Os Ensaios

Michel de Montaigne · Apêndice

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Os Ensaios

Notas

considerações teológicas ou filosóficas, e aí perm anecem até 1783.

Notas

1 Erich Auerbach, Ensaios de literatura ocidental: filologia e crítica, organização de Davi Arrigucci Jr. e Sam uel Titan Jr., tradução de Sam uel Titan

Jr. e José Marcos Mariani de Macedo, São Paulo, Editora 34/Duas Cidades,

2007.

2 Essais I, 38 (I, 39 na edição Bordas, vol. 1, p. 322).

3 Essais III, 10 (ed. Bordas, vol. 3, p. 280).

4 Essais I, 19 (I, 20 na ed. Bordas, vol. 1, p. 111).

5 O term o "escritor" é usado aqui, obviam ente, num sentido restrito. É certo que em alem ão cham am os de escritores tam bém aos autores especializados

num a determ inada área, e que, além disso, o term o é em pregado para

designar o poeta de form a m odesta ou oficial. Não é isso, porém , a que nos

referim os neste contexto, em bora em sua m aioria os poetas sej am tam bém

escritores no sentido estrito que tem os em m ente aqui. Apesar da im precisão

do uso linguístico e da dificuldade de concebê-lo praticam ente, o tipo tornou-

se notório e inconfundível. Esse foi um dos m éritos da rica polêm ica que se

desenvolveu sobre e contra o term o, e cuj o pai e m estre na Alem anha foi Karl

Kraus.

6 Ver Ém ile Faguet, Seizième siècle, pp. 369 ss.

7 Ao contrário, por vezes ele parece prenunciar Malherbe, ao m enos quanto aos term os teóricos. Ver Essais III, 5: Le maniement et employte… (ed.

Bordas, vol. 3, p. 112).

8 Essais II, 17 (ed. Bordas, vol. 2, p. 419): Les Chréstiens ont une particulière instruction…

9 Essais III, 9 (ed. Bordas, vol. 3, pp. 238 ss.): Je me plonge la teste baissée, stupidement dans la mort, sans la considerer et recognoistre, comme dans

une profondeur muette et obscure qui m'engloutit d'un saut et accable en un

instant d'un puissant sommeil plein d'insipidité et d'indolence Mergulho na m orte de cabeça baixa, estupidam ente, sem a observar ou reconhecer, com o

se m e precipitasse num abism o m udo e obscuro que m e engolisse

repentinam ente e se apossasse de m im num instante com um sono pesado,

repleto de insipidez e indolência] — período que André Gide ( Commerce, XVIII,

1928, p. 43) considerou o m ais adm irável dos Ensaios.

10 Essais III, 2 (ed. Bordas, vol. 3, p. 20).

11 Ver Gustave Lanson, Les essais de Montaigne, Paris, Mellottée, 1930, pp.

122 ss. Só vim a conhecer esse livro m uito depois da redação deste ensaio

(1929).

12 Essais I, 19 (I, 20 na ed. Bordas, vol. 1, p. 101). E ainda noutra ocasião (I, 25 — ou I, 26 na ed. Bordas, vol. 1, p. 209) diz ele: que les Dieux ont mis

plutost la sueur aux advenues des cabinets de Vénus que de Pallas… que os

Deuses puseram m aiores obstáculos no cam inho de Vênus que no de Palas…]

Dentre todos os autores antigos, essa passagem lem bra m ais Lucrécio.

Acredito, porém , que m esm o ela é um sim ples artifício retórico. Montaigne

quer outra coisa.

13 Percebe-se assim a razão pela qual Pascal pôde partir dele, e o quanto os ilum inistas lhe são distantes, em bora tenham aproveitado m uitas de suas

ideias. Em Montaigne, a ideia cristã de condition de l'homme é ainda bastante

clara.

14 Região onde Montaigne nasceu e m orou, no sudoeste da França, e cuj as fronteiras variaram ao longo do tem po. Bordeaux era a capital.

15 O óvulo hum ano ainda não tinha sido descoberto, e m uitos acreditavam que as crianças eram produzidas por um a m istura de um sêm en fem inino m ais

fraco com o m asculino. O fem inino, sozinho, poderia eventualm ente produzir

um a m assa disform e.

16 Virgílio, Eneida, VIII, 22-5.

17 Horácio, Arte poética, 7-8.

18 Marcial, VII, LXXIII, 6.

19 Lucano, IV, 704.

20 Este capítulo é o de núm ero XVI nas edições de 1580, de 1588 e no Exem plar de Bordeaux.

21 Tertuliano, Apologética, IV, 9.

22 Este capítulo é o de núm ero XVIII nas edições de 1580, de 1588 e no Exem plar de Bordeaux.

23 Virgílio, Eneida, II, 774.

24 Quinto Cúrcio, III, XI, 12.

25 Ênio, citado por Cícero, Tusculanas, IV, VIII, 19.

26 Este capítulo é o de núm ero XX nas edições de 1580, de 1588 e no Exem plar de Bordeaux.

27 Sêneca, Cartas a Lucílio, CXVII, 30.

28 O term o "virtude", virtus em latim , deriva, segundo Cícero ( Tusculanas, II, XVIII, 43) de vir (varão), e não de vis (vigor, forte). A verdadeira virtude, nesse sentido, seria a virilidade.

29 Horácio, Odes, II, III, 25.

30 Cícero, De finibus, I, XVIII, 60.

31 Horácio, Odes, III, I, 18-21.

32 Claudiano, Contra Rufino, II, 137-8.

33 Lucrécio, IV, 474.

34 Até 1564 o ano na França com eçava na Páscoa. Em 1565, um decreto de Carlos IX, adiado pelo Parlam ento até 1567, fixou o início do ano em 1o de

j aneiro, segundo a prática rom ana.

35 Horácio, Odes, III, XIII, 13-4.

36 O papa Clem ente V (1305-14) era Bertrand de Got, arcebispo de Bordeaux.

37 Henrique II, m orto em 10 de j ulho de 1559, depois de se ferir num torneio.

Seu ancestral Filipe, filho de Luís VI, o Gordo (1081-1137), m orreu quando um

porquinho atropelou seu cavalo num a rua de Paris.

38 O papa João XXII era de Cahors, perto de Bordeaux.

39 Horácio, Epístolas, II, II, 126-8.

40 Horácio, Odes, III, II, 14-6.

41 Propércio, III, XVIII, 25-6.

42 A m úm ia.

43 Horácio, Epístolas, I, IV, 13-14.

44 O triunfo era, na Antiguidade rom ana, a m archa de um general vitorioso entrando na cidade, quando os chefes inim igos eram exibidos acorrentados.

