Introdução à Nova Ordem Mundial
Dividir para conquistar
Cada aspecto da sociedade é analisado, proj etado e executado separadam ente, com o um a obra. A diferença é que no cam po social, ao contrário de um a construção civil, a m atéria-prim a é viva e possui um a dinâm ica que obriga o engenheiro a prever um a reação com o conseqüência de um estím ulo. A toda ação corresponde um a reação. Este dinam ism o é a grande dificuldade do negócio, m as é exatam ente neste estudo que se encontram m uitas m entes privilegiadas, vendendo suas análises e proj eções a peso de ouro. Tudo de form a discreta e m uitas vezes confidencial.
Cabe ao engenheiro social prever a reação que determ inado estím ulo terá na sua “m atéria-prim a”. Por m eio de experim entos sofisticados e caros, essa previsão passa a ser estatística e então é possível aj ustar reações às m etas, e alcançar obj etivos não declarados no estím ulo.
Essa engenharia social abrange as m ais diversas áreas, e atinge todas as condutas hum anas. Está na econom ia, na política, na cultura e, principalm ente, na educação.
Dividir para conquistar
UMA CARACTERÍSTICA EVIDENTE dos tem pos m odernos é a separação, a form ação de grupos, linhas, tribos, bandos, tendências e dem ais agrem iações dos m ais variados form atos e m ais diversos tem as, enfoques, m étodos etc..
É evidente que desde que o hom em é hom em existem aglom erados hum anos e deles sem pre decorrem subdivisões. O que ocorre de diferente em nosso tem po, cada vez com m ais freqüência, é um estranho incentivo para a divisão. Por todos os lados é possível notar esta característica quase fractal que parece se avolum ar desde a Reform a. No século XX essa tendência se firm ou e se am pliou consideravelm ente, em especial após a década de 50.
Na década de 50, por exem plo, parece ocorrer um a divisão m uito profunda, que influenciaria m uitas outras posteriores. Talvez pela prim eira vez na História um filho tem gostos m usicais radicalm ente diferentes dos seus pais. Para nós, que vivem os atualm ente num m undo de m odas efêm eras, fica realm ente estranho im aginar as m esm as m úsicas sendo tocadas por várias gerações.
Desinformação e burrice
DENTRO DA ESTRATÉGIA DE COMUNICAÇÃO, duas tarefas aparentem ente distantes se com plem entam na busca de obj etivos quase sem pre inconfessáveis em público. Para que a artim anha funcione é preciso que todas as aparências indiquem que as duas são inconciliáveis.
Por um lado, o profissional da desinform ação deve parecer absolutam ente independente e, se possível, deve dar evidências de que trabalha para um senhor distinto. Garantida a credibilidade do agente, ele passa a trabalhar com as inform ações obtidas pela espionagem de form a a influenciar decisões equivocadas no inim igo. O espião, por sua vez, percebe onde se encontram as fragilidades, as brechas e as inseguranças da vítim a e a Inteligência define qual será o foco da desinform ação, tendo em vista um resultado esperado.