Vetores da doença de Chagas no Brasil

Cleber Galvão · Capítulo 35 de 65

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Vetores da doença de Chagas no Brasil

Transporte

da mesma. Nesse caso, o espécime deverá ser retirado da amostra

e, posteriormente identificado sob microscópio estereoscópico com

auxílio de chave de identificação taxonômica.

 

Transporte

 

Para o transporte os triatomíneos serão alojados em um ambiente

novo e estranho, assim sendo, para garantir o bem-estar desses

insetos, devem ser cumpridos obrigatoriamente, uma série de

critérios que visam à integridade e a segurança da(s) amostra(s)

capturada(s).

 

A embalagem deve estar constituída de dois componentes: 1) um

recipiente primário e 2) uma embalagem secundária externa rígida.

Essas embalagens deverão garantir a segurança de quem

manuseio os volumes. Todos os recipientes devem ser de fácil

manuseio e acomodação. É fundamental o uso de dispositivos de

inviolabilidade por meio de fitas, etiquetas ou lacres propriamente

ditos.

 

Recipiente primário

 

Os triatomíneos devem ser sempre transportados em recipiente

primário fechado e de boa qualidade. É essencial que seja bem

construído e com tampa de rosca, de modo a prevenir qualquer

perda e/ou fuga dos insetos, em condições normais de transporte.

 

O recipiente primário deve ser confeccionado de material não tóxico,

sendo capaz de manter o inseto dentro o tempo todo. À parte de

dentro deve oferecer espaço suficiente para que o mesmo se

movimente de maneira natural. As espécies capturadas, na natureza

são maiores, em relação às criadas e mantidas em insetários,

portanto necessitam de um espaço maior para acomodação. Para

aumentar a superfície de contato e preservar a umidade, no interior

do recipiente devem ser colocados pedaços de papel-filtro, dobrados em forma de “sanfonas”. O fundo do recipiente também

deve ser coberto com papel para absorver as fezes que são

eliminadas, durante o transporte. O interior do recipiente primário

deve apresentar superfícies lisas, planas e arredondadas, a fim de

evitar danos às estruturas taxonômicas. Preferencialmente, podem

ser utilizados materiais como plástico rígido ou madeira. A tampa

deverá possuir pequenos orifícios, de forma a possibilitar a entrada

de ar no interior do recipiente e impedir a fuga dos insetos qualquer

que seja o estádio evolutivo. Portanto, o recipiente primário deve: 1)

impedir que os insetos saiam; 2) oferecer proteção no manuseio; 3)

evitar picadas e 4) não causar dano ao triatomíneo (Figura 10.8).

 

Figura 10.8: Embalagem primária contendo um triatomíneo vivo. Para cada espécie deverá ser calculada a quantidade mínima de