Lady Susan

Jane Austen · Capítulo 14 de 36

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Lady Susan

XIV - O Sr. De Courcy à sir Reginald

Tam pouco pude, portanto, rechaçar o oferecim ento de seu pai para que m e lesse. Assim foi com o soube, para m eu desgosto, de todos seus tem ores com relação a seu irm ão. Tinha a intenção de escrever ao Reginald eu m esm a, enquanto m eus olhos m e perm itissem , advertindo-o do perigo de um a relação íntim a com um a m ulher tão ardilosa com o lady Susan, para um j ovem de sua idade e suas expectativas. Queria, além disso, recordar-lhe que estam os bastante solitários neste m om ento e que o necessitam os para nos alegrar o ânim o durante as longas tardes de inverno. Se isso tivesse servido para algo, nunca saberem os agora, m as estou m uito desgostada que sir Reginald não saiba nada de um assunto que j á tem íam os ia lhe causar grande desgosto. Com preendeu todos seus tem ores assim que leu sua carta e estou certa que não tirou da cabeça após. Escreveu im ediatam ente ao Reginald um a carta longa sobre o tem a, solicitando um a explicação sobre o que era havia dito lady Susan para contradizer as escandalosas inform ações anteriores.

Sua resposta chegou esta m anhã e lhe a envio anexa porque acredito que te interessará vê-la. Eu gostaria que fora m ais satisfatória, m as parece ter sido escrita com tanta decisão para ter em boa opinião a lady Susan que suas afirm ações no referente ao m atrim ônio e todo isso não tranquilizam -m eo coração. Faço tudo o que posso, entretanto, para apaziguar a seu pai e sem dúvida está m ais receoso desde que Reginald escreveu esta carta. Que fastidioso resulta, m inha querida Catherine, que esta convidada inoportuna não só nos im peça de nos ver no Natal, m as tam bém , além disso, sej a causa de desgosto e conflito! Beij e aos m eninos de m inha parte.

Sua m ãe que te quer,C. De Courcy

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XIV - O Sr. De Courcy à sir Reginald

Churchill

Meu caro senhor,

Neste m om ento, acabo de receber sua carta que m e encheu que assom bro com o nunca antes m e tinha ocorrido.

Suponho que é graças à representação que m inha irm ã tem feito de m im que fiquei sob luz tão desfavorável a seus olhos e causou tanto alarm e. Não entendo por que decidiu preocupar-se e preocupar a sua fam ília, suspeitando um fato que ninguém exceto ela m esm a, estou certo disso, concebeu com o possível. Im putar essa intenção a lady Susan seria arrebatar essa excelente sutileza que seus inim igos m ais acérrim os nunca negaram nela.

Igualm ente, m uito baixas deveriam ficar m inhas pretensões razoáveis de suspeitar que albergo propósitos m atrim oniais em m eu com portam ento para com ela. A diferença de idade é um a obj eção insuperável e lhe rogo m eu apreciado senhor, que se tranquilize e não alim ente m ais suspeita que alterem tanto sua própria paz, com o a relação entre nós.

Não pode ser outra m inha intenção, ao perm anecer com lady Susan, que a de desfrutar durante um breve período (tal com o o expressaste bem ) da conversa de um a m ulher com grandes qualidades m entais. Se a senhora Vernon adm itisse um pouco do afeto que dispensei a ela e a seu m arido durante m inha estadia, seria m ais j usta com todos nós. Mas m inha irm ã está prevenida contra lady Susan sem convicção.

Pelo afeto que une a seu m arido, que em si m esm o honra a am bos, não pode perdoar os esforços que lady Susan fez para evitar seu m atrim ônio. Atribuíram -se a seu egoísm o, m as neste caso, com o em m uitos outros, o m undo difam ou a essa dam a, no caso, os m otivos de sua conduta for a equivocados.

Lady Susan tinha ouvido algo m aterialm ente tão inconveniente sobre m inha irm ã que se persuadiu de que a felicidade do Sr. Vernon, ao qual sem pre se sentiu m uito unida, ficaria destroçada pelo m atrim ônio. É esta circunstância, que explica o verdadeiro m otivo do com portam ento de lady Susan e invalida toda a culpa que se lhe atribui. Deve servir para nos convencer do pouco crédito que terá que dar às inform ações sobre outras pessoas em geral, posto que nenhum com portam ento, por m uito reto que sej a, pode escapar à calúnia. Se m inha irm ã, na segurança de seu retiro, com tão poucas oportunidades de ser tentada pelo m al, não pôde evitar a censura, não devem os condenar apressadam ente a aquelas pessoas que, vivendo no m undo e rodeadas de tentações, são acusadas de enganos que se sabe que poderiam chegar a com eter.

Culpo-m e com severidade a m im m esm o de ter acreditado tão facilm ente nas histórias difam atórias inventadas pelo Charles Sm ith contra lady Susan, pois que agora sei com o a caluniaram . Quanto aos ciúm es da senhora Manwaring, é algo absolutam ente inventado por ele e seu relato de com o ela se aproxim ou do pretendente da senhorita Manwaring tinha ainda m enos fundam ento.

Essa j ovenzinha tinha induzido sir Jam es Martin a lhe dar um pouco de atenção e, sendo um hom em rico, era fácil entender que os planos dela incluíam o m atrim ônio. Bem sabido é que a senhorita Manwaring anda abertam ente à caça de um m arido e ninguém pode, portanto, com padecê-la por não poder aproveitar um a oportunidade para fazer desgraçado a um hom em de m érito, devido ao superior atrativo de outra m ulher. Lady Susan não pretendia nem de longe essa conquista e, ao saber quanto afetava à senhorita Manwaring a indiferença de seu apaixonado, decidiu, apesar dos rogos do senhor e da senhora Manwaring, deixar a fam ília.

Não tenho m otivos para acreditar que ela recebesse propostas por parte de sir Jam es, m as o fato de que partisse im ediatam ente de Langford, ao descobrir a relação dele com a senhorita Manwaring, faz que qualquer m ente honesta tenha que absolvê-la de qualquer acusação. Estou certo que acreditará que tudo isto é certo e que, a partir de agora, saberá fazer j ustiça com as qualidades de um a m ulher seriam ente prej udicada em sua reputação.