Lady Susan
XXV - Lady Susan à Sra. Johnson
Desculpe-m e, querida irm ã, por abusar de seu tem po desta m aneira, m as m e devia isso a m inha pessoa e, depois desta explicação, espero que não haj a perigo de perder parte de sua estim a.
Poderia lhe haver respondido: “Não m uita, naturalm ente!”, m as sai em silêncio. Foi a m aior dose de paciência que pude em pregar. Não teria aguentado, se tivesse com eçado a falar. Suas garantias, seu engano...
Mas não vou m e recrear nisso. Já terá feito um a idéia suficiente e a m im m e encolhe o coração.
Assim que pude recuperar um m ínim o de com postura, voltei ao salão. A carruagem de sir Jam es estava na porta e ele, alegre com o de costum e, despediu-seem seguida. Com que facilidade respira ou se desprende dos am antes!
Apesar de tudo, a Frederica ainda a vê desventurada. Segue tem endo, talvez, a ira de sua m ãe e, possivelm ente, tam bém tem e que m eu irm ão se vá, cium enta com o está, de que fique. Vi com que atenção observa a ele e a lady Susan.
Pobre garota, não albergo nenhum a esperança para ela agora m esm o. Não tem nenhum a oportunidade de que seus afetos se vej am correspondidos.
Meu irm ão a vê de um m odo m uito distinto agora e lhe faz certa j ustiça, m as sua reconciliação com a m ãe im pede qualquer esperança de carinho.
Prepare-se, m inha querida senhora, para o pior. As probabilidades de que acabem casando-se aum entaram sem dúvida. Ele pertence a ela com m ais segurança que antes. Quando esse infeliz sucesso tenha lugar, Frederica deverá pertencer a nós por com pleto.
Alegra-m e que m inha últim a carta tenha precedido a esta com tão pouco espaço de tem po, j á que cada m om ento que possa econom izar-se de sentir um a sorte que tão som ente leva a decepção, conta.
Sua atenciosam ente, Catherine Vernon
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XXV - Lady Susan à Sra. Johnson
Churhill
Recorro a ti, m inha querida Alicia, para que m e felicite. Outra vez sou eu m esm a: feliz e vitoriosa! Quando no outro dia te escrevi, estava no auge da irritação e com j usto m otivo. Não sei se agora deveria m e sentir tranquila, pois m e custou m ais esforço restaurar a paz do que tivesse desej ado.
Vá um espírito, que se crê de um a integridade superior e que é especialm ente insolente! Não lhe perdoarei facilm ente, te asseguro. Quase parte de Churchill!
Acabava de term inar m inha últim a carta, quando Wilson m e com unicou sua m archa.
Decidi, portanto, que tinha que fazer algo, j á que não queria deixar m inha reputação em m ãos de um hom em tão violento e ressentido. Havê-la-ia posto em perigo se tivesse perm itido a ele partir com um a im pressão tão desfavorável de m im .
Nesta situação, era necessário ser condescendente.
Enviei o Wilson para que lhe dissesse que desej ava falar com ele antes de sua partida.
Veio para m im im ediatam ente. A irritação que tinha m ostrado em cada traço de suas feições na últim a vez que nos vim os, tinha desaparecido em parte.
Parecia assom brado de que eu lhe tivesse m andado cham ar e quase desej ava de um a vez que tem ia ser apaziguado pelo que eu pudesse lhe dizer.
Se m eu sem blante expressava m inhas intenções, era então com posto e digno, com um m atiz com penetrado que devia lhe convencer de que não estava satisfeita.
« Peço-te perdão pela liberdade que m e tom ei ao te fazer vir — disse—, m as com o acabo de saber que pretende deixar esta casa hoj e m esm o, sinto que é m eu dever te rogar que não corte sua visita aqui por m inha causa. Sou perfeitam ente consciente de que depois do ocorrido entre nós seria difícil para am bos perm anecer por m ais tem po nesta casa. Um a m udança tão grande e tão notável na intim idade de um a am izade faria que qualquer trato futuro fora um castigo rigoroso. Sua decisão de deixar Churchill é adequada a nossa situação e a esses sentim entos tão vivos que sei o afetam . Entretanto,, eu sofreria o sacrifício que para ti deve ser o abandono de uns fam iliares aos que está tão próxim o e que lhe são tão queridos.
Minha estadia aqui não pode proporcionar ao senhor e à Sra, Vernon o prazer que sua com panhia oferece. Minha visita se prolongou provavelm ente m uito. Minha partida, portanto, que sej a com o for tem que dar-se logo, pode acelerar-se convenientem ente. Rogo-te que não m e converta no instrum ento de separação de um a fam ília tão afetuosam ente unida.
Aonde eu vá pouca im portância tem para ninguém . Inclusive para m im m esm a.
“Mas tu és im portante para sua fam ília.»
Assim term inei e espero que se sinta orgulhosa de m eu pequeno discurso. O efeito em Reginald j ustifica em parte m inha vaidade, porque não só foi favorável, m as tam bém , além disso, foi instantâneo.
OH, que prazer obtive ao observar as variações de seu sem blante enquanto eu falava; ver a luta entre a ternura e os restos de desgosto! Há algo que proporciona um grande regozij o ao influir nos sentim entos com tanta facilidade. Não é que invej e essa posse, nem quereria por nada do m undo ser eu assim , m as são tão úteis quando se desej a intervir nas paixões de outra pessoa. E, com tudo, este Reginald, ao que um as poucas palavras m inhas abrandaram , subm etido por com pleto e convertido em alguém m ais razoável, apegado e m ais devotado a m im do que nunca, teria partido com a prim eira explosão de irritação de seu coração orgulhoso, sem dignar-se a pedir um a explicação.