Obras Posthumas
Soneto XXIV.
Olhem que vai a contradança
errada.
Nervoso chispo, saborosas frutas
He fazenda que alli nunca governa:
Aquellas bocas andão sempre
enxutas.
Nunca mais alli tórno a fazer perna:
Quanto mais val o ir com quatro
trutas
Fazer huma função n'huma taberna.
Por occasião de estranharem ao Author hum
sonho que a ninguem offendia.
SONETO XXIV.
Atiça, ó moço, a moribunda chama
Dessa faminta, sordida candêa,
E encostado á parede cabecêa,
Posta de guarda ao pé da minha
cama.
Se o sono, que em meus olhos se
derrama,
E os languidos sentidos me
encadêa,
Tentar com sonhos esta pobre idéa,