O Poder dos Inquietos

Chris Guillebeau · Capítulo 37 de 58

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O Poder dos Inquietos

Não é um paradoxo

minha prioridade máxima?”15

Tendemos a ler afirmações como essas e imediatamente descartá-las como infundadas ou talvez até rudes. Como alguém pode escolher priorizar seus relacionamentos com inúmeras pessoas que nunca conheceu? Murakami não deveria se concentrar na família, nos amigos e na comunidade local primeiro – e só depois, no tempo livre, se voltar aos leitores dos seus romances?

Uma maneira alternativa de analisar essa postura é que Mu-rakami se concentrou no que ganharia e não no que perderia. Ele identificou o que realmente queria e se organizou por causa disso. A prática da abundância, na qual nos concentraremos neste capítulo, se fundamenta em viver a vida em sua plenitude e organizar a vida ao redor de algumas poucas prioridades-chave. Para que isso aconteça, será necessário analisar meticulosamente todas as obrigações atuais para decidir quais são de fato necessárias e quais podem ser eliminadas.

 

Não é um paradoxo

Este capítulo une duas ideias conflitantes e mostra como é possível se dedicar a uma ampla variedade de atividades ao mesmo tempo em que simplifica sua vida. Eu simpatizo com os conceitos de simplicidade, reducionismo e minimalismo, mas penso neles da mesma forma como penso na frugalidade: quero vinculá-los a um propósito mais elevado, relacionado a uma vida de abundância. Quero impedir a entrada de algumas coisas ao mesmo tempo que permito a entrada de outras. Se já teve a experiência de voltar cansado das férias, se já foi para o trabalho sem ver a hora de chegar o fim de semana ou se nunca questionou a ideia elusiva de equilíbrio entre vida pessoal/ profissional, talvez seja a hora de parar para pensar sobre a convergência.