Lady Susan
Epílogo
Vernon acredita que tratará a Frederica com afeto. Oxalá, eu pudesse acreditar o m esm o!
O coração da pobre garota quase se rom peu quando se despedia de nós.
Roguei-lhe que nos escrevesse frequentem ente e que recordasse que, se algum a vez se encontrava em apuros, seríam os sem pre seus am igos. Ocupei-m ede poder estar a sós com ela, para lhe poder dizer tudo isto e espero que isso areconfortasse um pouco. Entretanto, não m e sentirei tranquila até que possa ir à cidade e com provar sua situação por m im m esm a.
Eu gostaria que as probabilidades para a união que m enciona ao final de sua carta fossem m ais aduladoras do que são agora. Neste m om ento, não parece m uito possível.
Atenciosam ente, Catherine Vernon
* * *
Epílogo
Este intercâm bio epistolar não pôde continuar, em detrim ento dos ganhos do escritório postal, porque alguns dos protagonistas se reuniram e outros se separaram . Escassa aj uda ao estado terá em prestado a correspondência entre a Sra, Vernon e sua sobrinha, j á que a prim eira logo percebeu, a causa do estilo das cartas da Frederica, que as escrevia sob a supervisão de sua m ãe, assim pospor todas suas perguntas até que pôde acudir pessoalm ente à cidade, escrevendo com pouco detalhe e m uito ocasionalm ente.
Soube o suficiente por seu extrovertido irm ão do que tinha ocorrido entre ele e lady Susan, para rebaixar a opinião que m erecia aos níveis m ais baixos e, proporcionalm ente, m ostrar-se m ais ansiosa de liberar a Frederica de um a m ãe assim e tom á-la sob sua custódia.
Em bora com pouca confiança no êxito, decidiu-se a não deixar de tentar tudo o que pudesse dar um a oportunidade de obter o consentim ento de sua cunhada para isso.
Sua ansiedade por este tem a a fez ir com prontidão a Londres. O Sr. Vernon, que com o j á se pode ter deduzido, vivia só para fazer o que lhe solicitasse, encontrou logo uns assuntos que era necessáriotratar ali. Entregue por com pleto a este tem a, a Sra, Vernon visitou lady Susan ao chegar à cidade, e foi recebida com um a cordialidade tão espontânea e j ovial que quase sai fugindo horrorizada. Nenhum a rem iniscência do Reginald, nenhum a consciência culpada e nenhum olhar em baraçado.
Encontrava-se de um hum or excelente e parecia ansiosa por prodigalizar toda classe de cuidados a seu irm ão e a sua irm ã, para dem onstrar sua am abilidade e o prazer de sua com panhia.
Frederica não se m ostrou m ais alterada que lady Susan. As m esm as m aneiras contidas e o m esm o olhar tím ido de sem pre em presença de sua m ãe confirm aram a sua tia que sua situação era infeliz e corroboraram seu plano de interferir. Lady Susan, entretanto, não m ostrou sua desum anidade. Os planos com respeito a sir Jam es pareciam ter concluído. Seu nom e foi m eram ente m encionado para com entar que não estava em Londres. Naturalm ente, em palavras de lady Susan, ela só dem onstrava suas insônias pelo bem -estar e os progressos de sua filha, adm itindo, em term os de grande regozij o, que Frederica aproxim ava-se cada dia m ais ao que um a m ãe pode desej ar de um a filha.
A Sra, Vernon, surpreendida e incrédula, não soube o que pensar e, sem m udar de opinião, só tem eu que tivesse que vencer dificuldades m aiores para levar a cabo seu propósito. O prim eiro indício de m elhora substancial foi quando lady Susan lhe perguntou se acreditava que Frederica tinha tão bom aspecto com o em Churchill, j á que, às vezes, duvidava que Londres fora um lugar adequado para ela.
A Sra, Vernon, respirando essa dúvida, propôs diretam ente a sua sobrinha que voltasse com eles ao cam po. Lady Susan não soube expressar sua gratidão, em bora não im aginava, por vários m otivos, com o separar-se de sua filha e, posto que seus planos ainda não estivessem de todo determ inados, confiava em poder levar a cam po a Frederica pessoalm ente em um prazo breve. Concluiu declinando, portanto, aproveitar um oferecim ento tão excepcional. A senhora Vernon, entretanto, insistiu na proposta e, em bora lady Susan seguisse resistindo, sua resistência parecia ser m enos veem ente com o transcurso dos dias.
