Judiciário e economia no Brasil

Armando Castelar · Capítulo 14 de 33

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Judiciário e economia no Brasil

3.6. Impacto do mau funcionamento do judiciário

Tabela 3.6: Uso de mecanismos alternativos de proteção

 

É É Não é Sem Total

indispensável importante, importante Opinião

mas não

muito

Consultar regularmente Freq. 188 55 19 17 279 cadastros de devedores,

como SPC e Telecheque % 67,4 19,7 6,8 6,1 100,0

Dar preferência a clientes Freq. 161 107 9 2 279 ou a fornecedores

conhecidos % 57,7 38,4 3,2 0,7 100,0

Examinar como está, na Freq. 196 68 6 9 279 praça, a reputação do

interessado em % 70,3 24,4 2,2 3,2 100,0 determinado negócio

Exigir fiador Freq. 62 117 57 43 279

% 22,2 41,9 20,4 15,4 100,0

Exigir depósito prévio Freq. 29 109 87 54 279

% 10,4 39,1 31,2 19,4 100,0

Evitar fazer negócios com Freq. 69 75 69 66 279

o setor público % 24,7 26,9 24,7 23,7 100,0

 

3.6. Impacto do mau funcionamento do judiciário

 

3.6.1. Avaliação qualitativa

O mau funcionamento da justiça pode levar a um grande número de distorções na economia, como visto no primeiro capítulo. Na sétima questão, perguntamos aos empresários se em suas respectivas áreas de negócio um conjunto dessas distorções ocorria. Os resultados indicam que:

a. Aproximadamente metade dos entrevistados achou que o desempenho insuficiente do

judiciário levava os bancos a aumentarem seus spreads, as empresas a não implementarem ou a diminuírem o tamanho de muitos de seus projetos de investimento, e a não terceirizarem atividades diretamente relacionadas ao processo produtivo. Em todos os casos, no entanto, os entrevistados indicaram que o efeito não era forte.

b. Mais significante é a tendência de substituir mão de obra por equipamento, aceitar acordos

desfavoráveis, e não fazer negócios em estados com judiciários menos confiáveis.

c. Ainda mais forte é o efeito sobre a propensão das firmas a terceirizar atividades intensivas em

mão de obra (limpeza, segurança, etc.) e a triar seus parceiros de negócios.