Obras Posthumas

Nicolau Tolentino · Capítulo 21 de 63

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Obras Posthumas

Soneto XXIV.

Olhem que vai a contradança

errada.

Nervoso chispo, saborosas frutas

He fazenda que alli nunca governa:

Aquellas bocas andão sempre

enxutas.

Nunca mais alli tórno a fazer perna:

Quanto mais val o ir com quatro

trutas

Fazer huma função n'huma taberna.

 

Por occasião de estranharem ao Author hum

sonho que a ninguem offendia.

 

SONETO XXIV.

 

Atiça, ó moço, a moribunda chama

Dessa faminta, sordida candêa,

E encostado á parede cabecêa,

Posta de guarda ao pé da minha

cama.

Se o sono, que em meus olhos se

derrama,

E os languidos sentidos me

encadêa,

Tentar com sonhos esta pobre idéa,