O que vamos fazer depois do trabalho?

José Luiz Riani Costa · Capítulo 29 de 49

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O que vamos fazer depois do trabalho?

Tecnologias assistivas

Há uma preocupação com a possibilidade de o uso das novas tecnologias aumentar o sedentarismo entre os aposentados, merecendo novos estudos.

Em um recente estudo realizado com pré-aposentados e aposentados residentes em um município no interior do estado de São Paulo, constatou que os pré-aposentados apresentam um autoconceito maior com relação as novas tecnologias, em relação aos aposentados. Outros achados do mesmo estudo enfatizam que a utilização das TICs favorece o acesso a mais informações, principalmente referentes a saúde e atividade física, e que o acesso às redes sociais proporciona uma melhora significativa nas condições de saúde psíquica e na qualidade de vida desta população (Carmo, 2016).

Além das TICs, existem tecnologias que podem apoiar o indivíduo em sua velhice e proporcionar um envelhecimento ativo. Cabe lembrar que, hoje, muitos equipamentos e aparelhos domésticos vêm incorporando novas tecnologias, que podem dificultar seu uso por pessoas que não tiveram possibilidade de informação, como fogões, fornos micro-ondas, máquinas de lavar roupa, máquinas de lavar louças, televisores, DVD players etc.

Para que haja um uso adequado das novas tecnologias, é importante que o Programa de Preparação para Aposentadoria (PPA) inclua palestras a respeito do tema e disponibilize cursos de inclusão digital e uso da internet. Também é importante que as ações e serviços oferecidos à população idosa, no âmbito de diferentes políticas públicas, incluam essas medidas.

 

Tecnologias assistivas

Tecnologias assistivas são dispositivos técnicos que contribuem na socialização e melhoria das atividades de vida diária, a fim de resguardar a integridade e a autonomia dos idosos (Carmo, 2012).

Em condições ideais, o idoso deve ser capaz de levar uma vida independente em sua própria casa; no entanto, muitas vezes, devido a complicações de doenças crônicas, novas estratégias devem ser procuradas. Assim, frequentemente, a assistência e o cuidado tornam-se necessários.

No mundo atual, em países desenvolvidos surgem a cada dia tecnologias inovadoras como suporte e apoio para tornar a vida do idoso mais autônoma e independente. Tais tecnologias de cuidado trazem como alternativa os robôs de assistência e os sistemas robóticos chamados de exoesqueletos e de mobilidade pessoal. Além disso, há uma infinidade de dispositivos tecnológicos que se propõem a melhorar a vida no ambiente doméstico, como a alta tecnologia das casas inteligentes, denominadas Smart Homes (Carmo, 2012)

Os robôs de assistência ou sociais têm a tarefa de estimulação cognitiva e interação, além de desempenharem diversas atividades dentro da casa do idoso, como suporte de comunicação, ajuda na manipulação de objetos, apoio na mobilidade, bem como proporcionar companhia e por vezes cuidado.

Grande parte dos robôs produzidos atualmente se destina a idosos cognitivamente saudáveis. Muitos desses robôs têm funções variadas para colaborar na saúde mental e física dos idosos. Alguns robôs possuem corpo humanoide, como é o caso do NAO, Romeo, Pepper (Aldebaran Robotics, 2014). Existem também robôs que não possuem aspecto humanoide, como o Giraff, Matilda, iCat, Care-O-bot 3, S65 P37, R1T1 (Nestorov et al., 2014; The University of Salford, 2013; Giraff Technologies AB, 2014; DMS Company, 2014; La Trobe University, 2011; Robinson; Macdonald; Broadbent, 2014; Fraunhofer IPA, 2014). Outros sistemas robóticos são denominados exoesqueletos, como The Honda Walk Assist Device, o Walk Assist Robot, HAL. Esses dispositivos possuem a função de melhorar o caminhar e minimizar o impacto causado pela assimetria do andar, aumentando a força muscular e melhorando a independência nas atividades da vida diária (AVD) (Cyberdyne Inc., 2013; Honda Motor Co., 2013; Toyota Motor Corporation, 2013). Também existem os dispositivos de transporte pessoal robóticos, como U3-X Personal Mobility e o UNI-CUB, Winglet e o i-REAL, com os modelos i-Swing e i-Unit (Toyota Motor Corporation, 2007; Honda Motor Co., 2013).