45 Catulo, LXVIII, 16.

46 Lucrécio, III, 915.

47 Sêneca, Cartas a Lucílio, XCI, 16.

48 Horácio, Odes, II, XVI, 17-8.

49 Lucrécio, III, 898-9.

50 Virgílio, Eneida, IV, 88.

51 Ovídio, Amores, II, X, 36.

52 Lucrécio, III, 900-1.

53 Sílio Itálico, XI, 51-4, citado em Justo Lipse, Saturnalium libri, I, VI.

54 Dicáiarcos de Messina, discípulo de Aristóteles, geógrafo e historiador, autor de um tratado sobre a vida na Grécia: Bios Hellados.

55 Pseudo-Galo ou Maxim iano, I, 16.

56 Sêneca, Epístolas, LXXVII, 19. O im perador era Caio César (Calígula), não Júlio César.

57 Horácio, Odes, III, III, 3-6.

58 Horácio, Epístolas, I, XVI, 76-9.

59 A fonte principal no solilóquio da Natureza, em Lucrécio, III.

60 Lucrécio, II, 76 e 79.

61 Sêneca, Hércules furioso, III, 874.

62 Manílio, IV, 16.

63 Lucrécio, II, 938.

64 Lucrécio, III, 941-2.

65 Manílio, I, 522-3.

66 Lucrécio, III, 944-5.

67 Virgílio, Geórgicas, II, 402.

68 Lucrécio, III, 944-5.

69 Lucrécio, III, 1090-1.

70 Lucrécio, III, 885-7.

71 Lucrécio, III, 919 e 922.

72 Lucrécio, III, 926-7.

73 Lucrécio, III, 972-3.

74 Lucrécio, III, 968.

75 Lucrécio, II, 578-80.

76 Este capítulo é o de núm ero XXVI nas edições de 1580, de 1588 e no Exem plar de Bordeaux.

77 A aritm ética, a m úsica, a astronom ia e a geom etria, de acordo com a classificação então em vigor.

78 O centão era um poem a literário feito inteiram ente de versos de outros autores, e m uito em voga na época de Montaigne.

79 Os ensaios, do autor.

80 O capítulo "Sobre o pedantism o", de núm ero XXV nas edições publicadas ainda em vida de Montaigne, não incluído nesta edição.

81 Montaigne era cliente e protegido da fam ília de Foix. Charlotte-Diane de Foix, a quem dedica este ensaio, se casou em 1579 com o prim o Louis de

Foix, conde de Gurson. No ano seguinte nasceu Frédéric de Foix, futuro

conselheiro do rei.

82 Cícero, De natura deorum, I, V, 10.

83 Sêneca, Epístolas, XXXIII.

84 Trata-se de Girolam o Borro, professor de filosofia da universidade de Rom a, libertado da prisão da Inquisição por decisão papal. Já citado por

Montaigne em seu Diário de viagem à Itália.

85 Dante, Inferno, XI, 93.

86 Sêneca, Cartas a Lucílio, XXXIII, 10.

87 Ludovico Palvallo, cham ado O Paluel, era m estre de dança em Milão. Ele e Pom peu Diabono trabalharam na corte de Henrique II.

88 Trata-se do antigo Panteon, em Rom a, construído no ano 27, no reinado de Augusto. Em 609 foi transform ado em Igrej a de Santa Maria dos Mártires, e

no Renascim ento era considerado um a das m aravilhas do m undo.

89 Horácio, Odes, III, II, 5-6.

90 Cícero, Tusculanas, II, XV, 36.

91 Em decorrência das guerras de religião.

92 ** Sêneca, Cartas a Lucílio, CIII, 5.

93 Cícero, De officiis, I, XLI, 148.

94 Cícero, Acadêmicas, II, 3.

95 Vinho grego licoroso.

96 Propércio, IV, III, 39.

97 Verm inose que prej udica a respiração das aves dom ésticas e as im pede de beber, o que provoca sede intensa.

98 Os índios brasileiros.

99 Extraído de Henri Estienne, Apologie pour Hérodote, "Aviso ao leitor", de 1566.

100 Pérsio, III, 69-72 e 67.

101 Virgílio, Eneida, III, 459.

102 Horácio, Epístolas, I, II, 40-3.

103 Propércio, IV, I, 89.

104 Na antiga cosm ografia, era na oitava esfera celeste (das nove) que estavam presas as estrelas.

105 Anacreonte, Odes, IV [XVII], 10-1.

106 Teodoro Gaza, erudito grego nascido em Tessalônica em 1398, foi para a Itália em 1444 e aprendeu latim . Autor de um a gram ática grega, que provavelm ente é a obra em que pensa Montaigne.

107 Respectivam ente: verbo ballo: eu lanço; com parativo keíron: pior; com parativo béltion: m elhor; superlativo keíriston: o pior; superlativo béltiston: o m elhor.

108 Juvenal, IX, 18-20.

109 Term os de dialética, usados na Idade Média, para designar duas form as de silogism os.

110 Term o da antiga astronom ia para designar as irregularidades aparentes do m ovim ento dos astros.

111 Bradam ante e Angélica são heroínas de Orlando Furioso, de Ariosto. A

prim eira sim boliza a beleza viril; a segunda, a beleza caprichosa e suave, que despreza as hom enagens dos m aiores heróis.

112 O pastor Páris, que preferiu Afrodite a Hera e a Atena. Montaigne opta por Bradam ante.

113 Pérsio, III, 23-4.

114 Alexandre, o Grande.

115 No original: enfant, que na época designava quem ainda não fosse um hom em m aduro. Alexandre partiu à conquista da Ásia aos 22 anos.

