Obras Posthumas
Soneto XIII.
Podião ser felices meus amores
Quando por ouro o amor se não
vendia:
Já de palavras Nize desconfia,
Só crê ou em dinheiro, ou em
penhores.
Vio-me assaltado d'ancias, e temores
Quando na porta irada mão batia:
Por costume infeliz ella sabia
Que era algum dos cansados
acredores.
Forão-se os dias bemaventurados,
Em que só almas grandes, peitos
nobres,
Erão do Deus de amor
agazalhados:
Negro destino hoje preside aos pobres:
Poz termo a bella Nize aos seus
agrados,
Vendo esta bolça condemnada a
cobres.
Ao faustissimo dia da Inauguração da Estatua
Equestre d'El-Rey Fidelissimo o