Lady Susan

Jane Austen · Capítulo 36 de 36

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Lady Susan

Epílogo

Vernon acredita que tratará a Frederica com afeto. Oxalá, eu pudesse acreditar o m esm o!

O coração da pobre garota quase se rom peu quando se despedia de nós.

Roguei-lhe que nos escrevesse frequentem ente e que recordasse que, se algum a vez se encontrava em apuros, seríam os sem pre seus am igos. Ocupei-m ede poder estar a sós com ela, para lhe poder dizer tudo isto e espero que isso areconfortasse um pouco. Entretanto, não m e sentirei tranquila até que possa ir à cidade e com provar sua situação por m im m esm a.

Eu gostaria que as probabilidades para a união que m enciona ao final de sua carta fossem m ais aduladoras do que são agora. Neste m om ento, não parece m uito possível.

Atenciosam ente, Catherine Vernon

* * *

Epílogo

Este intercâm bio epistolar não pôde continuar, em detrim ento dos ganhos do escritório postal, porque alguns dos protagonistas se reuniram e outros se separaram . Escassa aj uda ao estado terá em prestado a correspondência entre a Sra, Vernon e sua sobrinha, j á que a prim eira logo percebeu, a causa do estilo das cartas da Frederica, que as escrevia sob a supervisão de sua m ãe, assim pospor todas suas perguntas até que pôde acudir pessoalm ente à cidade, escrevendo com pouco detalhe e m uito ocasionalm ente.

Soube o suficiente por seu extrovertido irm ão do que tinha ocorrido entre ele e lady Susan, para rebaixar a opinião que m erecia aos níveis m ais baixos e, proporcionalm ente, m ostrar-se m ais ansiosa de liberar a Frederica de um a m ãe assim e tom á-la sob sua custódia.

Em bora com pouca confiança no êxito, decidiu-se a não deixar de tentar tudo o que pudesse dar um a oportunidade de obter o consentim ento de sua cunhada para isso.

Sua ansiedade por este tem a a fez ir com prontidão a Londres. O Sr. Vernon, que com o j á se pode ter deduzido, vivia só para fazer o que lhe solicitasse, encontrou logo uns assuntos que era necessáriotratar ali. Entregue por com pleto a este tem a, a Sra, Vernon visitou lady Susan ao chegar à cidade, e foi recebida com um a cordialidade tão espontânea e j ovial que quase sai fugindo horrorizada. Nenhum a rem iniscência do Reginald, nenhum a consciência culpada e nenhum olhar em baraçado.

Encontrava-se de um hum or excelente e parecia ansiosa por prodigalizar toda classe de cuidados a seu irm ão e a sua irm ã, para dem onstrar sua am abilidade e o prazer de sua com panhia.

Frederica não se m ostrou m ais alterada que lady Susan. As m esm as m aneiras contidas e o m esm o olhar tím ido de sem pre em presença de sua m ãe confirm aram a sua tia que sua situação era infeliz e corroboraram seu plano de interferir. Lady Susan, entretanto, não m ostrou sua desum anidade. Os planos com respeito a sir Jam es pareciam ter concluído. Seu nom e foi m eram ente m encionado para com entar que não estava em Londres. Naturalm ente, em palavras de lady Susan, ela só dem onstrava suas insônias pelo bem -estar e os progressos de sua filha, adm itindo, em term os de grande regozij o, que Frederica aproxim ava-se cada dia m ais ao que um a m ãe pode desej ar de um a filha.

A Sra, Vernon, surpreendida e incrédula, não soube o que pensar e, sem m udar de opinião, só tem eu que tivesse que vencer dificuldades m aiores para levar a cabo seu propósito. O prim eiro indício de m elhora substancial foi quando lady Susan lhe perguntou se acreditava que Frederica tinha tão bom aspecto com o em Churchill, j á que, às vezes, duvidava que Londres fora um lugar adequado para ela.

A Sra, Vernon, respirando essa dúvida, propôs diretam ente a sua sobrinha que voltasse com eles ao cam po. Lady Susan não soube expressar sua gratidão, em bora não im aginava, por vários m otivos, com o separar-se de sua filha e, posto que seus planos ainda não estivessem de todo determ inados, confiava em poder levar a cam po a Frederica pessoalm ente em um prazo breve. Concluiu declinando, portanto, aproveitar um oferecim ento tão excepcional. A senhora Vernon, entretanto, insistiu na proposta e, em bora lady Susan seguisse resistindo, sua resistência parecia ser m enos veem ente com o transcurso dos dias.

