Lady Susan

Jane Austen · Capítulo 15 de 36

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Lady Susan

XV - Sra, Vernon à lady De Courcy

Sei que lady Susan, ao vir para Churchil , atuava im pulsionada só pelas intenções m ais honoráveis e francas. Sua prudência e discrição são adm iráveis, sua consideração pelo Sr. Vernon chega a igualar a que ele m erece, e seu desej o de conquistar um a opinião favorável de m inha irm ã deveria ser m ais bem correspondido do que se tem feito. Com o m ãe, não se pode fazer-lhe nenhum a obj eção. O afeto sólido por sua filha fica dem onstrado pelo fato de havê-la confiado às m ãos de quem atenderá sua educação adequadam ente.

Entretanto, ao não possuir a cega e débil parcialidade da m aioria das m ães, a acusam de falta de instinto m aternal.

Qualquer pessoa sensata, entretanto, saberia com o apreciar e elogiar seu carinho bem direcionado e estaria de acordo com igo em que Frederica Vernon deveria esforçar-se m ais do que até agora se esforçou em m erecer a sensível atenção de sua m ãe.

Escrevo-lhe, pois, prezado senhor, o que verdadeiram ente sinto por lady Susan.

Com esta carta, saberá o m uito que tenho em alta consideração suas faculdades e avaliação de suas qualidades, m as se não ficares convencido com m inha solene e franca afirm ação de que seus tem ores são tem em basam ento, serám otivo de grande m ortificação e desassossego para m im .

Seu, cordialm ente, R. De Courcy

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XV - Sra, Vernon à lady De Courcy

Churchill

Minha querida m ãe,

Devolvo-lhe a carta de Reginald regozij ando-m e de todo coração que ela tenha esclarecido a m eu pai. Diga-lhe e lhe transm ita deste m odo m inhas felicitações. Mas cá entre nós, tenho que adm itir que só serviu para convencer-m e que m eu irm ão não tem no m om ento intenção algum a de casar-se com lady Susan, não que não corra o perigo de tê-la dentro de três m eses. Oferece um a versão m uito verossím il de seu com portam ento em Langford. Oxalá fora certo, m as a inteligência detrás disto tem que ser a dela. Estou m enos disposta a acreditar isso que a lam entar o grau de intim idade entre eles, que im plica o fato de que com entassem um tem a com o este.

Sinto ter provocado seu desgosto, m as não se pode esperar nada m elhor, enquanto ele estej a disposto a j ustificar lady Susan com tanta veem ência. É m uito severo com igo, certam ente, m as espero não ter m e precipitado j ulgá-la. Pobre m ulher! Em bora tenha razões de sobra para desprezá-la, não posso evitar m e com padecer dela. Está realm ente aflita e com j ustificado m otivo. Recebeu esta m anhã um a carta da dam a a que tinha confiado sua filha e esta solicitou que fosse ao encontro de m iss Vernon im ediatam ente, pois foi surpreendida tentando fugir.

Porque ou aonde tentava ir, não ficou claro, m as j á que a decisão tom ada por lady Susan parecia a adequada, a situação é agora m uito triste e, aflitiva.

Frederica deve ter j á dezesseis anos e deveria ser m ais responsável, m as, com o insinuou sua m ãe, receio que sej a um a garota perversa. Entretanto, foi negligenciada e sua m ãe deveria recordar esse extrem o.

O Sr. Vernon partiu para a cidade assim que decidiu o que era o m elhor.

Tentará, se for possível, convencer à senhorita Sum m ers para que perm ita Frederica siga com ela. Se não o conseguir, trá-la-á de m om ento até Churchill, enquanto se procure outro lugar para ela.

Enquanto isso, lady Susan se consola passeando pelo j ardim com o Reginald, aproveitando-se dos ternos sentim entos dele, im agino, para superar este m om ento desventurado. Tem falado m uito sobre isso com igo. Expressa-se m uito bem e tem o ser pouco generosa se disser que e m uito para lam entá-lo tão profundam ente.

Mas não tenho que procurar defeitos.

Pode chegar a ser a m ulher do Reginald. Que o céu não o perm ita! Mas, por que iria eu a ser m ais perspicaz que qualquer outro? O Sr. Vernon afirm a que nunca tinha visto um desconsolo m ais profundo que o seu quando leu a carta.

Acaso seu j ulgam ento é inferior ao m eu?

Não se m ostrava m uito satisfeita de que se perm itisse a Frederica ir a Churchill. Parece-m e sensato, j á que seria um a espécie de recom pensa por seu com portam ento, quando o que m erece é algo m uito distinto. Entretanto, era im possível levá-la a outro lugar e tam pouco perm anecerá m uito tem po aqui.

« Será absolutam ente necessário — disse ela— com o com preenderá, m inha querida irm ã, que trate a m inha filha com certa severidade enquanto estej a aqui.

Um a necessidade dolorosa, m as m e esforçarei por acatá-la. Lam ento ter sido indulgente m uito frequentem ente, m as o tem peram ento de m inha pobre Frederica nunca aceitou bem ser contrariada.. Tem que m e apoiar e m e anim ar, deve m e recordar a necessidade de reprovação, se m e vir m uito indulgente.»

Tudo isto parece m uito razoável.

Reginald está tão zangado com essa pobre tolinha! Não deu m uito em favor de lady Susan que ele se m ostre tão irritado com sua filha. A im agem que se fez dela só pode provir das descrições de sua m ãe.

Bem , sej a qual for seu destino, tem os o consolo de saber que fizem os todo o possível para lhe salvar. Terem os que confiar o desenlace a um a instância m ais alta.