O que vamos fazer depois do trabalho?

José Luiz Riani Costa · Capítulo 32 de 49

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O que vamos fazer depois do trabalho?

Influência da saúde bucal do idoso na alimentação e nutrição

Influência da saúde bucal do idoso na

alimentação e nutrição

É importante lembrar que problemas odontológicos, além de interferir na estética e na fala, são fatores que interferem de modo significativo na alimentação, contribuindo diretamente para o aumento de desnutrição do idoso (Frank; Soares, 2002). Entre as várias alterações bucais, a mais importante e significativa é a redução do número de dentes, que afeta a eficiência da mastigação e da digestão, bem como predispõe a doenças gastrointestinais (Marques, 2006). O declínio da saúde oral em idosos está relacionado ao aumento de cárie dental, às infecções periodontais e à diminuição da saliva (Monjon; Budtz-Jorgensen; Rapin, 1999).

Outro fator importante a ser considerado é a deficiência na higiene oral, que contribui para o desenvolvimento das referidas doenças. A higiene oral deficiente ou inadequada pode ser atribuída à diminuição da destreza manual, da percepção sensorial, da motivação e da capacidade cognitiva (Wong; McMillan, 2005). A frequência com que ocorrem as doenças bucais, o estado de conservação dos dentes e a prevalência da perda de dentes são reflexos, principalmente, da condição de vida do idoso e do seu acesso às ações e serviços em saúde bucal e geral, com forte componente social (Campos; Monteiro; Ornelas, 2000).

Uma pesquisa nacional sobre saúde bucal, denominada “Projeto SB Brasil 2010”, apontou que os indivíduos na faixa etária de 35 a 44 anos possuem, em média, 17 dentes cariados, perdidos ou obturados. Já entre os indivíduos com 65 a 74 anos, a média de dentes cariados, perdidos ou obturados é de 28. Destaca-se o fato de que, enquanto no grupo de 35 a 44 anos cerca de 45% dos dentes atacados por cárie foram extraídos, no grupo de 65 a 74 anos essa proporção chega a 92%. Nessa mesma faixa etária, 63% usam prótese dentária total (dentadura) e aproximadamente 24% necessitam desse tipo de prótese em pelo menos um maxilar (Brasil, 2012).