uma reflexão escrita sobre ambos.

Em outra aula de Artes foram recolhidas as composições sobre o consumismo e a degradação ambiental, porém poucos alunos haviam realizado a atividade, muitos alegando que esqueceram.

Nas reflexões a respeito do vídeo Criança, a alma do negócio, os estudantes relataram que já tinham percebido a influência da propaganda nas suas compras e que os principais objetos de desejo são roupas e produtos tecnológicos. E, na reflexão do poema “Eu, etiqueta”, todos praticamente chegaram à conclusão do quanto seus corpos são utilizados como propaganda e como pagam caro por isso. Após levantados esses dados, foi incluído na atividade o texto de uma reportagem intitulada: “Talvez duas crianças tenham morrido para você ter seu celular”. Todos leram e refletiram.

Diante de tudo o que foi trabalhado sobre o consumismo, solicitamos que se posicionassem diante do seguinte dilema: “A TV está mostrando um novo modelo de celular. Seus amigos já compraram e você, que já tem um celular de outro modelo com vários recursos, é incentivado pelos amigos a comprar o modelo novo. Você vai comprar para ser aceito no grupo ou não, porque tem consciência das implicações de sua compra?”.

As opiniões foram bem divididas e muitos se mostraram bastante sinceros, falando que comprariam sim o celular, independentemente das consequências. A professora de Artes relatou:

 

Confesso que fiquei bastante decepcionada, me questionando em que ponto

havia errado, em que momento faltou alguma coisa, porque não consegui

desenvolver o sentimento de afetividade tão importante às questões

ambientais, e o que seria necessário fazer para que mudassem essa

postura. Porém, me senti confortada na reunião seguinte com os

participantes do grupo “Educação Ambiental e trabalho com valores”, onde

relatamos as experiências em sala de aula e fui lembrada que o trabalho

com EA e valores demanda tempo, provavelmente nem veremos o resultado,

mas certamente estamos plantando uma semente. Assim, eu deveria

analisar a sinceridade dos educandos como positiva, pois me mostrava a

abertura deles para expor opiniões na sala de aula, tendo em vista que em

nada nos interessa pessoas ditas ecologicamente corretas que agem de

maneira contrária a sua fala. Além disso, esses dados me davam parâmetros

verdadeiros para agir diante dessas opiniões.

 

Por fim, a professora lançou a proposta para o trabalho final, que deveria ser entregue na aula seguinte. Os estudantes fariam um trabalho sobre as consequências do consumismo, como seria uma sociedade baseada no ser e como é a sociedade baseada no ter.

Na aula seguinte, com a apresentação dos trabalhos, mais uma vez a professora se viu decepcionada, pois todos fizeram cartazes de senso comum, com pouquíssima criatividade. A professora acredita que isso ocorreu devido ao pouco tempo dado para a elaboração.

Na aula de encerramento do projeto foi proposto que os alunos se dispusessem em um círculo para um pequeno debate sobre tudo que havia sido visto e comentado ao longo do projeto, para falarem se o que tinha sido estudado de alguma maneira tinha influenciado o comportamento deles no dia a dia. Mais uma vez, a professora contou com a sinceridade de alguns, que foram bem enfáticos dizendo que não mudaram em nada a sua postura; quando ela os questionou sobre o motivo, alegaram que é difícil agir de maneira diferente, que a vontade de ter bens materiais na maioria das vezes fala muito mais alto do que a razão para não tê-los, provavelmente por não sentirem de perto as consequências do consumismo, ou simplesmente por não se importarem com isso.

A professora de Ciências e sua turma, após a exibição de trechos do documentário Lixo extraordinário, realizou uma análise reflexiva sobre os problemas apresentados no vídeo. Os alunos ficaram indignados com o que viram e levantaram diversos questionamentos: “Por que mesmo sabendo tudo de ruim eles continuam fazendo?”; “Vivendo no lixo?”; “Naquela situação?”; “Onde ficam os filhos enquanto os pais trabalham?”; “Como eles chegaram lá?”; “Como foram parar naquele lugar?”; “Ainda tem pessoas que trabalham com lixo?”.

Todas as perguntas eram analisadas e respondidas pelo próprio grupo, mediado pela professora. Algumas respostas foram: “Eles fazem isso porque não tiveram outra chance!”; “É a forma que eles encontraram para sobreviver!”.

A professora então expandiu esse projeto, levando-o a outra turma, em outra escola, particular, para alunos do 6º ano. Ela pôde perceber que durante a exibição do documentário alguns alunos deram risada em algumas cenas. Assim, ela refletiu:

 

Fiquei pensando, tentando encontrar uma justificativa para o ocorrido. Após

alguns questionamentos, percebi que os risos foram por imaturidade do

grupo, não por terem achado a situação apresentada engraçada, mas por

não terem muita consciência da situação das pessoas mostradas no

documentário. (Relato da professora de Ciências)

 

Para o trabalho com a apreciação estética, a professora utilizou uma obra de Nelson Leirner, indicada pela professora de Artes. Foi preciso fazer um vídeo com as imagens da obra, porque o projetor de slides da escola estava quebrado e a única maneira de mostrar as obras seria por meio do DVD e da TV. A falta de equipamentos foi uma dificuldade durante a execução do trabalho.

