A Grande Gripe

John M. Barry · Capítulo 39 de 43

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A Grande Gripe

Agradecimentos

 

A , devia ser a história simples e clara da epidemia mais mortífera da história da humanidade, contada a partir das perspectivas tanto dos cientistas que tentaram vencê-la quanto dos líderes políticos que tentaram enfrentá-la. Achei que levaria dois anos e meio para escrever o livro, três no máximo.

Meu plano não deu certo. Em vez disso, levei sete anos. Ele

evoluiu (e, espero, de forma positiva) e acabou virando algo bem diferente do que eu havia originalmente concebido.

Demorei tanto tempo, em parte, porque parecia impossível

escrever a respeito dos cientistas sem explorar a natureza da medicina norte-americana naquela época, pois os cientistas neste livro não resumiram seus trabalhos a pesquisas de laboratório. Eles mudaram a própria natureza da medicina nos Estados Unidos.

Além disso, encontrar material a respeito da epidemia revelou-

se tarefa extremamente difícil. Foi fácil encontrar histórias de mortes, mas meus interesses sempre se concentraram naqueles que tentaram exercer algum tipo de controle durante os acontecimentos. E essas pessoas estavam ocupadas em excesso, sobrecarregadas em excesso para se preocupar em manter registros.

Ao longo desses sete anos, contei com a ajuda de muitas

pessoas. Algumas compartilharam suas pesquisas comigo e me ajudaram a encontrar material; outras me ajudaram a compreender o vírus influenza e a doença por ele provocada; algumas deram sugestões para o manuscrito. Nenhuma, claro, é responsável por qualquer erro ou omissão, quer factuais ou de julgamento neste livro. (Não seria divertido ler, pelo menos uma vez, agradecimentos nos quais o autor culpasse quem o ajudou pelos possíveis erros?)

Dois amigos, Steven Rosenberg e Nicholas Restifo, do

National Cancer Institute [Instituto Nacional do Câncer], me ajudaram a compreender como um cientista aborda um problema, leram trechos do manuscrito e fizeram comentários. Assim como Peter Palese, do Mount Sinai Medical Center em Nova York, um dos maiores especialistas mundiais no vírus influenza, que me concedeu, de maneira muito generosa, seu tempo e seu conhecimento. Robert Webster, do St. Jude Medical Center, como Palese, um líder mundial na pesquisa do vírus influenza, ofereceu suas opiniões — e também críticas. Ronald French conferiu o manuscrito com o objetivo de verificar a exatidão quanto ao progresso clínico da doença. Vincent Morelli me apresentou a Warren Summers que, em conjunto com todo o departamento de estudos pulmonares da Louisiana State University Health Sciences Center em Nova Orleans, me ajudou a entender muito do que acontece no pulmão durante um ataque do vírus; Warren demonstrou extrema paciência e inúmeras vezes se mostrou prestativo. Mitchell Freidman, da Tulane Medical School, também me explicou os fenômenos ocorridos no pulmão.

Jeffrey Taubenberger, do Armed Forces Institute of Pathology

[Instituto de Patologia das Forças Armadas], manteve-me a par de suas últimas descobertas. John Yewdell, do National Institutes of Health, também muito explicou acerca do vírus. Robert Martensen, do Tulane, fez valiosas sugestões quanto à história da medicina. Alan Kraut, da American University, também leu e comentou parte do manuscrito.

Quero agradecer em especial a John MacLachlan, do Tulane-

Xavier Center for Bioenvironmental Research [Centro Tulane-Xavier de Pesquisas Bioambientais], que ajudou muitíssimo a tornar este livro possível. William Steinmann, chefe do Center for Clinical Effectiveness and Life Support [Centro de Eficácia Clínica e Suporte à Vida] do Tulane Medical Center, generosamente cedeu seu escritório, seu conhecimento a respeito da doença e sua amizade.

Todos os citados acima são médicos com mestrado em

medicina ou doutorado, ou ambos. Sem sua assistência eu ficaria perdido tentando entender minha própria tempestade de citocinas.

Quem escreve livros sempre dedica agradecimentos aos

bibliotecários e aos arquivistas. E com toda razão. Sem exceção, todos da Rudolph Matas Medical Library da Tulane University foram de extraordinária ajuda para mim, mas Patsy Copeland merece, com certeza, menção especial. Bem como Kathleen Puglia, Sue Dorsey e Cindy Goldstein.

Também quero agradecer a Mark Samels do American

Experience, apresentado no canal de televisão WGBH, que viabilizou todo o material recolhido para o seu programa sobre a pandemia; a Janice Goldblum, da National Academy of Sciences [Academia Nacional de Ciência], que não apenas fez o seu trabalho, mas superou todas as expectativas; a Gretchen Worden, do Mutter Museum na Filadélfia; a Jeffrey Anderson, então aluno de pós-graduação em Rutgers, e a Gery Gernhart, então aluno de pós-graduação na American University — ambos me ofereceram as próprias pesquisas; e a Charles Hardy, da West Chester University, que me ofereceu as histórias orais que havia reunido; e a Mitch Yockelson, do National Archives, que me beneficiou com o seu conhecimento. Eliot Kaplan, então editor da Philadelphia Magazine, também apoiou o projeto. Também quero agradecer a Pauline Miner e a Catherine Hart do Kansas. Pela ajuda com as fotos, meus especiais agradecimentos vão para Susan Robbins Watson, da American Red Cross [Cruz Vermelha americana], Lisa Pendergraff, da Dudley Township Library no Kansas, Andre Sobocinski e Jan Herman do Bureau of Navy Medicine, Darwin Stapleton dos arquivos da Rockefeller University, e Nancy McCall encarregada dos arquivos na Alan Mason Chesney da Johns Hopkins. Também quero agradecer a Pat Ward Friedman por sua informação a respeito do avô.

Agora chegamos à minha editora, Wendy Wolf. Ainda que este

seja apenas o meu quinto livro, se incluir os artigos para revistas, devo ter trabalhado com literalmente dezenas de editores. Wendy Wolf se destaca. Ela edita ao estilo antigo: ela trabalha a edição. Neste manuscrito, ela trabalhou com particular afinco, e trabalhar com ela tem sido um prazer. É a pura verdade dizer que este livro — com suas qualidades e seus defeitos (espero que com mais qualidades) — não existiria sem ela. Também gostaria de agradecer a Hilary Redmon por seu empenho, sua confiabilidade e assessoria em geral.

Meus agradecimentos também a meu agente, Raphael

Sagalyn, o melhor profissional do mundo. Tive muitos editores, mas apenas um agente, um fato que fala por si.

Por fim, agradeço a minha brilhante mulher, Margaret Anne

Hudgins, que me ajudou de diversas maneiras, que nem cabem ser enumeradas, tanto em termos conceituais quanto particulares — mas, especialmente, por ser quem é. E ainda tem os primos.