Guerra sem fim
Capítulo 15
15
Percorremos os últimos 5 quilômetros com muito cuidado, seguindo pela grama mais alta e passando ocasionalmente por algumas clareiras. Quando estávamos a 500 metros de onde a base deveria encontrar-se, Cortez convocou o terceiro pelotão para que inspecionasse, enquanto aguardávamos abaixados.
A voz de Cortez surgiu na frequência geral:
– Parece bastante com o que imaginávamos. Avancem em linha, rastejando. Quando alcançarem o terceiro pelotão, sigam seu líder para a esquerda ou direita.
Assim o fizemos e acabamos em uma formação com 83 pessoas em uma linha grosseiramente perpendicular à direção do ataque. Estávamos muito bem escondidos, observados apenas por cerca de doze ursinhos que vagavam ao longo da linha, mastigando grama.
Estávamos divididos em três equipes de fogo: equipe A, formada pelos pelotões 2, 4 e 6; já os pelotões 1, 3 e 5 formavam a equipe B; o pelotão de comando era a equipe C.
– Menos de um minuto agora… Filtros para baixo!… Quando eu disser “fogo”, lançadores, atinjam seus alvos. Que Deus os ajude se errarem.
Ouviu-se um som que parecia o arroto de um gigante, e cinco ou seis bolhas cintilantes jorraram da estrutura em forma de flor. Subiram com velocidade crescente até ficarem quase fora do campo de visão e, então, desapareceram na direção sul, acima de nossa cabeça. O solo de repente ficou brilhante e, pela primeira vez depois de muito tempo, pude ver minha sombra, comprida, apontando para o norte. A bomba havia sido lançada antes da hora. Apenas tive tempo de pensar que isso não fazia muita diferença. Ela ainda causaria uma sopa de letrinhas na comunicação deles…
– Sondas!
Uma veio fazendo estrondo na altura das árvores; havia uma bolha no ar à sua espera. Quando entraram em contato, a bolha arrebentou e a sonda explodiu em milhões de pequenos fragmentos. Outra surgiu do lado oposto e teve o mesmo destino.
– FOGO!
Sete clarões brilhantes de granadas de 500 microtons surgiram e produziu-se um violento impacto que, com certeza, teria matado um homem desprotegido.
– Filtros para cima.
Nevoeiro cinza de fumaça e poeira. Fragmentos de terra caíram como o som de pesadas gotas de chuva.
– Ouçam todos:
Escoceses, que com Wallace sangraram; Escoceses, que Bruce tanto guiou,
Bem-vindos ao seu leito ensanguentado,
Ou à sua vitória!
Mal o ouvi, tentando entender o que estava acontecendo com meu crânio. Eu sabia que era apenas sugestão pós-hipnótica. Até lembrei-me da sessão em Missouri, quando eles a implantaram, mas isto não a tornava menos avassaladora. Minha mente girava sob pesadas pseudomemórias: taurianos corpulentos e peludos (nada a ver com os que agora conhecíamos) entrando em uma embarcação de colonizadores, devorando bebês enquanto as mães gritavam horrorizadas (os colonizadores nunca viajaram com bebês; não aguentariam a aceleração), estuprando as mulheres até a morte com enormes membros roxos e vascularizados (ridículo pensar que sentiriam desejo por humanos), segurando os homens enquanto lhes arrancavam a carne dos corpos vivos e a devoravam logo em seguida (como se pudessem assimilar proteína alienígena)… Uma centena de pavorosos detalhes tão perfeitamente relembrada como se fossem acontecimentos ocorridos minutos antes, ridiculamente exagerados e logicamente absurdos. Mas, enquanto minha mente consciente rejeitava aquela bobagem, em algum lugar mais profundo, no fundo daquele animal adormecido onde guardamos nossas verdadeiras motivações e princípios, algo estava sedento por sangue alienígena, convicto de que a coisa mais enobrecedora que um homem poderia fazer seria dar a vida para matar aqueles terríveis monstros…
Eu sabia que tudo aquilo era a mais pura mentira e odiava os homens que haviam feito tais obscenidades com a minha mente, mas podia até ouvir meus dentes rangendo, sentir minhas bochechas congeladas em um sorriso espasmódico, sedento por sangue… Um ursinho andou na minha frente, parecia confuso. Comecei a erguer meu laser de dedo, mas alguém foi mais rápido, e a cabeça da criatura explodiu em uma nuvem de fragmentos acinzentados e sangue.