116 Pérsio, V, 64-5.

117 Era o que diziam os rom anos sobre os gauleses, com respeito à sua capacidade de lutar.

118 Horácio, Epístolas, I, I, 25-6.

119 Sêneca, Cartas a Lucílio, XC, 46.

120 Horácio, Epístolas, I, XVII, 23.

121 Horácio, Epístolas, I, XVII, 25-6 e 29.

122 Cícero, Tusculanas, IV, III, 5.

123 Cícero, Tusculanas, II, IV, 11.

124 Horácio, Arte poética, 311.

125 Sêneca, o Retórico, Controvérsias, III, proemium.

126 Cícero, De finibus, III, V, 19.

127 Horácio, Sátiras, I, IV, 8.

128 Horácio, Sátiras, I, IV, 58-9 e 62.

129 Sêneca, Epístolas, 40.

130 Cícero, Acadêmicas, II, XXIV.

131 Quintiliano, Instituição oratória, VIII, III, 30.

132 Sêneca, Cartas a Lucílio, LIX, 5.

133 Epitáfio de Lucano, em Vita Lucani, recolhido nas edições do poeta publicadas no século XVI.

134 Sêneca, Cartas a Lucílio, XI, 4.

135 Sêneca, Cartas a Lucílio, LXXV, 1.

136 Respectivam ente, "filólogos" e "logófilos".

137 Horstanus, que depois ensinou no Colégio de Guy enne, em Bordeaux, onde Montaigne estudou de 1539 a 1546.

138 Jogar a bola de um para outro, com o no j ogo de pela.

139 Virgílio, Bucólicas, VIII, 39.

140 Nom e latinizado de André de Gouveia, fam oso hum anista português (1497-1548) naturalizado francês, diretor do Colégio de Guy enne. Em 1547 voltou

para Portugal e fundou um colégio em Coim bra.

141 Tito Lívio, XXIV, XXIV.

142 Este capítulo é o de núm ero XXVII nas edições de 1580, de 1588 e no Exem plar de Bordeaux.

143 Cícero, Academica priora, II, XII, 38.

144 Horácio, Epístolas, II, II, 208-9.

145 Lucrécio, II, 1038-9.

146 Lucrécio, II, 1033-6.

147 Lucrécio, VI, 647-77.

148 Cícero, De natura decorum, II, XXXVIII, 96.

149 Em todas as edições publicadas ainda em vida de Montaigne, lê-se "esse infinito poder de Deus". Mas no Exem plar de Bordeaux ele riscou "Deus" e

escreveu "natureza".

150 Em 1385 o conde de Foix anunciou que houvera em Portugal um a m atança de soldados do Béarn, o que a população só soube dez dias depois. Em

seguida, o conde ficou três dias trancado em seus aposentos. Tinha fam a de

saber tudo antes dos outros, o que im putava a um fantasm a cham ado Orthon

ou a outro do m esm o gênero, que teria servido ao senhor de Corasse e que

agora lhe contava todas as novidades contadas ao antigo am o. Orthon seria

um fantasm a que percorria o m undo, andava m ais rápido que o vento e trazia

notícias com extrem a rapidez.

151 Cícero, Tusculanas, I, XXI, 49.

152 Este capítulo é o de núm ero XXX na edição de 1580 e XXXI nas de 1582, de 1588 e no Exem plar de Bordeaux.

153 França Antártica é o Brasil.

154 Virgílio, Eneida, III, 414 e 416-7.

155 Horácio, Arte poética, 65-6.

156 Propércio, I, II, 10-1 e 14.

157 Virgílio, Geórgicas, II, 20.

158 Grande lexicógrafo do final do século X.

159 Juvenal, XV, 93-4.

160 Nessa época se im portavam m úm ias para usá-las em rem édios.

161 Claudiano, De sexto consulatu honorii, v. 248.

162 Sêneca, De providentia, II, VI. As edições m odernas trazem cecidit.

163 Este capítulo é o de núm ero XXXII nas edições de 1580, de 1588 e no Exem plar de Bordeaux.

164 Horácio, Sátiras, I, 2.

165 Os protestantes venceram em La Rochelabeille, em 1562, e perderam em Jarnac e Moncontour, em 1569. Os dois lados atribuíram suas derrotas aos

castigos "paternais" de Deus.

166 Vitória de Lepanto, obtida contra os turcos de Selim II em 7 de outubro de

1571 pela arm ada da Liga Cristã, com andada pelo católico dom João da

Áustria. Mas a Invencível Arm ada espanhola foi derrotada em 1588, o que os

protestantes atribuíram a um a intervenção de Deus em favor da religião

verdadeira, a deles.

167 Livro da sabedoria, 9, 13.

168 Este capítulo é o de núm ero XXXIX nas edições de 1580, de 1588 e no Exem plar de Bordeaux.

169 Juvenal, XIII, 26-7.

170 Horácio, Epístolas, I, XI, 25-6.

171 Horácio, Odes, III, I, 40.

172 Virgílio, Eneida, IV, 73.

173 Horácio, Odes, II, XVI, 18-20.

174 Pérsio, V, 158-60.

175 Lucrécio, V, 43-8.

176 Verso traduzido por Montaigne na frase anterior. Horácio, Epístolas, I, XIV, 13.

177 Tibulo, IV, XIII, 12.

178 Terêncio, Adelfos, I, I, 38-9.

179 Quintiliano, Instituição oratória, X, VII, 24.

180 Horácio, Epístolas, I, XV, 42-6.

181 Adaptado de Horácio, Epístolas, I, I, 19.

182 Horácio, Epístolas, I, XII, 12.

183 Pérsio, I, 23-4.

184 Propércio, II, XXV, 38.

185 Propércio, II, 25.

186 Pérsio, V, 151-2.

187 Pérsio, I, 22.

188 Epicuro escreve a Idom eneu, que foi seu aluno; Sêneca escreve a Lucílio, em Cartas a Lucílio. Os conselhos que se seguem são quase todos extraídos

das várias epístolas de Sêneca.

189 Cícero, Tusculanas, II, XXII, 52.

190 Juvenal, VIII, 144-5.

191 As duas orações ditas respectivam ente antes e depois da refeição.

192 Esse acréscim o feito por Montaigne no Exem plar de Bordeaux pode se referir ao j urista Arnaud du Ferrier (1508-1585), em baixador do rei no Concílio

de Trento. Ferrier tornou-se chanceler de Henrique de Navarra depois de sua conversão ao protestantism o. Montaigne o conhecia bem quando foi

interm ediário entre Henrique de Navarra e o m arechal de Matignon, tendo sido

recebido por ele em Veneza duas vezes. Ver Les essais, de Michel de

Montaigne, Paris, Gallim ard, 2007, p. 1493.

193 ** Term o de teologia definido pelo catecism o do Concílio de Trento. A

"satisfação" constitui um a parte do sacram ento de penitência, e é a

"reparação voluntária que o pecador faz a Deus pelas obras penosas da

penitência para a inj úria que Lhe foi feita por seus pecados" ( Dictionnaire

théologique portatif, Paris, Didot, 1756, p. 587).

194 Aqueles referidos acim a, "cuj a devassidão governa incessantem ente a cabeça".

195 A Reform a protestante.

196 Cantar salm os, frequentem ente na tradução feita pelo poeta francês Clém ent Marot, tornou-se um a prática da corte de Margarida de Navarra, e

para m uitos passou a ser um sinal da Igrej a protestante.