Um a afortunada epidem ia de gripe conseguiu que se tom asse um a decisão que de outro m odo teria dem orado m uito m ais. Os tem ores m aternais de lady Susan fizeram então que não pudesse pensar em outra coisa que em afastar a Frederica do risco de infecção; de todas as enferm idades do m undo, a que m ais tem ia era a gripe pela constituição de sua filha!

Frederica voltou para Churchil com seus tios e, três sem anas m ais tarde, lady Susan anunciou suas bodas com sir Jam es Martin.

A Sra, Vernon teve a certeza, então, pelo que antes só tinha sido um a suspeita: que se poderia ter poupado todos os esforços para conseguir que Frederica se separasse dela, posto que lady Susan o tivesse previsto, sem dúvida, de antem ão. A visita da Frederica era, em princípio, para seis sem anas, m as sua m ãe, em bora a convidasse a voltar em um par de cartas carinhosas, m ostrou-se disposta a consentir que prolongasse sua estadia para honrar a seus anfitriões. Ao cabo de dois m eses, deixou de escrever sobre sua ausência e, depois de dois m ais, deixou de escrever por com pleto.

Frederica, portanto, passou a form ar parte da fam ília de seus tios até o m om ento em que Reginald De Courcy pudesse ser convencido, tratado com atenção e sutilm ente lisonj eado, para que sentisse afeto por ela. Contando que tivesse esquecido o apego que sentia por sua m ãe, abj urar de todo com prom isso futuro e detestar ao sexo oposto, podia-se calcular que dem oraria um ano. Três m eses seriam suficientes em geral, m as os sentim entos de Reginald eram tão perduráveis com o intensos.

Se lady Susan foi ou não feliz em sua segunda eleição, não se sabe se poderia com provar-se porque, quem confiaria em suas afirm ações em qualquer dos dois sentidos? O m undo terá que j ulgar segundo o que crer provável. Não havia nada contra ela, além de seu m arido e sua própria consciência.

Era com o se sir Jam es tivesse ficado com um a carga m ais pesada do que a sua m era tolice m erecia. Concedo-lhe, portanto, toda a com paixão que lhe possa dar. Por isso ao que a m im respeita, confesso que eu só posso lam entar pela senhorita Manwaring, a qual, indo à cidade e investido m uito dinheiro em vestuário, fato que a em pobreceu, gastou dois anos, com o propósito de conquistá-lo, vendo frustradas suas expectativas por um a m ulher dez anos m ais velha que ela.

Fim

Table of Contents

Lady Susan

I - Lady Susan Vernon ao Sr. Vernon

II - Lady Susan à Sra. Johnson

III - Sra. Vernon à lady De Courcy

IV - Sr. De Courcy à Sra. Vernon

V - Lady Susan à Sra. Johnson

VI - Sra. Vernon ao Sr. De Courcy

VII - Lady Susan à Sra. Johnson

VIII - Sra. Vernon à lady De Courcy

IX - Sra. Johnson à lady Susan

X - Lady Susan à Sra. Johnson

XI - Sra. Vernon à lady De Courcy

XII - Sir Reginald De Courcy à seu filho

XIII - Lady De Courcy à Sra, Vernon

XIV - O Sr. De Courcy à sir Reginald

XV - Sra, Vernon à lady De Courcy

XVI - Lady Susan à Sra. Johnson

XVII - Sra, Vernon à lady De Courcy

XVIII - Da m esm a à m esm a

XIX - Lady Susan à Sra. Johnson

XX - Sra. Vernon à lady De Courcy

XXI - Miss Vernon ao Sr. De Courcy

XXII - Lady Susan à Sra. Johnson

XXIII - Sra. Vernon à lady De Courcy

XXIV - Da m esm a à m esm a

XXV - Lady Susan à Sra. Johnson

XXVI - Sra. Johnson à lady Susan

XXVII - A Sra. Vernon à lady De Courcy

XXVIII - Sra. Johnson à lady Susan

XXIX - Lady Susan Vernon à Sra. Johnson

XXX - Lady Susan ao Sr. De Courcy

XXXI - Lady Susan à Sra. Johnson

XXXII - Sra. Johnson à lady Susan

XXXIII - Lady Susan à Sra. Johnson

XXXIV - O Sr. De Courcy à lady Susan

XXXV - Lady Susan ao Sr. De Courcy

XXXVI - O Sr. De Courcy a lady Susan

XXXVII - Lady Susan ao Sr. De Courcy

XXXVIII - A Sra. Johnson à lady Susan Vernon

XXXIX - Lady Susan à Sra. Johnson

XL - Lady De Courcy à Sra. Vernon

XLI - Sra. Vernon à lady De Courcy

Epílogo

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