Judiciário e economia no Brasil
3.7. Reação à melhoria de desempenho do judiciário
Não empregar trabalhadores, por achar que a Freq. 140 122 16 278
Justiça do Trabalho é parcial em favor dos % 50,4 43,9 5,8 100,0 trabalhadores?
Decidir fazer um investimento em um estado em vez Freq. 48 166 64 278 de outro por conta dos problemas com o judiciário
local % 17,3 59,7 23,0 100,0
Não realizar, ou realizar poucos negócios em Freq. 62 150 66 278
determinado estado? % 22,3 54,0 23,7 100,0
Não terceirizar determinada atividade por receio de Freq. 90 140 48 278 os fornecedores não cumprirem o contrato e a justiça
não prover recurso em tempo hábil? % 32,4 50,4 17,3 100,0
A não realizar, ou realizar poucos negócios com Freq. 134 97 47 278
empresas estatais ou a administração pública? % 48,2 34,9 16,9 100,0
3.7. Reação à melhoria de desempenho do judiciário
3.7.1 Reação qualitativa
A seguir, perguntamos se o entrevistado achava que a melhoria na qualidade do judiciário mudaria a decisão das firmas no que diz respeito à produção, ao investimento, ao emprego etc. A questão foi feita da seguinte maneira:
Suponhamos que fosse possível reformar o Judiciário brasileiro, tornando-o equivalente em termos
de agilidade, imparcialidade e custos à Justiça de países do Primeiro Mundo, incluindo-se aí sua
capacidade de fazer respeitar com rapidez as suas decisões. Além disso, a Justiça do Trabalho
perderia o poder que hoje tem de decidir sobre reajustes salariais e outros conflitos econômicos
entre empresas e empregados. Nesta hipótese – e em função apenas dessa melhoria no Judiciário
–, o senhor acreditaria que sua empresa estaria disposta a:
Tabela 3.9: Reação qualitativa ao aumento em eficiência
Não Sim, Sim, Sem Total
um bastante opinião
pouco
Aumentar seu volume de investimento Freq. 69 116 74 20 279
anual? % 24,7 41,6 26,5 7,2 100,0
Realizar negócios maiores c/ ou com Freq. 46 100 114 19 279
maior número de pessoas e empresas? % 16,5 35,8 40,9 6,8 100,0
Aumentar o número de empregados? Freq. 77 109 78 15 279
% 27,6 39,1 28,0 5,4 100,0
Não realizar um investimento que de outra Freq. 59 181 38 38 278
forma teria levado adiante? % 21,2 65,1 13,7 13,7 100,0
Não fazer negócio com determinada Freq. 139 109 30 30 278
pessoa ou empresa? % 50,0 39,2 10,8 10,8 100,0
Não empregar trabalhadores, por achar Freq. 140 122 16 16 278 que a Justiça do Trabalho é parcial em
favor dos trabalhadores? % 50,4 43,9 5,8 5,8 100,0
Decidir fazer um investimento em um Freq. 48 166 64 64 278 estado em vez de outro por conta dos
problemas com o judiciário local? % 17,3 59,7 23,0 23,0 100,0
Não realizar, ou realizar poucos negócios Freq. 62 150 66 66 278
em determinado estado? % 22,3 54,0 23,7 23,7 100,0
Não terceirizar determinada atividade por Freq. 90 140 48 48 278 receio de os fornecedores não cumprirem
o contrato e a justiça não prover recurso % 32,4 50,4 17,3 17,3 100,0 em tempo hábil?
A não realizar, ou realizar poucos Freq. 134 97 47 47 278 negócios com empresas estatais ou a
administração pública? % 48,2 34,9 16,9 16,9 100,0
Investir mais em outros estados? Freq. 138 56 33 52 279
% 49,5 20,1 11,8 18,6 100,0
Fazer mais negócios em outros estados? Freq. 114 72 49 44 279
% 40,9 25,8 17,6 15,8 100,0
Terceirizar uma maior parcela de suas Freq. 72 111 73 23 279
atividades? % 25,8 39,8 26,2 8,2 100,0
Realizar mais e maiores negócios com Freq. 69 90 77 43 279 empresas estatais e a administração
pública? % 24,7 32,3 27,6 15,4 100,0
Os resultados indicam que:
a. Haveria um aumento moderado no volume de investimento, no número de pessoas e firmas
com as quais as empresas negociam, no nível de emprego, na extensão do recurso à terceirização e no volume de negócios com o setor público, incluindo empresas estatais.
b. A decisão de se investir e/ou fazer negócios em outros estados não seria afetada de forma
significativa.
De maneira geral, as respostas indicam que haveria uma mudança nas práticas empresariais, mas que essa mudança não seria dramática. A produção seria afetada de forma mais significativa (positivamente) com um aumento menos acentuado no volume de investimentos e empregos.