A Grande Gripe

John M. Barry · Capítulo 40 de 43

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A Grande Gripe

Fotografias

1. William Henry Welch, o indivíduo mais poderoso da história da medicina

americana e um dos mais experientes. Um colega cauteloso disse que ele

podia “transformar a vida dos homens com um movimento de seu pulso”.

Quando Welch pela primeira vez presenciou autópsias de vítimas da gripe,

ficou preocupado: “Este deve ser um novo tipo de infecção ou peste.”

2. Welch e John D. Rockefeller Jr. (à direita) criaram o Rockefeller Institute for Medical Research [Instituto Rockefeller para Pesquisa Médica], sem dúvida a

melhor instituição de pesquisa científica do mundo. Simon Flexner (à

esquerda), um pupilo de Welch, foi o primeiro chefe do instituto; ele disse certa

vez que ninguém poderia administrar uma instituição a menos que tivesse a

capacidade de ser cruel.

3. Em 1910, sem usar antibióticos, Flexner reduziu para 18 a taxa de

mortalidade das meningites bacterianas mais comuns. Hoje, com antibióticos,

a taxa de mortalidade é de 25%.

4. Um denso crescimento de células epiteliais em forma de floresta cobre uma

traqueia de camundongo saudável.

5. Apenas 72 horas após a infecção, o vírus da gripe transforma a mesma área em um deserto árido e sem vida. Os glóbulos brancos patrulham a área,

tarde demais.

6. Primeiro, o vírus varreu as bases militares, onde os homens estavam aglomerados, apesar das objeções de Welch e do cirurgião do exército,

William Gorgas. Este é um hospital de emergência do exército, provavelmente

uma ala de convalescentes.

7. O chefe de saúde pública do exército, general William Gorgas, estava

decidido que aquela seria a primeira guerra em que morreriam menos

soldados americanos de doença do que em combate.

8. Rupert Blue, o chefe de saúde pública civil do Serviço de Saúde Pública dos

EUA, era um mestre burocrata, mas não foi capaz de advertir, buscar

informações antecipadas a respeito ou se preparar para a epidemia.

9. Massachusetts foi o primeiro estado a sofrer um grande número de mortes

de civis. Este é um hospital em Lawrence.

10. Na Filadélfia, o número de mortos rapidamente superou a capacidade da

cidade de lidar com os cadáveres. As vítimas passaram a ser enterradas sem

caixões, em valas comuns. Logo começaram a usar máquinas a vapor para

cavar as valas.

11. Cartazes e folhetos espalhavam avisos e conselhos. Também espalhavam

o terror.

12. Cartazes e folhetos espalhavam avisos e conselhos. Também espalhavam

o terror.

13. As duas mensagens nesta fotografia — a máscara protetora e o

patriotismo do policial — expõem um conflito de interesses entre funcionários

públicos.

14. Todos os trabalhadores da cidade de Nova York usavam máscaras.

Observe a ausência de tráfego na rua e de pedestres na calçada. As mesmas

ruas silenciosas foram vistas em toda parte. Na Filadélfia, um médico disse: “A

vida da cidade quase parou.”

15. Oswald T. Avery como soldado, quando o Rockefeller Institute se tornou o

Laboratório Auxiliar Número Um do exército.

16. Avery no fim da vida. Persistente e tenaz, ele disse: “A decepção é o meu pão de cada dia. Eu prospero com ela.” Welch pediu que Avery descobrisse a

causa da gripe. Seu trabalho sobre a gripe e a pneumonia acabaria por levá-lo

a uma das mais importantes descobertas científicas do século XX.

17. William Park transformou os laboratórios municipais de Nova York em

instituições de pesquisa de primeira categoria. Sua rigorosa disciplina

científica, quando combinada com o temperamento mais criativo de Anna

Williams, levou a avanços dramáticos, incluindo o desenvolvimento de uma

antitoxina diftérica, ainda em uso. A Academia Nacional de Ciências esperava

que eles pudessem desenvolver um soro ou vacina contra a gripe.

18. Anna Wessel Williams foi provavelmente a principal bacteriologista do

mundo. Era uma mulher solitária que nunca se casou e que dizia para si

mesma que preferia “o descontentamento à felicidade por falta de

conhecimento” e se perguntava “se valeria a pena fazer um esforço para ter

amigos e, nesse caso, como fazê-los?”. Desde pequena, ela sonhava “em ir a

lugares. E esses [...] sonhos selvagens raramente eram concebidos por

qualquer outra criança.”

19. O vírus se espalhou inexoravelmente por todo o país. Aqui, enfermeiros e

médicos da marinha aguardam o ataque.

20. Os comandantes militares tentaram proteger os homens saudáveis; na ilha

de Mare, em San Francisco, lençóis eram pendurados nos quartéis para

proteger os homens da respiração uns dos outros.

21. Na maioria das cidades, todas as aglomerações foram proibidas e todos

os locais públicos de reunião — igrejas, escolas, teatros e bares — foram fechados. A maioria das igrejas simplesmente cancelou os serviços, mas esta,

na Califórnia, se reuniu ao ar livre, uma violação técnica da ordem de

isolamento, mas uma resposta à necessidade de orar da congregação.

22. Rufus Cole, cientista do Rockefeller Institute, que liderou o bem-sucedido

esforço para desenvolver uma vacina e um tratamento contra a pneumonia

pouco antes do início da epidemia. Ele também fez do Hospital do Rockefeller

Institute um modelo de como a pesquisa clínica deve ser conduzida, inclusive

nos Institutos Nacionais de Saúde.

23. Assim como vários outros lugares, Seattle tornou-se uma cidade

mascarada. Voluntários da Cruz Vermelha confeccionaram dezenas de

milhares de máscaras. Todos os policiais as usavam. Soldados marchavam

mascarados pelo centro da cidade.

24. Assim como vários outros lugares, Seattle tornou-se uma cidade

mascarada. Voluntários da Cruz Vermelha confeccionaram dezenas de

milhares de máscaras. Todos os policiais as usavam. Soldados marchavam

mascarados pelo centro da cidade.

25. Assim como vários outros lugares, Seattle tornou-se uma cidade

mascarada. Voluntários da Cruz Vermelha confeccionaram dezenas de

milhares de máscaras. Todos os policiais as usavam. Soldados marchavam

mascarados pelo centro da cidade.

26. Mais de um cientista chamou Paul A. Lewis de “o homem mais brilhante

que já conheci”. Em 1908, quando ainda era um jovem pesquisador, ele

provou que a poliomielite era causada por um vírus e criou uma vacina que se

revelou 100% eficaz na proteção de macacos. Passaria meio século até que

uma vacina contra a poliomielite pudesse proteger o ser humano. Ele também

foi um dos principais pesquisadores da causa, da cura e da prevenção contra

a gripe. Por fim, sua ambição de investigar doenças custaria-lhe a vida.

27. No final da década de 1920, Richard Shope, pupilo de Lewis, descobriu

uma pista crucial na pesquisa da causa da gripe. Enquanto Lewis estava nas

florestas brasileiras para investigar a febre amarela, Shope continuou a sua

pesquisa sobre a gripe. Ele foi o primeiro a provar que um vírus causava a

doença.