Introdução à Nova Ordem Mundial
Teoria da conspiração
Com o surgim ento do portal Mídia sem máscara, do program a True Outspeak e do Seminário de filosofia, Olavo de Carvalho am pliou significativam ente a dissem inação das inform ações acerca do panoram a político internacional, e suas análises m ostram -se tão essenciais que o colocam com o principal credor de todos os brasileiros que, com o eu, pretendem entender o que está acontecendo de fato nesse m undo cada dia m ais louco.
Tom ei conhecim ento de m uitas das inform ações que com põem este livro por m eio do trabalho de Olavo de Carvalho, o que não o torna, evidentem ente, responsável por erros ou im precisões contidas neste trabalho. A responsabilidade sobre qualquer bobagem encontrada nas páginas seguintes, portanto, é exclusivam ente m inha, e de m ais ninguém . E será corrigida assim que com provada.
Teoria da conspiração
UMA DAS ARMAS MAIS USADAS para evitar a resistência é a desqualificação. Desqualificar o adversário tem sido a fórm ula de dissim ulação preferida por falsários e espertalhões de toda espécie, que, diante da im possibilidade de refutar um a inform ação, recorrem ao recurso covarde de desqualificar o em issor para desviar o foco da discussão e fugir do confronto com a realidade.
O truque da desqualificação funciona ainda m elhor quando é planej ado com bastante antecedência. Se a sua eficácia é com provada quando utilizado com o reação, seu uso prem editado se aproxim a de ciência. Engenheiros sociais identificam o germ e de idéias prej udiciais aos seus proj etos e passam a desqualificar prem aturam ente o seu conteúdo e seus expoentes por m eio de várias artim anhas.
Film es, livros, program as de televisão e até m úsicas passam então a “espontaneam ente” ridicularizar hábitos, idéias e condutas que não estej am de acordo com interesses não declarados, que na m aioria das vezes até m esm o os autores desconhecem . Mesm o quando sutil, a estratégia é quase sem pre am pliar e distorcer características com uns aos indivíduos que diferem da m aioria por não aceitar passivam ente a doutrinação. Recorrem a exageros absurdos e insistem em clichês que acabam por m oldar o adversário ideal a ser com batido.
O rótulo de “teórico da conspiração” é um exem plo cristalino de com o a estratégia funciona. O fenôm eno é certam ente m ais antigo, m as pelo m enos desde a década de 1980 existem esforços enorm es para classificar com o paranóico todo aquele que desconfia das “verdades” decretadas ou consensuais. Ao longo destas décadas o estereótipo foi consolidado e o senso com um indica que todas as inform ações m uito diferentes do que a m ídia apresenta são teorias da conspiração saídas da cabeça de m alucos paranóicos e, portanto, estas idéias devem ser descartadas, seus defensores devem ser desprezados e, em alguns casos, m erecem ser presos ou até executados.
Frente a um a realidade diferente do esperado, inferior aos anseios ou m esm o quando oposta ao consenso, as pessoas tendem a reagir de duas m aneiras diferentes, que costum am corresponder a traços da sua personalidade e do seu caráter. A form a correta de reação, no m eu entender, é aquela que procura prim eiro com preender a m ensagem para então rem etê-la à experiência pessoal e à realidade. A outra form a de encarar o espanto de se deparar com um m undo diferente do que seus gurus insistem em repetir é desprezar a m ensagem antes m esm o de conhecê-la e, assim que possível, pregar-lhe o rótulo de “teoria da conspiração”. Para os prim eiros acredito que o livro possa ser útil de algum a form a.
Meu leitor ideal é aquele que busca a confirm ação ou refutação antes de form ar j uízo sobre a inform ação recebida. Tenho observado que as pessoas que pensam assim tendem a com preender m elhor, em m enos tem po e com m uito m ais profundidade.
[ 1 ] Explicação gravada durante o podcast Garganta de Fogo, do escritor Yuri Vieira. Disponível no YouTube.