Quando a professora de Artes sugeriu a análise da obra, ela refletiu:

Pensei que não conseguiria fazer adequadamente, pois não é todo dia que

utilizamos obras de arte nas aulas de Ciências, mas com a explicação e

ajuda da professora tudo ficou mais fácil. Ela descreveu a obra e nos

orientou sobre seu significado. (Relato da professora de Ciências)

 

Em sala, no início da atividade, os alunos não entenderam o que a obra representava, mas depois, analisando melhor, começaram a surgir os primeiros comentários: “Os brasileiros copiam muito os costumes dos Estados Unidos”; “É como se os Estados Unidos mandassem em nós, brasileiros. A mesma coisa, como se a cultura do Brasil não tivesse valor”; “O Brasil não valoriza as pessoas, valoriza as marcas”. A experiência nova foi muito boa, pois a apreciação estética valorizou a sensibilização dos alunos.

Dando continuidade, após vários dias de reflexões, um aluno comentou sobre uma música que havia escutado e que tinha relação com nosso trabalho. A professora pensou: “Que bom! Ele estava refletindo sobre o assunto em casa também!”. Tratava-se da música “Isso é Brasil”, de Mc Garden, e o aluno chamou a atenção para a seguinte frase: “Preso na cela ou na sala vendo novela”, que faz referência aos pais que deixam de dar atenção, amor e carinho aos filhos e passam o tempo livre com outros entretenimentos.

Como citado anteriormente, a professora de Ciências também aplicou o projeto em uma escola particular, onde o consumismo e a busca por novidades é muito maior do que entre os alunos da escola pública. Ela disse: “Fiquei muito curiosa para comparar as respostas dos alunos quanto ao dilema moral”.

Para grata surpresa da professora, as respostas foram semelhantes. Em ambas as escolas alguns responderam que não comprariam e outros que comprariam sem pensar nas consequências:

 

Eu não compraria. Tenho sim a consciência do que um simples celular traz

de problemas. Os piores são as condições desumanas e os estragos à

natureza... As condições desumanas me deixam indignada, ninguém

gostaria de trabalhar enquanto crianças... Não tem tempo nem condições de

estudo para formar uma boa e nova sociedade... Ninguém é diferente, todos

temos os mesmos direitos... Respeite para ser respeitado, ame para ser

amado, porque o que menos tem, ou não tem, é o que mais dá valor à vida e

estende a mão ao amigo. (Aluno de 11 anos)

Eu não, porque se eu comprasse traria vários problemas... Enquanto você

está pensando no que escrever no celular para o seu amigo, outras pessoas

estão pensando se vão sobreviver, como estão suas famílias... (Aluno de 11

anos)

 

O mais interessante do trabalho foi ter acendido uma pequenina lâmpada na cabeça de cada aluno. Foi fazê-los refletir sobre coisas que não haviam pensado antes, sobre o outro lado da história. Porque, quando eles compram alguma coisa, essa “coisa” vem embaladinha, bonitinha... Eles nunca haviam parado para pensar em todo o processo de produção e as implicações de tudo isso.

Durante a exibição do vídeo Consumo × felicidade, o que chamou a atenção da professora de Ciências foi o comentário “Deu até vontade de chorar”, sinal de que o projeto conseguiu tocar o coração do aluno. Outro, comentou que “Se a vida não tem preço, então não tem valor”, fazendo referência a uma série de acontecimentos noticiados na TV, citando como exemplo que um simples desentendimento no trânsito pode ser motivo para uma pessoa matar a outra, destacando a intolerância entre as pessoas e a extrema valorização do bem material.

No final do projeto, os alunos apresentaram vários trabalhos, tinham várias opções, mas a maioria optou por fazer cartazes, porque para teatro, música e outros precisavam ensaiar e a escola não disponibilizou espaço. Apesar disso, um grupo chamou a atenção por apresentar a música “Que país é esse”, da banda Legião Urbana. Um menino a tocou no violão e todos do grupo cantaram. Mas, o que mais chamou a atenção não foi isso, e sim a reflexão que fizeram a partir da música, após terem sido perguntados sobre o porquê da escolha. Mostraram uma maturidade sem tamanho para a idade deles.

Na escola particular, os grupos decidiram fazer vídeos sobre o tema proposto, já que havia os recursos necessários para isso. Segundo a professora de Ciências, os vídeos ficaram ótimos e as reflexões melhores ainda! Destaca-se o comentário de um aluno – “Nossa, esse projeto me mostrou muita coisa que eu não conhecia, que eu nunca havia pensado antes” – referindo-se às consequências do consumismo. Disse, também, que passaria a pensar mais sobre suas atitudes.