Lucky gritou, meio que gemendo:
– Filhos… da puta, malditos.
Os lasers se entrecruzavam, e todos os ursinhos caíram mortos.
– Cuidado, maldição! – Cortez gritou. – Mirem naquelas merdas… Não são brinquedos!
– Equipe A, em frente… para dentro das crateras, para cobrir a equipe B.
Alguém estava rindo e soluçando.
– Que porra há de errado com você, Petrov? – Estranho ouvir Cortez falando palavrões.
Virei-me e vi Petrov atrás de mim, à esquerda, deitado em um buraco vazio, escavando freneticamente com ambas as mãos, chorando e balbuciando.
– Merda – disse Cortez. – Equipe B! Dez metros à frente das crateras, desçam em linha. Equipe C… para dentro das crateras com a equipe A.
Fiz um esforço e percorri os 100 metros em doze passadas largas. As crateras eram grandes o suficiente para esconder uma nave-patrulha, tinham perto de 10 metros de diâmetro. Pulei para o lado oposto do buraco e fiquei perto de um colega chamado Chin. Ele nem desviou o olhar quando cheguei, continuou examinando a base em busca de sinais de vida.
– Equipe A! Dez metros à frente da equipe B, desçam em linha.
Assim que ele terminou, o prédio à nossa frente arrotou, e uma saraivada de bolhas voou na direção das nossas linhas. A maioria das pessoas viu que se aproximava e se abaixou, mas Chin estava acabando de se levantar para realizar seu trajeto e colidiu com uma delas.
A bolha roçou no topo de seu capacete e desapareceu em um estouro fraco. Chin deu um passo para trás e tombou pela borda da cratera. Formou-se um arco de sangue e massa encefálica. Sem vida, estirado, ele escorregou até a metade, fazendo com que entrasse sujeira no buraco perfeitamente simétrico que a bolha havia aberto, indiscriminadamente, através do plástico, dos cabelos, da pele, do osso e do cérebro.
– Todos quietos. Líderes de pelotão, informem as perdas… sim… sim, sim… sim, sim, sim… sim. Temos três baixas. Não haveria nenhuma se tivessem se mantido abaixados. Então, todos vão se agarrar ao chão quando ouvirem aquela coisa de novo. Equipe A, complete o trajeto.
Eles completaram a manobra sem acidentes.
– Ok. Equipe C, corra até onde a equipe B… Esperem! Para baixo!
Todo mundo já estava abraçando o chão. As bolhas passavam por nós formando um arco a cerca de 2 metros do chão. Transitaram serenamente sobre nossas cabeças e desapareceram, ao longe, com exceção de uma, que fez uma árvore virar palitinhos de dente.
– Equipe B, vá 10 metros à frente da equipe A. Equipe C, assuma a posição da equipe B. Vocês, lançadores de granada da equipe B, vejam se conseguem atingir a flor.
Duas granadas dilaceraram o chão a 30 ou 40 metros da estrutura. Como se estivesse em pânico, ela começou a arrotar bolhas em um fluxo contínuo. Ainda assim, nenhuma chegava mais baixo que 2 metros do chão. Continuamos avançando, curvados.
De repente, uma fenda se abriu no prédio e foi aumentando até atingir o tamanho de uma grande porta. Surgiu, então, uma multidão de taurianos.
– Lançadores de granada! Aguardem. Equipe B, atire com o laser à esquerda e à direita, não permita que eles se dispersem. Equipes A e C, corram até o centro.
