Prazer e desejo em Aristóteles

Juliana Ortegosa Aggio · Capítulo 27 de 34

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Prazer e desejo em Aristóteles

A ambição

Neste capítulo, Aristóteles surpreendentemente lista todas as

qualidades morais do homem magnânimo, que são as mesmas do homem perfeitamente ou completamente virtuoso. Ele assim o faz com tal detalhamento, que não encontramos na descrição das outras virtudes morais; como que nos dando o que poderíamos chamar de uma espécie de “manual dos bons modos”. Vejamos a lista de qualidades que deve satisfazer o homem de grandeza de espírito: ele deve ter todas as virtudes; deve dar em preferência de receber; ajudar prontamente em preferência de ser ajudado; desprezar o insolente; não sobrepujar os mais fracos; ser claro, isto é, transparente; ser sincero no amor e no ódio; não se esconder na timidez, isto é, no medo da exposição; prezar antes a verdade do que a opinião alheia; falar e agir com clareza, isto é, ser franco, falar abertamente; não viver em função do outro, à exceção do amigo, pois isto é servil e típico de bajuladores; não se orgulhar em ser admirado; não se ater demasiado aos erros, mas lembrar, sobretudo, dos bons feitos; não ser fofoqueiro, ou seja, não se importar em ser elogiado, nem diminuir os outros ou falar mal dos outros, nem mesmo dos inimigos, a não ser por desprezo; ser, portanto, autárquico, isto é, autossuficiente; ser calmo e tranquilo, o que deve transparecer em seu andar lento, na voz profunda e no domínio da palavra, isso porque ele leva poucas coisas a sério, ao contrário dos apressados e dos agitados.

 

A ambição

 

Quanto ao amor à honra (philotimia), examinada no livro IV,

capítulo 4 (1125b1-26), não há muito que acrescentar além do que já foi dito sobre a grandeza de espírito, pois ela é como que uma espécie desta virtude; assim como a magnificência o é da