Obras Posthumas

Nicolau Tolentino · Capítulo 48 de 63

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Obras Posthumas

Mote.

A Liberdade ultrajada

Lança-me a revez a vista;

Risca-me da honrada lista,

E chama-me escravo irada.

Não crimines indignada

Esta nobre sujeição.

Arrastro o ferreo grilhão;

Mas por quem? Por Nize bella.

Ah! sim te deixo por ella;

Mas com discreta eleição.

 

MOTE.

 

Toda a Mulher he perjura.

 

GLOZA.

 

Triste solitario freixo,

Mais triste do que eras d'antes,

Conta, conta aos caminhantes

A razão com que eu me queixo.

Em teu tronco escrita deixo

Minha funesta aventura:

Reconta esta historia dura,

Por que veja quem a ler,

Que depois de Armida o ser

Toda a Mulher he perjura.