197 Montaigne dá m ais um a estocada nos protestantes e nas traduções que faziam em língua vernacular dos textos sagrados. Esse era o centro dos

debates teológicos da época entre protestantes e católicos, os prim eiros

desej ando um acesso direto de todos os fiéis aos textos sacros em sua língua

m aterna, os segundos sendo contra, pois a palavra de Deus corria o risco de

ser alterada com as interpretações dos tradutores.

198 * O relato foi feito pelo bispo Jerônim o Osório da Fonseca, autor de um a história do rei Manuel de Portugal cham ada De rebus Emmanuelis Lusitaniae

Regis gestis, Colônia, 1581. A ilha é a de Socotra, entre a Som ália e a Arábia

Saudita.

199 Eurípides, Melanipe, a sábia.

200 Expressão de Santo Agostinho que designa o vocabulário usado pelos filósofos quando falam de questões m etafísicas. Ver Santo Agostinho, Cidade

de Deus, X, XXIX.

201 Pérsio, II, 4.

202 Pérsio, Sátiras, II, 21-3.

203 Lucano, V, 104-5.

204 Pérsio, II, 6-7.

205 Horácio, Epístolas, I, XVI, 59-62.

206 Horácio, Odes, III, 23.

207 O im perador Augusto.

208 Lucrécio, III, 451-3.

209 Público Siro, citado por Aulo Gélio, XVII, XIV, 4.

210 Sêneca, Cartas a Lucílio, XX, 5.

211 Horácio, Epístolas, I, I, 98-9.

212 Horácio, Sátiras, II, VII, 82.

213 Lucrécio, III, 1057-9.

214 Palavras de Ulisses a Fêm io em Hom ero, Odisseia, XVIII, 136-7, traduzidas por Cícero e, m ais tarde, citadas por Santo Agostinho, Cidade de Deus, V, VIII.

215 Lucrécia, m ulher de Tarquínio Colatino, foi violentada por Sexto Tarquínio.

Desonrada, m andou buscar o pai e o m arido, revelou o crim e e m atou-se na

frente deles com um punhal.

216 Horácio, Epístolas, II, III, 39-40.

217 Horácio, Epístolas, II, II, 39.

218 O sultão Maom é II, que em 1453 acabou com o Im pério Bizantino e tom ou Constantinopla, fez em 1479 um a expedição contra os húngaros, que term inou

em fracasso.

219 Term o da lógica neoescolástica, que descreve o processo que divide os argum entos em pares, cada um tendo pelo m enos um elem ento oposto a um

dos elem entos do outro.

220 Cícero, Tusculanas, II, XXVII, 65.

221 Cícero, Paradoxos, V, I, 34.

222 John Talbot, conde de Shrewsbury, capitão inglês que m orreu no cerco de Castillon, em 1453; seu últim o com bate foi travado perto do castelo de

Montaigne.

223 Sêneca, Epístolas, CXX.

224 Tibulo, II, I, 75-6.

225 Horácio, Sátiras, I, I, 107.

226 Horácio, Sátiras, I, III, 115.

227 Todos os com entadores dizem que é a Alem anha, que de fato não era m uito apreciada na época. A em briaguez proverbial dos alem ães é obj eto de

zom baria de Giordano Bruno em Spaccio della bestia trionfante, III, III.

228 Lucrécio, III, 475.

229 Horácio, Odes, III, XXI, 14-6.

230 Flávio Josefo (37 ou 38 d.C.-c. 101), historiador j udeu, autor de De vita sua, única autobiografia da Antiguidade que restou com pleta até nossos dias.

231 Virgílio, As bucólicas, VI, 15.

232 Juvenal, Sátiras, XV, 47-8. Ao substituir nec por et, Montaigne dá ao verso um sentido contrário ao de Juvenal.

233 Pseudo-Galo ou Maxim iano, I, 47-8.

234 Horácio, Odes, III, XXI, 11-2.

235 Cerca de vinte garrafas: um lote equivalia a quatro pintas, e a pinta, a pouco m enos de um litro.

236 Marco Aurélio ou o Relógio dos príncipes (1529), de Antonio Guevara (1490-1545), foi traduzido para o francês em 1531 e fez grande sucesso na

época.

237 O vinho não m isturado com água, com o então se costum ava beber na Grécia.

238 Horácio, Odes, III, XXVIII, 4.

239 Lucrécio, III, 154-7.

240 Terêncio, Heautontimorumenos, 77; citado por Cícero, De officiis, I, IX, 30.

241 Virgílio, Eneida, VI, 1.

242 Os estoicos.

243 Cícero, Tusculanas, V, IX.

244 Traduzido na frase anterior.

245 Virgílio, Eneida, IV, 158.

246 Juvenal, XIII, 195.

247 Hesíodo, Os trabalhos e os dias, 266; verso citado por Aulo Gélio, IV, V, I, fo 261 G.

248 Virgílio, Geórgicas, IV, 238.

249 Lucrécio, V, 1158-60.

250 Juvenal, XIII, 2.

251 Ovídio, Fastos, I, 485-6.

252 Públio Siro, citado no com entário de Vivès, A Cidade de Deus, XIX, VI, p.

234.

253 A senhora d'Estissac era m ãe de Charles d'Estissac, que acom panhou Montaigne em sua viagem à Itália. Era viúva desde 1565 e tinha um a filha,

Claude, que se casou com o conde de La Rochefoucauld.

254 Terêncio, Adelfos, I, I, 40.

255 Tito Lívio, XXVIII, XXVIII, I.

256 Torquato Tasso, Jerusalém libertada, X, XXXIX, 6-8.

257 Horácio, Epístolas, I, I, 8.

258 Terêncio, Adelfos, IV, II, 9.

259 O m arechal Blaise de Montluc m orreu em 1577. Pierre-Bertrand de Montluc, seu segundo filho, a quem o pai se refere neste trecho, m orreu em

1566. O pai escreveu sobre o filho no livro de m em órias Commentaires.

260 Todo o trecho que se segue, a respeito dos caprichos dos testadores, faz alusão a Guillaum e de La Chassaigne, tio da senhora de Montaigne, cuj o

testam ento de 1587 foi m odificado em 1560 e depois em 1591, e acabou

privando sua sobrinha e Montaigne de um a herança im portante, em benefício

de um irm ão da senhora de Montaigne. Esta teve a habilidade de escolher o

velho tio para padrinho da filha, que recebeu 4500 libras.

261 Substituição: term o j urídico que designa o fato de cham ar sucessivam ente um ou vários herdeiros a sucederem , a fim de que aquele que foi instituído em

prim eiro lugar não possa alienar os bens subm etidos à substituição. Seria algo

sem elhante ao fideicom isso. Em bora condene a substituição, Montaigne a

prevê em suas próprias disposições testam entárias.

