Introdução à Nova Ordem Mundial
György Lukács
O FUNDADOR DO PARTIDO COMUNISTA ITALIANO detalhou a estratégia que com eçaria a ser usada m esm o antes da segunda guerra, e apesar da diferença da estratégia econôm ica, a revolução cultural proposta por Gram sci cam inhava lado a lado com o stalinism o.
Em sua obra Cadernos do cárcere, com posta de 29 cadernos escritos entre 1926 e 1937, período em que esteve preso, o italiano expõe detalhadam ente seu plano para destruir os alicerces da sociedade ocidental de m odo a perm itir o surgim ento de um a nova civilização, m arcada pelo coletivism o, pelo ateísm o e pelo poder totalitário, ou sej a, tudo que existe de pior na história da hum anidade.
Na obra de Gram sci, inacreditavelm ente adm irada por supostos am antes da dem ocracia, estão indicados não apenas as m etas da destruição, m as tam bém as m elhores m aneiras para seus doentes seguidores im plantarem o caos, a dúvida, a m entira e a vulgaridade em todos os cantos da sociedade com o form a de rachar suas estruturas. Da academ ia às artes, passando pela política e pelas crenças. Com ataques precisos contra a filosofia, a religião e a m oral, sua estratégia é, num prim eiro m om ento, enfraquecer a resistência da sociedade diante dos princípios coletivistas que vão nivelar a sociedade pelo seu ponto m ais baixo. Esta prim eira etapa j á foi concluída. Já faz algum tem po que passou a ser “careta”, “antiquado”, “extrem ista” e “radical” criticar o com unism o, o socialism o e outras form as de coletivism o. Em um segundo m om ento a idéia do italiano é incluir as principais reivindicações do coletivism o disfarçadas de ações propositivas ou afirm ativas. Por m eio de dissim ulações que vão da ecologia aos direitos hum anos, estão im plantando todos os princípios históricos do ideal coletivista. Estam os atravessando atualm ente o final desta etapa. Após a sua conclusão, quando todas as legislações estiverem preparadas ou confusas a ponto de sem pre favorecer o poder constituído, e todas as instituições estiverem sob controle, virá a efetivação do totalitarism o sonhado por Gram sci. Não será televisionado.
György Lukács
UM DOS MAIS INTELIGENTES ESTRATEGISTAS, Gy örgy Lukács, absorveu o pensam ento de Kant, as técnicas de Hegel e term inou por aplicar sobre estas a filosofia m arxista em seu grau m ais avançado, dando a ela m usculatura estrutural e am pliando sua abrangência. Suas idéias são com o sofisticados labirintos cognitivos, arm adilhas com plexas que parasitam as m entes despreparadas e vicia raciocínios desde o seu nascedouro.
Utilizando sua erudição literária, buscava unificar um discurso crítico sobre a função da literatura com o form a de doutrinação. A literatura deve escancarar as contradições e preparar a consciência do indivíduo para a inevitável destruição da sociedade.
O húngaro Gy örgy Lukács é o m arxista m ais articulado e, portanto, o m ais perigoso, m as m esm o ele não resiste ao confronto com a realidade, esta dura parede contra a qual batem todos os m arxistas, até m esm o o m enos vulgar de todos eles.