Obras Posthumas

Nicolau Tolentino · Capítulo 40 de 63

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Obras Posthumas

Mote.

Amor, para me prender.

Mil laços me foi tecer,

Laços vãos, que em vão me armou;

Provadas settas tirou,

Que hia em veneno ensopando;

Porém só me rendi quando

Os teus olhos me mostrou.

 

MOTE.

 

A minha felicidade.

 

GLOZA.

 

Cesse, ó Nize, o teu rigor:

Esse odio injusto reprime:

Perdem o nome de crime

Os crimes que faz amor.

Torne ao seu antigo ardor

A nossa antiga amizade:

Adoça a rigoridade

Do penoso estado meu,

E faze c'hum riso teu

A minha felicidade.