262 De prim ogênito, depois que seus dois irm ãos m ais velhos m orreram .

263 Inscrita no frontão do tem plo de Delfos: "Conhece-te a ti m esm o".

264 A Lei Sálica, isto é, da tribo dos francos sálicos, escrita no reino de Clóvis e que excluía as m ulheres da sucessão da terra. Foi depois estendida à

sucessão da Coroa, na época dos Valois. Quando Montaigne escrevia, a

questão era de grande atualidade porque se pensava que o rei Henrique III não

teria filhos.

265 Instado por um sínodo a escolher entre seu bispado e seu livro Etiópica, sobre os am ores de Teagenes e Carícleia, Heliodoro de Em eso renunciou às

suas funções.

266 Os ensaios.

267 Ovídio, Metamorfoses, X, 283-4.

268 Cícero, Cartas aos familiares, XV, XIX.

269 Sêneca, Cartas a Lucílio, XIII, 3.

270 Referência aos torneios, que usavam a espada preta, em botada e sem ponta para os treinam entos, e a espada branca afiada de ponta fina para ferir

ou m atar.

271 Derrotado por Júlio César em Farsália, Catão, o Moço, se suicidou em Útica, trespassando o corpo com a própria espada.

272 Cícero, Tusculanas, I, XXX.

273 Júlio César.

274 Horácio, Odes, I, XXXVII, 29.

275 Cícero, De officiis, I, XXXI, 112.

276 Virgílio, Eneida, XI, 154-5. Montaigne adapta o verso à sua frase.

277 Horácio, Sátiras, I, VI, 65.

278 Horácio, Odes, II, XVII, 17-20. Montaigne nasceu dia 28 de fevereiro, sob o signo de Peixes.

279 Essa escolha teria provocado a guerra de Troia.

280 Juvenal, Sátiras, VIII, 164.

281 Lucrécio, IV, 1106-7.

282 Horácio, Epodes, II, 37-8.

283 Lucas, XII, 4.

284 Verso de Iliona, de Pacúvio, citado por Cícero, Tusculanas, I, XLIV, 106.

285 Sêneca, Cartas a Lucílio, XC, 45.

286 Sêneca, Cartas a Lucílio, XC.

287 Ovídio, Metamorfoses, XV, 106-7.

288 Ovídio, Metamorfoses, XV, 158.

289 Claudiano, Contra Rufino, II, 482-4.

290 Ovídio, Metamorfoses, XV, 160-1. Essas palavras são atribuídas por Ovídio a Pitágoras.

291 Cícero, De natura deorum, I, XXXVI, 101.

292 Juvenal, XV, 2.

293 Tem plo que teria sido substituído pelo Partenon.

294 Magistrado e filósofo, Jean Bodin (1530-1595) é autor do livro Methodus ad facilem historiarum cognitionem, a que Montaigne se refere.

295 Tácito, Annales, II, LXXVII.

296 Virgílio, Geórgicas, II, 473.

297 Plínio, o Moço, Cartas, III, XVI.

298 Marcial, Epigramas, I, XIII, 1-4.

299 A citação de Marcial é um a paráfrase do texto de Plínio, o Moço, acim a.

300 Os ensaios.

301 Cólica renal, que em outras partes Montaigne cham a de "doença da pedra" ou gravela, m al que o atorm entou por m uitos anos.

302 Mecenas, citado por Sêneca, Cartas a Lucílio, CI, II.

303 Marcial, X, XLVII, 13.

304 Cícero, Tusculanas, II, XXIII, 56.

305 Versos de Filocteto, de Ácio, citados por Cícero, De finibus, II, XXIX, 94, e Tusculanas, II, XIV, 33.

306 Virgílio, Eneida, VI, 103.

307 Juvenal, III, 236.

308 Virgílio, Eneida, VII, 770-3.

309 Cícero, De devinatione, II, LXIV.

310 Na Antiguidade considerava-se que o hom em tinha quatro hum ores: o sangue, a fleum a, a bile e a atrabílis (bile negra), responsáveis pelas doenças.

311 Corpos leves e sutis, em anações que eram consideradas os princípios da vida e do sentim ento.

312 O latim era a língua corrente dos m édicos no século XVI.

313 O guáiaco, que vinha das Antilhas, era usado contra a sífilis; a raiz da salsaparrilha, tam bém antilhana, era usada com o diurético; a raiz-da-china, de

origem asiática, tinha propriedades depurativas e antirreum áticas.

314 Talha era o nom e da incisão da bexiga para extrair os cálculos.

315 Literalm ente: "espelho da m atriz", hoj e "espéculo vaginal". O instrum ento foi descrito pelo cirurgião Am broise Paré (1510-1590) com o um dos que

dilatavam as cavidades das entranhas e serviam para extrair os cálculos.

316 Trata-se de Étienne de la Boétie, m orto de disenteria em agosto de 1563, depois de um a agonia de nove dias.

317 Drogas que desobstruem as vias digestivas e urinárias.

318 Ausônio, Epigramas, LXXIV.

319 Marcial, VI, LIII, 1-4.

320 O benefício (eclesiástico) era um dom ínio concedido pela Igrej a a um padre, um bispo, gerando-lhe um a renda. O direito de patronato era o direito

de nom ear alguém para receber um benefício.

321 Maître é o tratam ento usual dos advogados na França.

322 Preceito do Eclesiástico (38, I): "Honra o m édico, porque ele é necessário".

323 Marguerite d'Aure de Gram ont, senhora de Duras, era irm ã de Philibert de Gram ont, que se feriu m ortalm ente no cerco de la Fère, em setem bro de

1580, e cuj o cadáver Montaigne escoltou. Casou-se com Jean de Durfort, que

abj urou o protestantism o depois da noite de São Bartolom eu.

324 Dos Ensaios.

325 Alusão ao rom ance de cavalaria Os quatro filhos de Aymon, de Jacob van Maerlant, escritor flam engo do século XIII, que evoca a luta de quatro

cavaleiros contra Carlos Magno, a quem acabam se subm etendo.

326 No original: nouvelleté, palavra que designava a "novidade" introduzida pelos protestantes em m atéria de religião, que suscitou aspirações

revolucionárias.

327 Cláusula da carta XXXIX de Sêneca, Cartas a Lucílio, XXXIX, 6.

328 Cícero, Tusculanas, II, XXVI, 63.

329 Cícero, De natura deorum, III, XXXV, 8.

330 Horácio, Odes, IV, X, 7-8.

331 Bias de Priene foi um dos Sete Sábios da Grécia arcaica e viveu no século VI a.C. Druso foi um tribuno do povo em 91 a.C.

