Galatéa

António Joaquim de Carvalho · Capítulo 28 de 40

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Galatéa

Galatéa.

Inda o teu Ácis dos teus olhos vive.

 

GALATÉA.

Ah! Que vejo! Ácis! Ceos! Será mentira?

 

ÁCIS.

He verdade; o teu Ácis sou: respira.

 

GALATÉA.

Oh Providentes Ceos! Deoses Clementes, Que assim curais as chagas dos viventes.

 

ÁCIS.

Tu choras! He de gosto, ou de agonia?

 

GALATÉA.

Chorei de magoa, agora de alegria.

 

ÁCIS.

Tu choravas por mim! Mereço eu tanto?

 

GALATÉA.

Vê bem o estrago, que em mim fez o pranto. Estes olhos, que tu chamavas bellos, Hoje magoados fugirás de vêllos.