Introdução à Nova Ordem Mundial

Alexandre Costa · Capítulo 54 de 81

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Introdução à Nova Ordem Mundial

Infantilização da sociedade

Um a sim ples com paração entre os best sellers das últim as décadas e seus correspondentes anteriores dem onstra que a decadência é gritante. O cinem a se apegou tanto a técnica que ela extrapolou suas funções e hoj e é responsável por m ais da m etade do “conteúdo” de um a obra. Efeitos especiais, tecnologias incríveis e m uito dinheiro possibilitaram realizar todos os sonhos dos diretores, sonhos inim agináveis há 20 anos. Na sétim a arte a queda tam bém se deve à dem asiada “ideologização” das histórias, que se transform aram em panfletos da Nova Ordem , sem se esquecer da nova geração de espectadores e realizadores, inculta e incapaz até de entender, quanto m ais conduzir roteiros de m aior densidade. Não consigo encontrar outros m otivos.

Sobre a televisão nem é preciso falar m uito. Mesm o sendo desde sem pre a m ais popular form a de entretenim ento e inform ação, não produziam lixo com tanta freqüência e não davam tanta im portância à doutrinação. O que era ruim ficou ainda pior.

Infantilização da sociedade

UMA COISA QUE ANDA ME ATAZANANDO é que percebo certa tendência nas produções que alcançam sucesso na indústria cultural. Vej o nelas um a tentativa por vezes discreta, outras m ais declaradas, de transform ar as pessoas em crianças. Com o não é possível infantilizar um adulto sem torná-lo um im becil, e com o a coisa tam bém funciona no sentido inverso, ou sej a, a im becilização transform a adulto em criança, esta tem sido a regra da com unicação de m assas.

Músicas, livros, film es, program as de televisão, revistas e j ornais que ganham prêm ios, dinheiro e destaque são exatam ente os m ais infantis, não apenas no sentido cronológico do term o, m as principalm ente no sentido intelectual. Um a m úsica explicitam ente pornográfica, im oral e vulgar, por exem plo, pode ser infantil ao extrem o – e quase sem pre o é.

A indústria cultural se esforça para garim par o que existe de pior sendo produzido em cada canto do m undo. Um a zapeada pela TV prova que as bobagens, fofocas, program as que falam de outros program as, hum or infantil e vulgaridades em burrecedoras estão em todos os canais de todas as redes, de todos os países, com um a hom ogeneidade im pressionante. Isso não é um a coincidência. É um a estratégia.

Na m úsica, cam po onde a destruição j á é com pleta, prom ovem lixo em form a de grunhidos, onom atopéias, som a corrida de vogais e quando m uito rim as forçadas, frases toscas e ingênuas. Os ritm os repetitivos e hipnóticos substituíram as m elodias, e hoj e praticam ente tudo que se produz de m úsica popular, e nesta categoria incluo todos os gêneros que são produzidos e divulgados por esta indústria, é lixo. O m esm o pode-se dizer dos estúdios de cinem a que gastam rios de dinheiro em tecnologia de ponta, roteiros irrelevantes, m ilhões de palavras de ordem e m ensagens sublim inares. Todos estes tentáculos pertencem a um a rede de em presas globais de propriedade do m esm o e seleto grupo de controladores dos im ensos conglom erados de m ídia. São estes os j uízes que selecionam o que deve ser a vontade do povo.