332 Lucano, IV, 237-42. Montaigne m odificou o fim do prim eiro verso, que é, segundo as edições, clauso ou cluso.

333 Quintiliano, Instituição oratória, V, XII, 19.

334 Tito Lívio, XXXIX, XI, 5-6.

335 Sêneca, Epístolas, LVI.

336 Cícero, Tusculanas, V, XXXVIII.

337 Plutarco, De la pluralité des amis, 103, em que salienta que as grandes am izades vêm aos pares, não em grupos.

338 Horácio, Odes, III, XIX, 3.

339 "Falar na ponta do garfo", falar com requinte e afetação.

340 Juvenal, VI, 189-91.

341 Segundo Sêneca, Cartas a Lucílio, CXV, 2. Montaigne adapta a frase para o fem inino, pois Sêneca se referia aos j anotas.

342 Cícero, Paradoxos, V, II, 38. Cícero se refere à contem plação das obras-

prim as de arte, e não da beleza fem inina, com o faz Montaigne.

343 Ovídio, Tristia, I, I, 83-4.

344 Tácito, Anais, XIII, XLV.

345 As relações com os am igos e com as m ulheres.

346 Sêneca, Consolação a Políbio, VI, IV.

347 Ovídio, Tristia, IV, 1, 4.

348 Petrônio, Satíricon, CXXVII.

349 Marcial, X, XXIII, 7.

350 Por indícios do texto se supõe que Montaigne tinha 53 anos ao escrever este ensaio.

351 Sêneca, Cartas a Lucílio, XCIX, 17.

352 Verso de Ênio em louvor de Quinto Fábio Cunctator, citado por Cícero, De officiis, I, XXIV, 84.

353 Cícero, De senectude, XVI, 59.

354 Horácio, Odes, IV, XII, 27.

355 Cícero, De senectude, XVIII, 65.

356 Ovídio, De ponto, I, V, 18.

357 Ovídio, Tristia, III, XI, 22.

358 Pseudo-Galo, I, 125.

359 Horácio, Épodos, XIII, 4-5.

360 Sidônio Apolinário, Epístolas, I, IX, 8.

361 George Buchanan, Baptistes, sive calumnia, Londres, T. Vautrollerivs, 1577, Prologus, 31.

362 Marcial, VII, LVIII, 9.

363 Segundo Cícero, De finibus, II, XXIV, 77.

364 Sêneca, Cartas a Lucílio, LIII, 8.

365 Lucrécio, I, 22-3. Os dois prim eiros versos são de Eurípides, citados por Plutarco, Qu'il fault qu'un philosophe converse avec les princes, fo 134 C.

366 Virgílio, Eneida, IV, 23.

367 Jean Second, Elegias, I, III, 29.

368 Torquato Tasso, Jerusalém libertada, XII, LXIII, 1-4.

369 Juvenal, VI, 196.

370 Virgílio, Eneida, VIII, 387-92 e 404-6.

371 Virgílio, Geórgicas, III, 137.

372 Catulo, LXIV, 79.

373 Pseudo-Galo ou Maxim iano, I, 61.

374 Juvenal, IX, 32.

375 Tirésias, que foi transform ado em m ulher, e depois voltou a ser hom em .

376 Ovídio, Metamorfoses, III, 323.

377 Próculo, no século III, e Messalina, no século I.

378 Juvenal, Sátiras, VI, 128.

379 Marcial, XII, XCVII, 10, 7 e 11.

380 Fouteau, antigo nom e popular da faia, evoca foutre, term o vulgar para

"fazer am or". Segundo o Dictionnaire etymologique de la langue française

(Paris, 1750), de Gilles Ménage, a palavra significava para parisienses e

norm andos um a "obscenidade", m as o autor não dá m ais detalhes.

381 Horácio, Odes, III, VI, 21.

382 Virgílio, Geórgicas, III, 267.

383 Catulo, LXVIII b, 125-8.

384 Horácio, Epodos, VIII, 15.

385 Das coxas.

386 Fonte desconhecida. Alusão ao culto prestado a Príapo na Índia, na Grécia e na Ásia Menor.

387 Montaigne critica a m oda das cham adas braguilhas de alçapão, de tecido bordado, aplicadas sobre as calças e conservadas no uniform e dos guardas

suíços.

388 Ênio, citado por Cícero, Tusculanas, IV, XXXIII, 70.

389 Divindade rom ana associada ao culto de Fauno.

390 Virgílio, Geórgicas, III, 242.

391 O "bom hom em " citado acim a, que m andou castrar as estátuas, provavelm ente um papa contem porâneo de Montaigne.

392 Alusão aos grafites obscenos então gravados nas paredes de pedra.

393 Cidade hoj e situada no Mianm ar.

394 Anquinhas postas em volta dos quadris, debaixo da saia, para deixá-la bufante. Vários reis tentaram acabar por decreto com essa m oda vinda da

Espanha, que perm itia às prostitutas esconderem a gravidez. A palavra vem

do espanhol verdugado, de verdugo (varetas que serviam para a estrutura

das anquinhas). Montaigne parece derivar a palavra de vertue-garde, "guarda-virtude".

395 Horácio, Odes, II, XII, 21.

396 Ovídio, De arte amandi, III, 93.

397 Diversorum veterum poetarum in Priapum lusus, Veneza, Alde, 1517, fº 3

vº; retom ada por Ovídio, De arte amandi, III, 90.

398 Jean Second, Elegias, I, VII, 71-2.

399 Catulo, XV, 17-9; alusão ao suplício infligido ao hom em flagrado em delito de adultério.

400 Vulcano é o deus, Virgílio é o poeta.

401 Ovídio, Metamorfoses, IV, 187.

402 Virgílio, Eneida, VIII, 395.

403 Virgílio, Eneida, VIII, 383.

404 Virgílio, Eneida, VIII, 441.

405 Catulo, LXVIII, 141.

406 Catulo, LXVIII, 138.

407 Propércio, II, III, 3.

408 Virgílio, Eneida, V, 6.

409 Catulo, LXVII, 21-2.

410 Marcial, VII, LXI, 6.

411 Marcial, VI, VII, 6.

412 Santo Agostinho, Cidade de Deus, I, XVIII.

413 Juvenal, VI, 347.

414 Lucrécio, III, 1028 e 1026. Montaigne transform ou o fim do verso 1028

j untando-lhe um verso de Horácio, Sátiras, I, VI, 4, que por sua vez era um a

im itação de Lucrécio.

