Introdução à Nova Ordem Mundial
Outras famílias
Com o passar do tem po, parece crível, os m agnatas perceberam que estas fundações m ilionárias, além de servir para m elhorar a im agem pública das com panhias que as patrocinam , ainda podem influenciar a população e os agentes públicos para direcionar m ovim entos de m assa ou decisões governam entais, ou as duas coisas com binadas, o que acontece com m ais freqüência. Talvez tenha sido a fam ília Rockefeller a criadora deste “form ato” de organização política que atua no “social”.
O patriarca fundador da dinastia, John D. Rockefeller, fez fortuna inim aginável com o petróleo. Foi considerado publicam ente o segundo hom em m ais rico da História, perdendo apenas para o Rei Salom ão. O dinheiro foi investido em bancos, indústrias, laboratórios farm acêuticos, concessões públicas e im óveis de im enso valor, com o m etade de Manhattan. Seus fundos de investim ento controlam ações de centenas de em presas e não existe um a ONG de m édio ou grande alcance que não receba subsídios de um a de suas fundações, institutos, agências, escritórios.
No Brasil a influência da fam ília na história contem porânea foi im ensa. Um exem plo são as verbas decisivas à criação de im portantes universidades – a USP e a Unicam p, pelo m enos. Outro é a revelação de Fernando Henrique Cardoso de que um dos agentes Rockefeller fora o principal financiador do CEBRAP (Centro Brasileiro de Análise e Planej am ento), de onde saiu, além de FHC, m uitos outros que ocuparam ou ainda ocupam cargos em nossa república.
Por se tratar da dinastia com presença m ais ostensiva, a história da fam ília Rockefeller é em blem ática. A com preensão de algum as de suas m otivações perm ite entender vários aspectos da Nova Ordem Mundial. Voltarem os a eles outras vezes, e não poderia ser diferente. Dada sua influência decisiva no panoram a político e cultural de nossos dias, o sobrenom e Rockefeller com põe um assunto m uito útil, que deve ser aprofundado em trabalhos m ais específicos, alguns sugeridos no final deste livro.
Outras famílias
É EVIDENTE QUE NÃO SÃO APENAS duas as fam ílias que controlam as cordinhas de um im enso teatro de bonecos. Nem m esm o tenho provas de que são estas as m ais poderosas e qual a relação de subordinação, se existe, entre estas fam ílias e entre elas e as dem ais dinastias. Existe um a teoria que sugere o poder estruturado em 13 fam ílias em um círculo central, onde estariam , além dos Rothschild e dos Rockefeller, banqueiros e m em bros da nobreza européia, envoltas por 300 ou 500 outras fam ílias, relacionadas às prim eiras e entre si por fortes vínculos de parentesco, tradição de lealdade ou laços profissionais que atravessam gerações. Este seria o centro vital do poder m undial, de onde em anam todas as orientações na tentativa de conduzir os acontecim entos globais.
Não opino sobre os núm eros ou posições hierárquicas desta estrutura, m as o raciocínio parece se confirm ar diante de alguns fatos. Fazer um a lista m ais específica dos ocupantes deste círculo interno é possível, m as sem esquecer que sem pre será pura especulação quando as inform ações que tem os são externas às organizações.
Im portante ressaltar que algum as destas pessoas não utilizam os sobrenom es fam osos, sej a por sim ples discrição, sej a pelo desej o de fingir que não existem . Dizem ser Roosevelt um dos sobrenom es que escondem descendentes dos Rothschild na Holanda, por exem plo. E segundo o livro do psicanalista Walter Langer, até m esm o Hitler pode ser um possível descendente, por parte do avô, suposto filho bastardo de um m em bro do ram o vienense da fam ília Rothschild.
Sem seguir qualquer ordem de im portância, além das onipresentes Rothschild e Rockfeller, alguns outros nom es são sem pre lem brados quando o assunto é fortuna e poder: Schiff, Astor, Bundy, Collins, Dupont, Freem an, Aldrich, Kennedy, Bush, Onassis, Russel, Loeb, Van Duy n, Grim aldi, Hariri, Ortega Gaona, Trum p, Fredriksen, Walton, Hearst, Ephrussi, Warburg, Morgan, Vanderbilt, Oppenheim er, Otto, Koch, Kuhn, Arnault, Helu, Carnegie, Gates, Buffet, Harrim an, Safra, Fisks, Gould, Windsor (Saxe-Coburgo-Gotta), Lehm an, Bernadotte, Mountbatten, Schleswig-Holstein (Sonderburg-Glücksburg), Wettin, Kwok, Mittal, Am bani, Li, Abdullah, Saud, Al-Sabah. Estes últim os nom es servem , ou deveriam servir, para desm entir a teoria da conspiração sionista (m ais detalhes adiante).
Im possível ordenar ou quantificar as fortunas das fam ílias tendo em vista que as inform ações disponíveis são m uito im precisas, em prim eiro lugar, devido à névoa m antida de m aneira a perm itir sua privacidade, e em segundo porque boa parte do patrim ônio destas oligarquias não é contabilizável. Possuem patrim ônios incalculáveis na form a de ações, obras de arte, prédios históricos, títulos públicos de nações m uito ricas e docum entos que podem valer m uito m ais se perm anecerem guardados.
Só pra se ter um a idéia, a própria fundação que cuida do acervo de obras de arte dos Rothschild indica em seu site um a coleção de 50.000 obj etos espalhados por m ais de um a centena de m useus pelo m undo. E eu fico im aginando as j óias que aquelas singelas senhoras guardam em seus cofres...