Educação ambiental e valores na escola
Algumas considerações
As atividades com os alunos prosseguiram com a saída a campo, o estar em contato com a natureza e ver o belo – isso é possível quando se está diante da natureza viva mas não ignora as diversas outras formas de perceber a natureza ou ser sensibilizado por ela. Natureza, a continuidade do ser humano. O que foi observado? Bem, estar diante de uma obra viva, percebendo suas cores e formas, como são compostas. Para além do visual, podemos despertar outros sentidos: o contato com outros seres que habitam o meio, que compartilham esse meio.
Como citado anteriormente, considero a questão da brevidade do tempo um dos fatores limitantes da dinâmica escolar, pois muito daquilo que idealizamos fazer acaba por não ser desenvolvido, somos limitados a obedecer às horas-aula.
Um dilema: o tempo e as nossas escolhas. Colocar-nos diante do tempo – esse deus Cronos, criador do tempo, tido como impiedoso, sempre em guerra com os seres humanos –, uma vez que é impossível fugir dele, pois, mais dia, menos dia, todos seremos vencidos por ele.
Algumas considerações
Ao aceitarmos participar do grupo e do Projeto de Extensão “Educação Ambiental e o trabalho com valores” do Programa de Formação Continuada de Professores, na Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (Unesp), câmpus de Rio Claro/SP, durante 2013 e 2014, necessariamente fomos levados – tanto no decorrer do nosso processo de formação enquanto educadores ambientais quanto durante a efetivação posterior do projeto nas escolas – a refletir seriamente sobre a visão dos homens em relação à natureza.
Assim, inicialmente nos vimos envoltos em uma questão complexa, a qual nos faria compreender a relação entre os nossos valores como educadores e o trabalho de despertar em nossos educandos os seus próprios valores e condutas sobre o planeta. Conforme o desenrolar, tivemos frequentemente que pensar a nossa atuação enquanto “sujeitos ecológicos” e, sobretudo, enquanto “sujeitos éticos”.