Obras Posthumas

Nicolau Tolentino · Capítulo 39 de 63

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Obras Posthumas

Gloza.

 

Deos de Amor, sempre a ventura

De tuas mãos pendente vi:

Tu pódes tudo; sem ti

Nada no mundo figura.

Recolhe da terra dura

Fructo immenso o Lavrador;

Mas occulto dissabor

No fundo da alma lhe diz,

Que não chega a ser feliz

Quem não chega a ter amor.

 

MOTE.

 

Amor para me prender

Os teus olhos me mostrou.

 

GLOZA.

 

Mil bellezas me fez vêr,

Porque alguma me rendesse,

Não sabia o que fizesse