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O envelhecer com saúde
A preocupação com o envelhecer com saúde surge principalmente devido ao crescimento significativo da população idosa, ligado ao aumento de expectativa de vida proporcionado pela evolução da ciência, especialmente em relação à prevenção, ao diagnóstico e ao tratamento de doenças (Garuffi et al., 2011; IBGE, 2010).
Esse crescimento reflete-se em uma maior preocupação com a qualidade de vida. A prática regular de atividades físicas é um importante componente para se envelhecer com saúde; porém, com o passar dos anos, o idoso tende a praticar menos atividades físicas programadas regularmente, sendo esse o principal motivo da diminuição da capacidade funcional, além da probabilidade de aumento de sintomas depressivos, estresse e algumas doenças crônicas (Sereniki; Vital, 2008; Vital et al., 2012).
Em relação à saúde da população idosa, a OMS destaca alguns desafios para a saúde pública: Como manter a independência e a vida ativa nessa fase da vida? Como manter ou melhorar a qualidade de vida para essa população? E como fazer que políticas de prevenção e promoção de saúde voltadas aos idosos ganhem força? (Costa; Veras, 2003).
Para proporcionar uma melhor qualidade de vida para o idoso em aspectos cognitivos, motores e afetivos, o exercício físico sempre foi considerado um importante fator; juntamente com outros componentes de um estilo de vida ativo, proporciona uma melhor qualidade de vida, com melhoras funcionais e na mobilidade do idoso (Garuffi et al., 2011).
Para a promoção e a manutenção de um envelhecimento saudável, são recomendados quatro componentes fundamentais da atividade física, para benefícios na saúde: exercícios aeróbios, fortalecimento muscular, exercícios de flexibilidade e equilíbrio (ACSM, 2011).
A prática regular de exercícios físicos promove o controle e a diminuição da gordura corporal, aumentando a massa muscular e a densidade óssea; melhora na capacidade de flexibilidade; fortalecimento de tecido conectivo; aumento do volume de sangue e ventilação pulmonar, diminuição da frequência cardíaca em repouso e ativo, controle da pressão arterial; melhora nos níveis de HDL e diminuição no LDL, triglicérides, colesterol total, níveis de glicose; diminuição dos riscos de doenças cardiovasculares, osteoporose, obesidade, câncer de cólon e de útero (Matsudo, 2009).