Obras Posthumas

Nicolau Tolentino · Capítulo 13 de 63

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Obras Posthumas

Soneto XIV.

Senhor D. José I.

 

SONETO XIV.

 

Em quanto o Reino cheio de ternura

Ao grande Bemfeitor te ha

consagrado,

E respeita aos teus pés ajoelhado

O Rey Augusto de quem és figura:

Em quanto os que me vencem em

ventura

Abrindo o antigo cofre chapeado,

Mandão de prata, e d'ouro

recamado

Entretecer a rica vestidura:

Eu que não tenho desta louçania,

De outra sem pejo sahirei

composto,

Que não cede á mais fina pedraria.

São ternissimas lagrimas de gosto:

Nem infama o triunfo deste dia

Quem põe por gala o coração no

rosto.

 

Descripção de Badajoz.