Um a afortunada epidem ia de gripe conseguiu que se tom asse um a decisão que de outro m odo teria dem orado m uito m ais. Os tem ores m aternais de lady Susan fizeram então que não pudesse pensar em outra coisa que em afastar a Frederica do risco de infecção; de todas as enferm idades do m undo, a que m ais tem ia era a gripe pela constituição de sua filha!
Frederica voltou para Churchil com seus tios e, três sem anas m ais tarde, lady Susan anunciou suas bodas com sir Jam es Martin.
A Sra, Vernon teve a certeza, então, pelo que antes só tinha sido um a suspeita: que se poderia ter poupado todos os esforços para conseguir que Frederica se separasse dela, posto que lady Susan o tivesse previsto, sem dúvida, de antem ão. A visita da Frederica era, em princípio, para seis sem anas, m as sua m ãe, em bora a convidasse a voltar em um par de cartas carinhosas, m ostrou-se disposta a consentir que prolongasse sua estadia para honrar a seus anfitriões. Ao cabo de dois m eses, deixou de escrever sobre sua ausência e, depois de dois m ais, deixou de escrever por com pleto.
Frederica, portanto, passou a form ar parte da fam ília de seus tios até o m om ento em que Reginald De Courcy pudesse ser convencido, tratado com atenção e sutilm ente lisonj eado, para que sentisse afeto por ela. Contando que tivesse esquecido o apego que sentia por sua m ãe, abj urar de todo com prom isso futuro e detestar ao sexo oposto, podia-se calcular que dem oraria um ano. Três m eses seriam suficientes em geral, m as os sentim entos de Reginald eram tão perduráveis com o intensos.
Se lady Susan foi ou não feliz em sua segunda eleição, não se sabe se poderia com provar-se porque, quem confiaria em suas afirm ações em qualquer dos dois sentidos? O m undo terá que j ulgar segundo o que crer provável. Não havia nada contra ela, além de seu m arido e sua própria consciência.
Era com o se sir Jam es tivesse ficado com um a carga m ais pesada do que a sua m era tolice m erecia. Concedo-lhe, portanto, toda a com paixão que lhe possa dar. Por isso ao que a m im respeita, confesso que eu só posso lam entar pela senhorita Manwaring, a qual, indo à cidade e investido m uito dinheiro em vestuário, fato que a em pobreceu, gastou dois anos, com o propósito de conquistá-lo, vendo frustradas suas expectativas por um a m ulher dez anos m ais velha que ela.
Fim
Table of Contents
Lady Susan
I - Lady Susan Vernon ao Sr. Vernon
II - Lady Susan à Sra. Johnson
III - Sra. Vernon à lady De Courcy
IV - Sr. De Courcy à Sra. Vernon
V - Lady Susan à Sra. Johnson
VI - Sra. Vernon ao Sr. De Courcy
VII - Lady Susan à Sra. Johnson
VIII - Sra. Vernon à lady De Courcy
IX - Sra. Johnson à lady Susan
X - Lady Susan à Sra. Johnson
XI - Sra. Vernon à lady De Courcy
XII - Sir Reginald De Courcy à seu filho
XIII - Lady De Courcy à Sra, Vernon
XIV - O Sr. De Courcy à sir Reginald
XV - Sra, Vernon à lady De Courcy
XVI - Lady Susan à Sra. Johnson
XVII - Sra, Vernon à lady De Courcy
XVIII - Da m esm a à m esm a
XIX - Lady Susan à Sra. Johnson
XX - Sra. Vernon à lady De Courcy
XXI - Miss Vernon ao Sr. De Courcy
XXII - Lady Susan à Sra. Johnson
XXIII - Sra. Vernon à lady De Courcy
XXIV - Da m esm a à m esm a
XXV - Lady Susan à Sra. Johnson
XXVI - Sra. Johnson à lady Susan
XXVII - A Sra. Vernon à lady De Courcy
XXVIII - Sra. Johnson à lady Susan
XXIX - Lady Susan Vernon à Sra. Johnson
XXX - Lady Susan ao Sr. De Courcy
XXXI - Lady Susan à Sra. Johnson
XXXII - Sra. Johnson à lady Susan
XXXIII - Lady Susan à Sra. Johnson
XXXIV - O Sr. De Courcy à lady Susan
XXXV - Lady Susan ao Sr. De Courcy
XXXVI - O Sr. De Courcy a lady Susan
XXXVII - Lady Susan ao Sr. De Courcy
XXXVIII - A Sra. Johnson à lady Susan Vernon
XXXIX - Lady Susan à Sra. Johnson
XL - Lady De Courcy à Sra. Vernon
XLI - Sra. Vernon à lady De Courcy
Epílogo
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