Lady Susan

Jane Austen · Capítulo 22 de 36

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Lady Susan

XXIII - Sra. Vernon à lady De Courcy

Sua afetuosa S. Vernon

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XXIII - Sra. Vernon à lady De Courcy

Churchill

Perm ita-m e felicitá-la, m inha queridíssim a m ãe! O assunto que nos tinha criado tanta ansiedade está se aproxim ando de um desenlace feliz. As perspectivas são das m ais deliciosas e, j á que tudo deu um giro do m ais favorável, lam ento agora haver-lhe transferido m eus tem ores, j á que talvez o prazer de saber que o perigo passado é um preço m uito elevado para com pensar os sofrim entos que suportou.

Estou tão excitada que quase não posso sustentar a plum a. Resolvi, entretanto, enviar-lhe um as linhas por m eio do Jam es, para que tenha um a explicação pelo que sem dúvida a assom brará: Reginald retornará a Parklands.

Faz m eia hora, estava sentada no salão onde estam os acostum ados a tom ar o café da m anhã com sir Jam es, quando m eu irm ão m e cham ou para que saísse um instante.

Em seguida m e dei conta de que ocorria algo. Seu rosto estava alterado e falava com m uita ansiedade. Já conhece sua veem ência quando algo o interessa.

“Catherine — disse ele—retorno a casa hoj e. Sinto ter que deixá-la, m as devo ir. Faz j á m uito que não vej o m eu pai e a m inha m ãe. Vou enviar a Jam es im ediatam ente com m eus cavalos. Se tiver algum a carta que enviar, ele pode levá-la.

Eu não chegarei a casa até na quarta-feiraou na quinta-feira, j á que prim eiro passarei por Londres, onde tenho assuntos que atender. Mas antes de ir — acrescentou, baixando a voz, em bora ainda com m uita energia—, devo te advertir sobre um a coisa: não deixe que esse Martin faça infeliz a Frederica Vernon.

Ele quer casar-se com ela e sua m ãe prom ove a união, m as ela não suporta essa idéia.

Tenha a segurança de que falo com a certeza de que é correto tudo o que digo.

Sei que Frederica é desgraçada pelo fato de que sir Jam es siga aqui. É um a garota boa e m erece um destino m elhor. Faz que parta im ediatam ente. Ele é só um bobo, m as o que possa tram ar sua m ãe, só o céu sabe! Adeus — adicionou, dando-m e a m ão seriam ente —, não sei quando m e voltará a ver, m as recorda o que te disse sobre Frederica. Tem que te ocupar deste assunto, para que se faça j ustiça com ela. É um a garota sincera e tem um a m ente superior ao que lhe havíam os atribuído”.