Obras Posthumas
Mote.
A Liberdade ultrajada
Lança-me a revez a vista;
Risca-me da honrada lista,
E chama-me escravo irada.
Não crimines indignada
Esta nobre sujeição.
Arrastro o ferreo grilhão;
Mas por quem? Por Nize bella.
Ah! sim te deixo por ella;
Mas com discreta eleição.
MOTE.
Toda a Mulher he perjura.
GLOZA.
Triste solitario freixo,
Mais triste do que eras d'antes,
Conta, conta aos caminhantes
A razão com que eu me queixo.
Em teu tronco escrita deixo
Minha funesta aventura:
Reconta esta historia dura,
Por que veja quem a ler,
Que depois de Armida o ser
Toda a Mulher he perjura.