Um tauriano morreu tentando atravessar um raio laser. Os outros ficaram onde estavam.
Dentro de um traje, é bem estranho correr e manter a cabeça abaixada ao mesmo tempo. Você tem que ir de um lado a outro, como um patinador quando começa a tomar impulso, do contrário vira fumaça. Ao menos uma pessoa, alguém da equipe A, elevou-se um pouco demais e teve o mesmo destino de Chin.
Eu estava me sentindo cercado, aprisionado, com uma parede de laser de cada lado e um teto bem baixo, que significava morte certa. Mas, apesar disso, sentia-me feliz, eufórico: finalmente tinha a chance de matar alguns daqueles vilões comedores de bebês, mesmo sabendo que aquilo era mentira.
Eles não estavam respondendo ao ataque, exceto pelas ineficazes bolhas (obviamente não concebidas como arma de combate corpo a corpo), tampouco recuavam para o interior do prédio. Eles moviam-se de um lado para o outro (cerca de cem deles) e observavam a nossa aproximação. Algumas granadas acabariam com todos eles, mas acho que Cortez estava preocupado com o prisioneiro.
– Ok, quando eu disser “vão”, iremos flanqueá-los. Equipe B, aguarde ordens para atirar… Segundo e quarto pelotões, para a direita. Sexto e sétimo, para a esquerda. Equipe B, avance em linha para cercá-los… Vão!
Corremos para a esquerda. Tão logo os lasers pararam, os taurianos saíram em disparada, correndo em rota de colisão com nosso flanco.
– Equipe A, abaixe-se e atire! Não dispare até ter certeza quanto ao alvo. Se errar, talvez acerte um dos nossos. E, pelo amor de Deus, poupe-me um deles!
Era uma visão terrível aquele rebanho de monstros vindo em nossa direção. Eles corriam dando grandes saltos – as bolhas desviavam deles – e todos eram iguais àquele que tínhamos visto antes pilotando o cabo de vassoura. Todos nus, exceto por uma esfera quase transparente em torno de seus corpos que se movia junto com eles. O flanco direito começou a atirar, eliminando indivíduos que estavam na retaguarda do grupo.
De repente, um laser passou direto pelos taurianos, vindo do outro lado: alguém errou o alvo. Ouviu-se um grito horrível, e me virei para olhar. Vi alguém – acho que era Perry – contorcendo-se no chão, com a mão direita sobre o braço esquerdo flamejante, mutilado do cotovelo para baixo. O sangue jorrava pelos seus dedos, e o traje, com seus circuitos de camuflagem danificados, oscilava entre preto, branco, selva, deserto, verde, cinza. Não sei por quanto tempo fiquei olhando – o suficiente para o médico correr até ele e ajudá-lo –, mas quando olhei para a frente, os taurianos estavam quase em cima de mim.
O primeiro tiro que dei foi a esmo e muito alto, mas raspou o topo da bolha protetora do líder dos taurianos. A bolha desapareceu, o monstro cambaleou e caiu no chão, contraindo-se espasmodicamente. Saía espuma do buraco de sua boca, primeiro branca, depois com manchas vermelhas. Dando um último espasmo, ele ficou duro e se curvou para trás, quase como uma ferradura. Seu longo grito, um apito agudo, parou assim que seus companheiros o pisotearam. Odiei-me por ter sorrido.
Era uma carnificina, apesar de nosso flanco estar em menor número (cinco para um). Eles continuavam a vir, sem hesitar, mesmo quando precisavam passar sobre cadáveres e partes de corpos que se amontoavam, paralelamente ao nosso flanco. O chão entre nós era um rio vermelho de sangue tauriano – todas as criaturas de Deus possuem hemoglobina – e, assim como os ursinhos, seus intestinos assemelhavam-se muito aos nossos, para meus olhos destreinados. Meu capacete reverberava com uma risada histérica enquanto os dilacerávamos a pedaços sangrentos, e quase não ouvi Cortez dizendo:
– Cessar fogo! Eu disse CESSAR, merda! Peguem alguns destes miseráveis, eles não os machucarão.
