Obras Posthumas
Mote.
Cantarei alegres penas,
Que cercão meu coração.
GLOZA.
Que eu cante alegre me ordenas?
Que cruel, que dura Lei!
Porém obedecerei,
Cantarei alegres penas:
Por todo o modo envenenas
A minha infeliz paixão;
Tu déras valor á acção
De eu affectar alegrias,
Se visses as agonias
Que cercão meu coração.
MOTE.
Nada no mundo figura,
Quem não chega a ter amor.