Vetores da doença de Chagas no Brasil
Transporte
da mesma. Nesse caso, o espécime deverá ser retirado da amostra
e, posteriormente identificado sob microscópio estereoscópico com
auxílio de chave de identificação taxonômica.
Transporte
Para o transporte os triatomíneos serão alojados em um ambiente
novo e estranho, assim sendo, para garantir o bem-estar desses
insetos, devem ser cumpridos obrigatoriamente, uma série de
critérios que visam à integridade e a segurança da(s) amostra(s)
capturada(s).
A embalagem deve estar constituída de dois componentes: 1) um
recipiente primário e 2) uma embalagem secundária externa rígida.
Essas embalagens deverão garantir a segurança de quem
manuseio os volumes. Todos os recipientes devem ser de fácil
manuseio e acomodação. É fundamental o uso de dispositivos de
inviolabilidade por meio de fitas, etiquetas ou lacres propriamente
ditos.
Recipiente primário
Os triatomíneos devem ser sempre transportados em recipiente
primário fechado e de boa qualidade. É essencial que seja bem
construído e com tampa de rosca, de modo a prevenir qualquer
perda e/ou fuga dos insetos, em condições normais de transporte.
O recipiente primário deve ser confeccionado de material não tóxico,
sendo capaz de manter o inseto dentro o tempo todo. À parte de
dentro deve oferecer espaço suficiente para que o mesmo se
movimente de maneira natural. As espécies capturadas, na natureza
são maiores, em relação às criadas e mantidas em insetários,
portanto necessitam de um espaço maior para acomodação. Para
aumentar a superfície de contato e preservar a umidade, no interior
do recipiente devem ser colocados pedaços de papel-filtro, dobrados em forma de “sanfonas”. O fundo do recipiente também
deve ser coberto com papel para absorver as fezes que são
eliminadas, durante o transporte. O interior do recipiente primário
deve apresentar superfícies lisas, planas e arredondadas, a fim de
evitar danos às estruturas taxonômicas. Preferencialmente, podem
ser utilizados materiais como plástico rígido ou madeira. A tampa
deverá possuir pequenos orifícios, de forma a possibilitar a entrada
de ar no interior do recipiente e impedir a fuga dos insetos qualquer
que seja o estádio evolutivo. Portanto, o recipiente primário deve: 1)
impedir que os insetos saiam; 2) oferecer proteção no manuseio; 3)
evitar picadas e 4) não causar dano ao triatomíneo (Figura 10.8).
Figura 10.8: Embalagem primária contendo um triatomíneo vivo. Para cada espécie deverá ser calculada a quantidade mínima de