Obras Posthumas

Nicolau Tolentino · Capítulo 14 de 63

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Obras Posthumas

Soneto XV.

 

Passei o Rio, que tornou atraz,

Se acaso he certo o que Camões

nos diz,

Em cuja ponte hum bando de

Aguazis

Registrão tudo quanto a gente traz.

Segue-se hum largo, em frente delle

jaz

Longa fileira de baiucas vís:

Cigarro acezo, fumo no nariz,

He como a companhia alli se faz.

A cidade por dentro he fraca rez,

As moças põem mantilhas, e andão

sós,

Tem boa cara; mas não tem bons

pés.

Isto, coifas de prata, e de retroz,

E a cada canto hum sórdido

Marquez,

Foi tudo quanto vi em Badajoz.

 

Á Serenissima Princeza entrando no banho.

 

SONETO XVI.