Introdução à Nova Ordem Mundial

Alexandre Costa · Capítulo 76 de 81

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Introdução à Nova Ordem Mundial

A política e a opinião pública

A fundação de Soros financia a criação e a m anutenção dos m ais variados grupos esquerdistas ligados à com unicação com o a Free Press, um a ONG que quer a im plantação da regulam entação da m ídia e recentem ente prom oveu um a cam panha contra o colunista conservador Rush Lim baugh. As ligações de Soros com os m aiores m eios de com unicação dos EUA, com o The New York times, Washington post, The associated press, CNN e ABC, além de j ornalistas de renom e e influência na opinião pública internacional, são m antidas por m eio desta infindável rede de com unicação.Para se ter um a ideia da influência do Proj ect Sy ndicate na circulação de opiniões, basta citar alguns de seus colunistas: o próprio Soros, Tony Blair, Peter Singer, Mikhail Gorbachev, Ban-Ki-Moon, Kofi-Annan, Jim m y Carter, Richard Haass, presidente do Council Foreign Relations (CFR), além dos intelectuais Um berto Eco e econom istas com o Joseph E. Stiglitz, Jeffrey D. Sachs e presidentes do Parlam ento Europeu. Entre os brasileiros, ninguém m enos que o nosso garoto propaganda da liberação das drogas, Fernando Henrique Cardoso e o m inistro das relações exteriores, Antônio Patriota.

A política e a opinião pública

JÜRGEN HABERMAS SE REFERIA à esfera pública com o a instância de legitim ação da política, através da qual as ações públicas se j ustificam e dizem representar. Isso torna o seu controle um a necessidade para todo e qualquer m ovim ento que am bicione a hegem onia das consciências. Mas tanto Haberm as, enquanto m em bro da Escola de Frankfurt, quanto os engenheiros sociais do seu tem po, j á não acreditava tanto nas potencialidades da dem ocracia enquanto esfera de decisões populares. Isso fez com que crescesse nestes pensadores a noção da necessidade do controle das consciências para levar a sociedade aos rum os adequados conform e os m elhores ideais.

Essa dem ocracia utópica perm anece com o sím bolo auto-j ustificador na m ente das m assas, enquanto os intelectuais e políticos detêm os m eios que possibilitam as m udanças reais e por eles planej adas. Walter Lippm ann, o idealizador do CFR, recom endava:

Minha conclusão é que, para serem adequadas, as opiniões precisam ser

organizadas para a im prensa e não pela im prensa com o é o caso hoj e. Essa

organização eu concebo com o sendo em prim eira instância a função da

ciência política, que ganhou seu próprio lugar com o form uladora,

previam ente à real decisão, em vez de ser apologista, crítica, ou reportando

após a decisão ter sido tom ada. Tento indicar que as perplexidades do governo

e da indústria estão conspirando para dar à ciência política esta enorm e

oportunidade para enriquecer-se e servir ao público (Public Opinion, 1922).

O filósofo, j ornalista e professor Olavo de Carvalho cham a a atenção para a evidente uniform idade da m ídia ocidental nas últim as décadas. A opinião, segundo ele, aparece através das notícias e não m ais em editorias de opinião dos j ornais. Isso porque a verdadeira opinião, a única opinião realm ente livre, é a que vem de cim a, dos próprios detentores dos m eios de ação que servem de oráculo à interpretação dos fatos noticiados. Um a infinidade de estudos de psicologia social foi realizada para que a coisa chegasse a este ponto, dando origem às técnicas de controle social para a m anutenção de determ inados padrões de j ulgam ento e interpretação.

Grande parte das notícias atuais não busca m eram ente inform ar, m as fornecer um a base aparentem ente factual às opiniões geradas previam ente pelos engenheiros sociais. É fácil perceber que o viés sem pre esteve na seleção dos fatos, m as o que ocorre hoj e é a uniform ização dos enquadram entos das notícias ditada pelo que Stuart Hall cham a de “definidores prim ários”, isto é, aqueles que definem o ângulo dos fatos ao gerarem , eles próprios, os acontecim entos e as suas abordagens pré-fabricadas.

O m ais im pressionante de tudo isso ainda é o fato de ninguém m encionar a existência do Proj ect Sy ndicate, nem na m ídia, nem em estudos acadêm icos ou pesquisas institucionais, em bora o Proj ect sej a sim plesm ente a fonte opinativa m ais consultada e m ais influente do m undo.

CRISTIAN DEROSA & ALEX PEREIRA