O que vamos fazer depois do trabalho?
Envelhecimento, aposentadoria e meio ambiente
Diferentes aspectos do envelhecimento e da aposentadoria são tratados de diversas formas em diferentes gêneros do cinema, de forma implícita ou explícita, em que as percepções dependem do olhar do indivíduo, influenciado pelo contexto.
Para mostrar a grande diversidade dessa arte, são exibidos filmes de diversos gêneros: dramas, comédias, documentários, curtas, filmes antigos e recentes, nacionais e estrangeiros (americanos, italianos, canadenses, franceses, espanhóis, argentinos, entre outros).
Ações de educação não formal voltadas à população idosa podem ganhar novos ares com a utilização da linguagem do cinema no processo ensino-aprendizagem, integrando a discussão de temas relacionados à determinação da saúde com outras políticas sociais, especialmente educação e cultura. Além disso, o fato de o idoso sair de casa cria a oportunidade de convívio social e aumenta as chances de envolver-se em programas de promoção da saúde, especialmente a prática regular de atividade física.
A presença de jovens e crianças em alguns dos filmes pode permitir um contato intergeracional que facilita trocas de experiências e saberes, evidenciando que um mesmo tema pode comportar diferentes pontos de vista.
Envelhecimento, aposentadoria e
meio ambiente
Um dos temas menos abordados nas discussões que envolvem o envelhecimento e a aposentadoria é a questão ambiental. Chama a atenção o fato de essa temática não ter merecido qualquer referência na Lei da Política Nacional do Idoso (Brasil, 1994) ou no Estatuto do Idoso (Brasil, 2003), especialmente se considerada a ampla divulgação que vem sendo feita a respeito nas últimas décadas. O silêncio em relação aos problemas ambientais na legislação voltada à população idosa é ainda mais preocupante, pois esses problemas têm um impacto intensificado nesse grupo etário, como o caso da poluição urbana.
Nessa perspectiva, além de palestras, filmes e rodas de conversa envolvendo a temática ambiental, o PPA pode incluir algumas atividades ligadas ao meio ambiente, com destaque para as atividades físicas em áreas ecológicas (bosques, matas, hortos etc.), como:
a. “Caminhadas do Conhecimento”, com monitores de várias
áreas: Educação Física, Biologia, Ecologia, Geografia, Geologia etc.
b. Ginástica natural/ecológica, utilizando as condições naturais de
relevo e vegetação de reservas ecológicas.
c. Atividades de ciclismo e montaria a cavalo em trilhas no espaço
periurbano ou rural.
Idealmente, tais atividades devem ter um caráter interdisciplinar e multissetorial, incluindo meio ambiente, educação, saúde, cultura, esporte, lazer e turismo.
Além disso, o PPA pode estimular a apresentação de propostas relacionadas ao meio ambiente nas políticas públicas voltadas à população idosa, tais como:
Arborização de ruas, avenidas, praças e jardins utilizando árvores adequadas ao espaço urbano, conciliando os aspectos técnicos com as preferências da população. Poderia haver uma padronização por ruas, por quadras ou por bairros. Entre as variedades de plantas utilizadas, deveriam ser incluídas árvores características da vegetação nativa e árvores frutíferas, muitas delas fortemente associadas à época da infância dos atuais idosos.
Apoio a hortas comunitárias e ao plantio de ervas medicinais, que representam tanto um benefício direto para os produtores, enriquecendo a alimentação e os cuidados de saúde, quanto podem significar uma fonte adicional de renda. Poderiam ser utilizados terrenos próprios do poder público, vazios urbanos e espaços ociosos das instituições que desenvolvem ações voltadas aos idosos, creches municipais, escolas etc.