Introdução à Nova Ordem Mundial
Olavo de Carvalho
Acredito que ainda restam algum as dúvidas sobre os atentados de 11 de setem bro de 2001, se não sobre os executores, ao m enos sobre os facilitadores. Mesm o diante destas dúvidas, interpretar o atentado com o um a m anobra am ericana m ostra-se m uito sim plista e até incoerente quando se com preende o atual panoram a político internacional e a necessidade de destruir a soberania dos EUA para a im plantação da Nova Ordem Mundial. E eu só aprendi isso quando encontrei um artigo do filósofo Olavo de Carvalho.
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Olavo de Carvalho
MEU ENCONTRO COM O TRABALHO de Olavo de Carvalho, em partes, pode ser sim bolizado pela m ais m anj ada das cenas do film e Matrix. Pela lente espelhada dos óculos de Morpheus, interpretado pelo ator Lawrence Fishburne, podem os ver Neo, ou ainda Mr. Anderson, o personagem de Keanu Reeves, sendo tentado com duas pílulas, estendidas sobre a palm a da m ão do negro de óculos e voz grave. Na m ão esquerda, a pílula azul, na outra a verm elha. Com o a Alice de Lewis Carrol, Neo deve escolher entre a pílula azul, que o levaria de volta à superfície, ou pegar a verm elha e seguir adiante na aventura do desconhecido.
Sei que Olavo de Carvalho restaurou Matrix à sua posição de sim ples ficção –
o “exemplo da bananeira”[ 1 ] –, retirando dele a im erecida aura de filosofia e verdade m ística, m as acontece que esta cena especificam ente serve de im agem para representar o curioso que percebe a aproxim ação da verdade e aceita o desafio de persegui-la, m esm o desconfiando que aquilo possa m etê-lo em um a encrenca.
Depois de um tem po lutando contra alguns artigos, sem pre contrariando as m inhas “verdades” com argum entos irrefutáveis porque baseados na realidade, ainda continuava resistindo, m as cada vez com m enos convicção.
A leitura de O Jardim das Aflições foi a gota d’água. Passei seis m eses debruçado sobre este livro, lendo, relendo, tom ando notas e confirm ando cada um a das inform ações, sem encontrar nenhum buraco. A fam osa frase atribuída a Churchill e a m uitos outros j á não saía da m inha cabeça: “diante de novos fatos, apenas os idiotas não m udam de idéia”.
Seguindo as orientações dos seus livros e artigos, descobri um a nova form a de obter conhecim ento e organizá-lo, talvez a única possível, que consiste em elevar a consciência da realidade m ediante o autoconhecim ento, e elim inar gradativam ente o lixo cultural, as bobagens, as frases vazias e as m entiras enraizadas na m ente e no espírito sabe-se lá desde quando.