Obras Posthumas

Nicolau Tolentino · Capítulo 38 de 63

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Obras Posthumas

Mote.

 

Cantarei alegres penas,

Que cercão meu coração.

 

GLOZA.

 

Que eu cante alegre me ordenas?

Que cruel, que dura Lei!

Porém obedecerei,

Cantarei alegres penas:

Por todo o modo envenenas

A minha infeliz paixão;

Tu déras valor á acção

De eu affectar alegrias,

Se visses as agonias

Que cercão meu coração.

 

MOTE.

 

Nada no mundo figura,

Quem não chega a ter amor.