Introdução à Nova Ordem Mundial

Alexandre Costa · Capítulo 16 de 81

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Introdução à Nova Ordem Mundial

Capítulo 4: Os círculos do poder

CAPÍTULO 4

OS CÍRCULOS DO PODER

Sociedades secretas

AS ENTIDADES QUE RECEBEM A ALCUNHA de sociedades secretas são na verdade, em sua m aioria, discretas. Sua existência não é negada, m as atenuada. O segredo fica por conta dos assuntos abordados pela cúpula da organização, e m esm o m em bros sem destaque só ficam sabendo do que acontece no topo da pirâm ide quando alguém sai de lá contando algum a coisa, o que apesar de não ser im possível é extrem am ente raro.

Um dos m ales da m odernidade, as sociedades secretas tiveram seu início visível logo após a Reform a Protestante e se enraizaram definitivam ente na política m undial entre os séculos XVII e XIX. Após a Revolução Francesa foram expandindo seu poder e desde as últim as décadas do século XX dom inam por com pleto os bastidores da política internacional. Sem a com preensão deste gigantesco e obscuro poder, que se estende por um a com plexa rede de influência e se cam ufla em decisões governam entais e em presariais, portanto, é im possível entender o que quer que sej a.

Fabian Society

EM SUAS MEMÓRIAS, DAVID ROCKEFELLER, o m em bro m ais destacado da terceira geração da fam ília, toca m uito superficialm ente na Sociedade Fabiana. Ao contrário das dezenas de páginas dedicadas às outras organizações, fundações, fundos, universidades e institutos sobre os quais os Rockefeller estendem seus tentáculos, esta entidade que teve seu avô com o um dos expoentes norte-am ericanos, recebeu m uito pouco destaque na autobiografia. A Fabian Society não é citada diretam ente, m as o ideal do socialism o fabiano está sutilm ente espalhado entre algum as conversas e aparece m ais ostensivam ente na tese sobre socialism o fabiano que defendeu em Harvard, em 1936.

Os socialistas fabianos, sob a liderança de Beatrice e Sidney Webb e contando tam bém com m em bros da elite intelectual britânica com o H.G. Wells e Bertrand Russell, tinham com o ideal oficial a provisão de um padrão m ínim o de sobrevivência com o direito fundam ental de todos, por m eio de um governo socialista m undial, de caráter totalitário, com as decisões relevantes sendo decididas por um a burocracia técnico-científica subordinada a um a espécie de aristocracia financeira.

Se nos obj etivos finais os fabianos e m arxistas m uito se parecem , na estratégia são opostos. Enquanto os barbudinhos querem logo o poder, sej a pela revolução, sej a pelo voto, os m agnatas usam a tartaruga com o sím bolo, tom am decisões de longo prazo, e aguardam pacientem ente os benefícios que serão usufruídos por seus netos.

O “Fabian” que deu título à sociedade tem relação a Fábio Máxim o, líder rom ano que deteve Aníbal, o Aniquilador, utilizando a estratégia da paciência, vencendo um exército em superioridade num érica utilizando um a guerra de desgaste que o deixou conhecido com o “cunctator”, ou “aquele que adia”, em latim .