415 Catulo, LXIV, 170.

416 Ovídio, Tristia, IV, I, 34.

417 Terêncio, Eunuco, 813.

418 Lucano, II, 446.

419 Virgílio, Eneida, XII, 499.

420 Lucrécio, I, 32-4 e 36-40.

421 Sêneca, Cartas a Lucílio, XXXIII, I, a respeito dos grandes da Antiguidade.

422 Quintiliano, X, VII, 15.

423 Os que dom inam m al um a língua.

424 Tam bém conhecido com o Antigênidas.

425 Alcaparras, em latim .

426 Claudiano, Contra Eutropo, I, 24-5.

427 Horácio, Sátiras, I, I, 24.

428 A seita j udaica dos essênios, que vivia nos arredores do m ar Morto, praticava um a vida austera e contrária ao casam ento.

429 Terêncio, Fórmion, 172.

430 Virgílio, Geórgicas, II, 511.

431 Pseudo-Galo, I, 108.

432 Virgílio e Lucrécio, citados acim a.

433 Ovídio, Amores, I, V, 24.

434 Catulo, LXIX, 147-8.

435 Marcial, VII, XCV, 10-1 e 14. O texto de Marcial trazia no últim o verso o term o cunnilinguis.

436 De pé atrás.

437 Marcial, XI, CIV, 12.

438 Marcial, XI, LX, 8.

439 Catulo, LXVIII, 147.

440 Tibulo, I, VI, 35.

441 Pierre de Brantôm e conta o caso de um nobre francês que envenenou a m ulher por seus órgãos genitais para se casar com outra.

442 Tito Lívio, XXIV, IV.

443 Ovídio, Amores, III, IV, 13-4.

444 Vênus.

445 Marcial, VII, LVII, 3.

446 Catulo, LXVII, 27.

447 Virgílio, Geórgicas, III, 127.

448 Horácio, Epodos, XII, 15-6.

449 Horácio, Odes, II, IV, 22.

450 Virgílio, Eneida, XII, 67.

451 Ovídio, Amores, I, VII, 21.

452 Diversorum veterum poetarum in Priapum lusus, Veneza, Alde, 1517, peça 72, I, fº 15 Vº; e peça 7, 4-5, fº 4 Vº. Montaigne m odificou o texto do

prim eiro verso, e inverteu o sentido dos dois seguintes.

453 Quinto Cícero, A petição do consulado, XIV, 54.

454 Théodore de Bèze, Th. Bezae Vezelii Poemata, s. l. s. d. [v. 1548; contrafação da edição original, Paris, C. Badius, 1548], fº 54, epigram a " Ad

quandam", 10.

455 Saint-Gelais, "Rondeau sur la dispute des vits par quatre dam es", Oeuvres poétiques françaises, organização de Donald Stone, STFM, 1993, t. I, rondó 17,

pp. 276-7.

456 Catulo, LXVIII, 145.

457 Horácio, Odes, I, V, 13.

458 Terêncio, Eunuco, 61-3.

459 Sêneca, Cartas a Lucílio, XCV, 33.

460 Juvenal, Sátiras, III, 26.

461 Sócrates teria nascido, com o contou ao fisionim ista Zopiro, com um a

"form a" (alm a) viciosa e inferior, m as a "reform ou".

462 Horácio, Epodos, XII, 19.

463 Horácio, Odes, IV, XIII, 26.

464 As m ulheres da m esm a idade.

465 Marcial, X, XC, 9-10.

466 Ovídio, Pônticas, I, IV, 49.

467 Horácio, Odes, II, V, 21.

468 Aristogíton e Harm ódio foram dois j ovens heróis atenienses que m ataram Hiparco, filho de Pisístrato, o governante que introduziu a tirania na Grécia no século VI a.C. Eram am antes e rej eitaram um a proposta de Hiparco, de

caráter sexual. Assim com o libertaram a Grécia da tirania, a barba nascente

libertaria os j ovens da "tirania" da pederastia. Hom ero estendeu a idade da

pederastia até os j ovens com eçarem a ter barba.

469 Horácio, Odes, IV, XIII, 9.

470 São Jerônim o, Cartas, VII, 6.

471 Virgílio, Geórgicas, III, 98.

472 Catulo, LXV, 19-24.

473 Lucrécio, VI, 704.

474 Sêneca, Cartas a Lucílio, LIII, 3.

475 Tito Lívio, XXII, 5.

476 Provérbio antigo que diz: "Belas roupas choram sobre om bros indignos".

477 Cícero, De finibus, V, 6.

478 Traduzido por Montaigne logo em seguida. Verso da poeta Corina, citado por Justo Lipso, De amphitheatro, VII (Antuérpia, C. Plantin, 1584, p. 29).

479 Cícero, De officiis, II, xv, 52 e 54. Montagem de duas frases, um a sobre a benevolência do príncipe, outra sobre sua generosidade.

480 Cícero, De officiis, I, 14.

481 Calpúrnio, Bucólicas, VII, 47.

482 Juvenal, III, 153-5.

483 Calpúrnio, Éclogas, VII, 69-72 e 64-7.

484 Marcial, XII, XXVIII, 15-6.

485 Calpúrnio, Éclogas, VII, 53.

486 Horácio, Odes, IV, IX, 25.

487 Lucrécio, V, 327.

488 Cícero, De natura deorum, I, II, 54. Montaigne retocou a frase colocando-a na prim eira pessoa do plural e não na segunda, e interrom pendo-a com as

duas últim as palavras, de sua lavra.

489 Lucrécio, II, 1150.

490 Lucrécio, V, 331.

491 Francisco López de Góm ara, Histoire générale des Indes, traduzido para o francês em 1578 e 1587.

492 Referência à reform a do calendário im posta por bula do papa Gregório XIII em 24 de fevereiro de 1582.

493 Pérsio, V, 20.

494 Cícero, Academica priora, II, XXI, 68.

495 Tito Lívio, XXVIII, XXIV.

496 A prim eira oração, Cícero, De divinatione, II, XXXIX, 81; a segunda, Santo Agostinho, A Cidade de Deus, VI, X.

497 Sêneca, Cartas a Lucílio, CXVIII, 7.

498 Quinto Cúrcio, IX, II.

499 Segundo Pierre Villey, trata-se do processo do falso Martin Guerre.

500 Tácito, Histórias, I, XXII, 4.

501 Cícero, Academica priora, II, XXVII, 87.

502 Segundo os teóricos da bruxaria, ter um a parte do corpo insensível às agulhas e picadas era um a "violenta presunção" de possessão pelo dem ônio.

