Os Ensaios

Michel de Montaigne · Capítulo 6 de 33

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Os Ensaios

Capítulo Xxxxxx

tradução de M. A. Screech, e da edição virtual feita por Guy de Pernon em

2008, apresentando a obra de Montaigne em francês contem porâneo.

A num eração seguida no sum ário corresponde aos núm eros de cada

ensaio dos três livros que form am o conj unto da obra . Quando não

com prom etido o entendim ento do texto, m anteve-se a pontuação adotada por

Montaigne, que se reconhecia “pouco especialista” na m atéria e recorria

abundantem ente aos dois-pontos e pontos e vírgulas com o form a de

cadenciar o texto. Tam bém foi respeitada a disposição original do texto, sem

parágrafos, ou m elhor, com um só parágrafo por ensaio.

Montaigne aprendeu a falar em latim , a língua da elite culta, e só aos seis

anos iniciou-se no francês. A influência do latim se faz presente tanto na

profusão de citações de autores da Antiguidade com o na própria estrutura da

frase, m uito próxim a da sintaxe latina. Os ensaios são escritos em linguagem

recheada de incisos, digressões, arcaísm os, trocadilhos, às vezes em

detrim ento da clareza. Acrescente-se que m uitas anotações m arginais feitas

pelo autor de m odo elíptico tinham um significado que provavelm ente só era

claro para ele. Esta tradução procura conciliar o respeito ao original com a

legibilidade para um leitor de hoj e, apresentando-lhe um a versão cuj a fluência,

longe de banalizar a obra, o leve ao prazer da leitura de Os ensaios.

Os ensaios

DE MICHEL SENHOR DE MONTAIGNE

Edição nova, encontrada depois da m orte do Autor, revista e am pliada por ele