O que vamos fazer depois do trabalho?

José Luiz Riani Costa · Capítulo 4 de 49

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O que vamos fazer depois do trabalho?

Introdução

José Luiz Riani Costa, Amarilis Maria Muscari Riani Costa

O título do livro, propositalmente, tem um duplo sentido. Muitas pessoas provavelmente associarão o título a um conjunto de atividades realizadas após o expediente de trabalho, popularmente conhecido como happy hour. Alguns poderão até pensar que se trata de um guia de bares e restaurantes destinados às confraternizações de final de tarde. O subtítulo deixa claro que não se trata disso, mas o que poderíamos chamar, por analogia, de happy years; ou seja, um “guia” para que o tempo da aposentadoria seja um período de anos felizes.

Este livro surgiu da necessidade sentida de divulgar a experiência acumulada em uma série de atividades vinculadas à extensão universitária voltadas à preparação para a aposentadoria, bem como em projetos de pesquisa e publicações envolvendo docentes, servidores técnico-administrativos e pós-graduandos ligados à

Unesp, no câmpus de Rio Claro. 1 A expectativa é que as reflexões aqui apresentadas contribuam para a implantação de programas de preparação para a aposentadoria (PPA) em instituições públicas e privadas, além de colaborar com os programas já existentes.

Entende-se que a universidade, inserida em uma realidade sociocultural, deve colaborar na busca de respostas para a solução dos diferentes problemas existentes. Assim, para cumprir sua responsabilidade de promover, gerar e difundir conhecimentos, a universidade deve estabelecer uma estreita relação com a comunidade onde está inserida, incluindo a comunidade interna. Para Novo e Fôlha (2010), responsabilidade social da universidade significa, também, preocupar-se com os servidores e com o ambiente.

No caso da qualidade de vida no trabalho, por exemplo, deve ir além do cumprimento das obrigações trabalhistas, contribuindo para que seus trabalhadores, “ao chegarem no momento da aposentadoria, possam desfrutar deste período com o prazer e a alegria merecidos após tantos anos de dedicação ao trabalho na instituição” (Novo; Fôlha, 2010, p.6).