Era a "m arca do diabo", que os inquisidores procuravam no corpo de quem

fosse acusado de bruxaria.

503 A planta heléboro, preta ou verde, era em pregada na Antiguidade para tratar da loucura; quanto à cicuta, com o dem onstra a m orte de Sócrates, era usada para a execução da pena de m orte.

504 Tito Lívio, VIII, XVIII, 11.

505 As penas infligidas aos doentes m entais eram m ais brandas que as reservadas aos bruxos, sem pre condenados à fogueira, ainda que com

m ínim as provas.

506 Dizia-se que quem desatasse o nó do tem plo de Górdio conquistaria a Ásia Menor: Alexandre cortou-o com sua espada.

507 Cícero, Tusculanas, I, XXV.

508 Terâm enes era um retórico ateniense capaz de encontrar argum entos para qualquer um a das partes em confronto.

509 Virgílio, Geórgicas, I, 89-93.

510 Manílio, I, LIX.

511 Os Perroset eram fabricantes de cartas estabelecidos em Avignon desde o século XV. Na época, o verso das cartas era branco e sem nenhum a

decoração.

512 Triboniano, j urista e m inistro do im perador bizantino Justiniano, cuj o Código previa tantos casos que reduzia o papel dos j uízes a apenas aplicá-lo.

513 Tácito, Anais, III, XXV, I.

514 Sêneca, Cartas a Lucílio, LXXXIX, 3.

515 Quintiliano, Instituição oratória, X, III, 16.

516 * Ulpiano (170-228), fam oso j urisconsulto rom ano, escreveu quase duzentos livros de direito. Suas opiniões tinham força de lei antes de se

codificar o direito rom ano. Bartolo de Sassoferrato (1313-1357) e seu aluno

Pietro Baldo (1327-1400) foram influentes glosadores de textos j urídicos no

século XIV.

517 Velho adágio publicado na edição francesa dos Adágios, de Erasm o, 1571.

518 La Boétie, "À Marguerite de Carle sur la traduction des Plantes de Bradam ant", 109-6.

519 Os seis prim eiros versos: Propércio, III, V, 26-31; o últim o: Lucano, I, 417.

520 Virgílio, Eneida, VII, 528-30.

521 O Tem plo de Apolo, em Delfos.

522 Cícero, Academica posteriora, I, XII, 45.

523 Anteu, filho de Netuno e da Terra.

524 Lucano, IV, 599.

525 Virgílio, Geórgicas, II, 103.

526 Cícero, De finibus, III, VII, 24.

527 No Exem plar de Bordeaux, Montaigne prim eiro escreveu "vi um outro rei", antes de riscar "rei" e substituir por "de sua estatura". A troca leva a pensar que se trata de Henrique de Navarra (1572-1610), sagrado rei da França

com o Henrique IV em 1589.

528 Virgílio, Eneida, V, 415.

529 Marcial, X, XLVII, 12.

530 Horácio, Epodos, XVII, I.

531 A feiticeira da Odisseia, que faz os com panheiros de Ulisses beberem um a poção que os transform a em porcos, a fim de ficar com o herói perto de si.

532 Michel de Vascosan era im pressor em Paris, em especial da tradução de Plutarco à qual Montaigne se refere diversas vezes. Plantin era im pressor na

Antuérpia.

533 Esse personagem seria Jean de Vivonne, m arquês de Pisanny, em baixador na Espanha e em Rom a.

534 Juvenal, VI, 576.

535 Na época, na França ainda se com ia com os dedos. O uso do garfo, que Montaigne conheceu na Itália, apenas com eçava a se difundir entre os

franceses.

536 De sair de casa, especialm ente à noite.

537 Sêneca, Cartas a Lucílio, XCII, 12.

538 Frase atribuída por Montaigne a seu am igo La Boétie agonizante.

539 Pseudo-Galo ou Maxim iano, I, 155-6 e 247-8.

540 Catulo, LXVI, 133.

541 Horácio, Odes, III, XXVI, 2.

542 Adaptação de um verso de Ovídio, Amores, III, VII, 26: Et memini numeros sustinuisse novem. E tenho a lem brança de ter chegado a nove.

543 Personagem de Satíricon, de Petrônio.

544 Marcial, XI, XXII, 7.

545 Farnel era m édico de Henrique II. Jules Cesar Scaliger, ou L'Escale, era

outro fam oso m édico da época.

546 Quintiliano, Instituição oratória, XI, III, 40.

547 Sêneca, Cartas a Lucílio, XLI, 15.

548 Ovídio, Tristia, III, VIII, 11.

549 Pseudo-Galo ou Maxim iano, I, 171-4.

550 Ovídio, Heroides, V, 8.

551 O rio Aqueronte, que leva ao Hades.

552 Virgílio, Eneida, II, 317.

553 Sêneca, Cartas a Lucílio, XCVI, 5.

554 No Exem plar de Bordeaux, Montaigne escreve: "Ultrapassei há pouco, de seis anos, os cinquenta […]". Tinha, portanto, 56 anos ao escrever este texto.

555 Horácio, Odes, III, X, 19-20.

556 Ovídio, Tristia, III, VIII, 25.

557 Juvenal, XIII, 162.

558 Fragm ento de Brutus, tragédia de Ácio, citado por Cícero, De divinatione, I, XXII, 45.

559 Sêneca, Cartas a Lucílio, XVIII.

560 Horácio, Epístolas, I, V, 2.

561 Sêneca, Cartas a Lucílio, CXXIII, 3.

562 Form a do filósofo grego Cleóbulo, um dos Sete Sábios, encontrada em Diógenes Laércio, I, 93.

563 Cícero, De senectude, XIX, 71.

564 Cícero, De senectude, XIX, 71.

565 Referência a Vênus e Baco, cuj a aliança era tradiconal desde a Antiguidade.

566 Um m eio sesteiro equivalia a um quarto de litro.

567 Horácio, Epístolas, I, II, 54.

568 Critolau, filósofo peripatético, im aginou um a balança em que num dos pratos haveria os bens tem porais, entre eles a terra e o m ar, que pesariam

m uito m enos que os bens espirituais do outro prato.

569 Horácio, Odes, I, VII, 30-2.

570 Eram proverbiais a qualidade e a quantidade de bebida que tom avam os professores da faculdade de teologia da Sorbonne.

571 Cícero, De finibus, II, VIII, 24.

572 Um a espécie de j ogo de bola de gude em que o "pepino" seria a bola de buxo ou m etal lançada inicialm ente.

573 Durante um a brincadeira para se ver quem bebia m ais.