Obras Posthumas

Nicolau Tolentino · Capítulo 12 de 63

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Obras Posthumas

Soneto XIII.

 

Podião ser felices meus amores

Quando por ouro o amor se não

vendia:

Já de palavras Nize desconfia,

Só crê ou em dinheiro, ou em

penhores.

Vio-me assaltado d'ancias, e temores

Quando na porta irada mão batia:

Por costume infeliz ella sabia

Que era algum dos cansados

acredores.

Forão-se os dias bemaventurados,

Em que só almas grandes, peitos

nobres,

Erão do Deus de amor

agazalhados:

Negro destino hoje preside aos pobres:

Poz termo a bella Nize aos seus

agrados,

Vendo esta bolça condemnada a

cobres.

 

Ao faustissimo dia da Inauguração da Estatua

Equestre d'El-Rey Fidelissimo o