Eu parei de atirar, assim como todos os outros. Quando outro tauriano pulou a pilha de carne fumegante à minha frente, mergulhei na tentativa de agarrá-lo pelas pernas esguias. Era como abraçar um balão grande e escorregadio. Quando tentei derrubá-lo, ele escapou dos meus braços e continuou a correr.
Conseguimos parar um deles valendo-nos da simples tarefa de empilhar meia dúzia de pessoas em cima. A essa altura, os outros já haviam ultrapassado nossa linha e marchavam em direção à fileira de tanques grandes e cilíndricos que Cortez disse serem usados, provavelmente, para armazenamento. Uma pequena porta foi aberta na base de cada um deles.
– Já temos nosso prisioneiro – gritou Cortez. Atirem para matar!
Eles estavam a 50 metros de distância e corriam rápido… alvos difíceis. Os lasers salpicavam à sua volta, acima e abaixo. Um caiu, dividido ao meio, mas os outros, cerca de dez, continuaram correndo; estavam quase nas portas quando os lançadores de granada começaram a atirar.
Eles ainda tinham bombas de 500 microtons, mas não adiantava um tiro que passasse de raspão. O impacto simplesmente os mandaria para os ares, ilesos em suas bolhas.
– As construções! Acertem as malditas construções!
Os lançadores de granada elevaram a mira e dispararam, mas as bombas pareciam apenas arranhar o branco do lado de fora das estruturas, até que, por acaso, uma delas acertou em uma porta. A construção dividiu-se como se fosse costurada; as duas metades se separaram e uma nuvem de maquinário voou pelos ares, acompanhada por uma grande e pálida chama que se formou e desapareceu em um instante. Então todos os outros se concentraram nas portas, exceto por alguns disparos feitos ao acaso contra os taurianos – não tanto para matá-los, mas para impedi-los de entrar. Eles pareciam muito ansiosos.
Todo esse tempo, tentamos acertar os taurianos com laser, enquanto eles desviavam e saltavam tentando entrar na estrutura. Tentamos nos aproximar deles o máximo possível, mas sem nos expor ao risco das explosões de granada, mas ainda estávamos muito longe para uma boa mira.
Ainda assim, estávamos matando um por um e conseguimos destruir 4 das 7 construções. Então, quando sobravam apenas dois alienígenas, uma explosão de granada bem próxima arremessou um deles a poucos metros da porta. Ele se arrastou para dentro e vários lançadores dispararam saraivadas em sua direção, mas todas caíram perto ou explodiram nas laterais sem causar danos. Bombas despencavam em todas as direções, produzindo um barulho terrível, mas o som foi subitamente abafado por um grande suspiro, parecido com a inspiração de um gigante. No lugar onde ficava a construção formou-se uma nuvem de fumaça cilíndrica e espessa, maciça à primeira vista, que desapareceu na estratosfera de forma tão retilínea que parecia ter sido comandada. O outro tauriano estava bem na base do cilindro; pude ver pedaços dele voando. Um segundo depois, uma onda de choque nos acertou e saí rolando, até colidir com a pilha de corpos de taurianos e seguir rolando.
Levantei-me depressa e entrei em pânico por um segundo quando percebi sangue cobrindo todo o meu traje. Ao me dar conta de que era apenas sangue alienígena, relaxei, porém, me senti impuro.
– Peguem o filho da mãe! Peguem-no!
Na confusão, o tauriano havia se libertado e corrido em direção à grama. Um pelotão estava em seu encalço, perdendo terreno, mas depois toda a equipe B correu atrás dele e o interceptou. Corri para me juntar à curtição.
Havia quatro pessoas em cima dele, e outras cinquenta em volta assistindo à luta.
– Espalhem-se, droga! Deve haver mais mil desses aí à nossa espreita em algum lugar.
