O Poder dos Inquietos

Chris Guillebeau · Capítulo 2 de 58

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O Poder dos Inquietos

Parte I: - uma Vida Notável

 

 

A vida é sua, então, por que não criar as próprias

regras?

Você pode ajudar ao mesmo tempo a si mesmo e aos

outros.

Esta seção lhe mostrará como começar.

CAPÍTULO 1

OS SONÂMBULOS E O MUNDO DOS VIVOS

 

“A maioria dos homens

leva uma vida de desespero silencioso

e vai ao túmulo sem ter expressado sua alma. ”

HENRY DAVID THOREAU

 

O objetivo deste livro é transformar sua forma de pensar sobre a vida e o trabalho. Você se beneficiará dessa transformação se estiver em um momento no qual está se preparando para fazer algumas mudanças. Mesmo que não tenha de tomar uma grande decisão, mas queira criar uma oportunidade de mudança. Por fim, se estiver se sentindo preso em alguma situação e sempre acreditou que “a vida deve ser mais do que isso”, este livro é para você.

À medida que você avança em sua jornada, encontrará uma grande variedade de pessoas. Ao longo do caminho, algumas o ajudarão enquanto outras farão de tudo para impedir que tenha sucesso. Veremos como se conectar com aquelas que são amigáveis e como você pode ajudá-las a ajudar você. Você também deparará com outras que vão querer prejudicar você – guardiões, críticos e vampiros, entre outras. Eu lhe mostrarei quais são os interesses e as táticas delas – e como é possível vencê-las.

Você aprenderá como dominar o mundo, trabalhar por conta própria, conquistar a independência profissional, estabelecer metas radicais, viajar com economia e inúmeras outras ideias não convencionais. Pode ser necessário estudar um pouco mais para dominar plenamente alguns desses tópicos, mas este livro pretende ser compacto e completo. Ao ler e aplicar as lições aqui contidas, você estará preparado para realizar o que quiser. E, se tudo der certo, você também será desafiado a fazer mais do que jamais considerou ser possível antes.

Sucesso, motivação e a lição de 32 mil dólares

Na batalha entre a esperança e o medo, a esperança normalmente acaba vencendo. Dessa forma, este livro é para pessoas que desejam mudar o mundo. Escrevo para os esperançosos, não para os céticos e, se você concretizar algumas das grandes mudanças inspiradas pelas histórias e ideias que ler aqui, nós dois sairemos vitoriosos. Se conseguirmos isso, você terá a capacidade – e a obrigação – de viver a vida nos seus próprios termos e, ao mesmo tempo, ajudar os outros ao mesmo tempo. A meta é simples: nada jamais será como antes.

Se nenhuma outra coisa resultar do tempo que passarmos juntos, eu terei fracassado. E, merecedor, portanto, de críticas negativas na Saraiva e outros sites de livros, e você terá direito a um pedido de desculpas da minha parte por desperdiçar seu tempo. Não quero ver críticas negativas ao meu livro e ninguém gosta de pedir desculpas, de forma que tenho um grande incentivo para conquistar sua confiança e proporcionar uma experiência gratificante.

Depois de passar quatro anos trabalhando como voluntário na África Ocidental, voltei aos Estados Unidos para fazer uma pós-graduação no outono de 2006. A história oficial é que concluí meu mestrado em Estudos Internacionais pela Universidade de Washington. A verdadeira história é que gastei 32 mil dólares para aprender sobre motivações.

Analisarei, mais adiante, a experiência da educação superior em comparação com a formação da carreira de escritor que iniciei logo depois de concluir meus estudos. Por enquanto, o mais importante é que, a meio caminho de terminar a pós-graduação, percebi que aproximadamente 80% das atividades tinham pouco ou nenhum valor. Os projetos não passavam de atividades improdutivas, criadas para manter os alunos ocupados com a mera finalidade de perpetuar o sistema.

Também notei que esse tipo de trabalho não era conduzido unicamente pelos alunos – membros do corpo docente e administradores também se envolviam significativamente em atividades de cumplicidade com o sistema instituído. Um professor, ciente dessas estratégias, usava o termo “técnico” enrolação para descrever esse tipo de trabalho. Um “projeto enrolação” é uma atividade realizada meramente para ganhar créditos, acumular pontos na instituição ou se manter ocupado.

Da mesma forma como o fingimento pode ser uma maneira eficaz de concluir o ensino superior, a mediocridade é o padrão pelo qual grande parte do trabalho é julgada depois que você se forma. Presumindo que já teve algum tipo de emprego, provavelmente já sabe como isso funciona. Se já concluiu uma tarefa com o único objetivo de ganhar pontos sem produzir benefício algum aos outros (clientes, colegas etc.), você já participou do jogo da mediocridade. De forma similar, se já compareceu a reuniões sem sentido que se arrastam indefinidamente, você deve saber muito bem do que estou falando.