Galatéa

António Joaquim de Carvalho · Capítulo 38 de 40

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Galatéa

Galatéa.

Eu pude da seta

Salvar o meu peito;

Não quiz: puz-me a geito,

Deixei-a entranhar.

Taes laços, taes setas

Devemos Beijar.

 

GALATÉA.

Depois de ferir-me

Mostrou-me as algêmas;

E diz-me; "Não temas

"Quando eu tas lançar.

Taes laços, taes setas

Devemos beijar.

 

ÁCIS.

Ferir-me, prender-me

Não era preciso,

Bastava hum teu riso:

Hum teu brando olhar.

Taes laços, taes setas

Devemos beijar.

 

GALATÉA.

Amor, abre as azas

Vem, prende estes braços,

Que os teus doces laços

Não hei de quebrar.

Taes laços, taes setas

Devemos beijar.

 

Á