Dispersamo-nos, mas resmungando. Por um acordo tácito, todos tínhamos certeza de que não havia mais taurianos vivos na face daquele planeta.
Cortez caminhava em direção ao prisioneiro enquanto eu me afastava. Subitamente, os quatro homens se empilharam sobre a criatura… Mesmo à distância, pude ver a espuma jorrando de sua boca. Sua bolha explodiu. Suicídio.
– Merda! – Cortez estava bem ali. – Saiam de cima deste filho da mãe.
Os quatro homens se afastaram, e Cortez usou seu laser para cortar o monstro em uma dúzia de pedaços. Uma visão reconfortante.
– Está tudo bem, mas teremos de encontrar outro. Todos de volta à formação de ponta de flecha! Faremos uma incursão de combate em direção à flor.
Bem, invadimos a flor, que evidentemente já não possuía mais munição (ela ainda arrotava, mas agora sem bolhas) e estava vazia. Corremos pelas rampas e corredores, com os dedos-laser prontos para disparar, como crianças brincando de soldados. Não havia ninguém.
O mesmo se deu na área da antena, o “salame”, e em outras vinte construções maiores, assim como nas 44 cabanas do perímetro que ainda estavam intactas. No fim, “capturamos” dúzias de construções, a maioria com finalidades ainda desconhecidas para nós, mas falhamos em nossa missão principal: capturar um tauriano para os xenólogos fazerem experimentos. Ah, bem, eles poderiam ter os pedaços que quisessem. Já era alguma coisa.
Depois de vasculharmos até o último centímetro quadrado da base, uma nave-patrulha chegou trazendo a verdadeira tripulação de exploração, os cientistas. Cortez disse:
– Muito bem, acordem! – E a compulsão hipnótica sumiu.
De início, foi lamentável. Muitas pessoas, como Lucky e Marygay, quase enlouqueceram com as memórias dos assassinatos sangrentos multiplicados centenas de vezes. Cortez ordenou a todos que tomássemos um sedativo, ou dois, se estivessem mais alterados. Tomei dois, mesmo sem ter recebido instruções específicas neste sentido.
Havia sido assassinato, carnificina pura e simples – afinal, uma vez que tomáramos a arma antiaérea, não corríamos mais perigo algum. Parecia que os taurianos não faziam a mínima ideia do que era combate corpo a corpo. Nós simplesmente os arrebanhamos e matamos. Assim foi o primeiro encontro entre a humanidade e a outra espécie inteligente. Talvez tenha sido o segundo encontro, contando com os ursinhos. O que teria acontecido se tivéssemos nos sentado e tentado nos comunicar? Mas tiveram o mesmo tratamento.
Após tudo aquilo, passei um longo período repetindo para mim mesmo que não havia sido eu quem, tão alegremente, tinha retalhado aquelas criaturas amedrontadas e em fuga. No século 20, estabeleceu-se, para satisfação de todos, que “eu estava apenas seguindo ordens” era uma desculpa adequada para condutas desumanas… Mas o que fazer quando as ordens vêm das profundezas do inconsciente, que nos governa como marionetes?
O pior de tudo era o sentimento de que talvez minhas ações não tivessem sido tão desumanas assim. Ancestrais de gerações não muito remotas teriam agido de maneira similar, mesmo com seus semelhantes, sem nenhum condicionamento hipnótico.
Eu sentia asco da raça humana, do exército, e estava horrorizado com a perspectiva de conviver comigo mesmo por mais outro século… Bem, havia sempre a opção da lavagem cerebral.
Uma nave tripulada por um sobrevivente tauriano solitário conseguiu escapar. A parte principal do planeta o protegeu da Esperança da Terra enquanto se lançava ao campo colapsar de Aleph. Fugiu para seu planeta natal, acho, onde quer que estivesse localizado, para relatar o que vinte homens com armas de mão poderiam fazer com uma centena deles desarmados e a pé.
Imaginei que, na próxima vez que humanos se deparassem com taurianos no campo de batalha, haveria maior equilíbrio. E eu estava certo.